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31 julho, 2012

JCG Julho: Desviado, eu?


Responda com toda a honestidade: Você está filiado a uma igreja local como membro, ou somente visita as denominações evangélicas? Caso congregue, há quando tempo participa em sua atual igreja local? Por quantas denominações cristãs já passou até encontra-se em sua atual comunidade evangélica? Está insatisfeito e tem pretensões em “mudar de igreja”? Caso tenha, por qual motivo? Em sua opinião, o que leva um cristão a mudar de denominação evangélica?
Sei que estou entrando em terreno de areia movediça ao tratar desse tema, mas parei para pensar, com mais acuidade, sobre o assunto, quando li o anúncio de chamada da SEPAL - Servindo aos Pastores e Líderes para o seu 39º Encontro de Pastores e Líderes. Nele são apresentados os seguintes dados: 25% da população brasileira já mudou de religião, enquanto somente 0,00034% já mudou de time de futebol.  Incrível não? Eis o motivo do questionamento inicial - o que leva as pessoas a mudarem tanto de denominação religiosa?
A SEPAL ainda trás a seguinte informação: “Segundo levantamento da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), também do IBGE, os evangélicos passaram de 18%, em 2003, para 20,2% em 2009. Mas este resultado deu espaço a uma nova categoria religiosa presente no Brasil, a dos evangélicos não-praticantes, pessoas que professam a fé, mas que não pertencem a nenhuma denominação. Resultados advindos da Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE de 2010 revelam que a porcentagem dos evangélicos que não possuem vínculos com a crença saltou de 0,7% para cerca de 3%”  .
Será que a igreja está se tornando realmente, pouco atraente? Que motivações têm levado a essa “migração”, bem como o crescimento de evangélicos “não-praticantes”? Entendo que os fatores são variados, assim como um prisma possui várias facetas. Verifiquemos algumas delas.
Tenho como certo, que uma das causas desse comportamento está intrinsecamente ligada às alterações sociais e ideológicas, que passaram a nortear a sociedade pós-moderna e, por conseguinte, também, influenciaram os cristãos. A filosofia humanista e o secularismo consideram a religião e a moralidade questões de opinião pessoal e que tudo depende do que cada um acha ser o correto e melhor para si. Nessa vã filosofia o que importa é satisfação pessoal a qualquer custo, ou seja, valoriza-se, o individualismo e o egocentrismo. E, infelizmente, de modo imperceptível, a comunidade cristã e os novos adeptos da fé, pelo menos em parte, alinharam-se a alguns pontos desses conceitos, levando-os a mudarem frequentemente de denominação ou a se afastarem da igreja ou a considerarem-na de menor importância.
Um segundo fator compreende o mesmo pensamento pós-moderno norteando muitas igrejas/denominações, através de seus líderes, tornando-as centradas no homem e não em Deus. Não é por acaso que surgem quase que diariamente novas denominações, pois a submissão à autoridade, um coração humilde, o reconhecer erros e aceitar a disciplina são ações escassas, assim como, parece que não é atrativo pregar e viver que se deve renunciar a si mesmo. A temática daqueles que estavam engajados na Igreja, em outros tempos, era “o que posso fazer pelo Senhor?”, enquanto em nossos dias é “o que o Senhor pode fazer por mim?”. Como resultado de tudo isso, muitas igrejas têm cedido às pressões da pós-modernidade, e assim como as lojas que fazem concorrência entre si, prometendo os melhores preços e serviços, tem-se assistido uma concorrência exacerbada entre denominações religiosas. A igreja tornou-se um balcão espiritual em meio a uma população consumista e, aqueles que nela ingressam comportam-se como clientes e não prováveis discípulos de Jesus, aos quais se tem que agradar a qualquer custo. Para tanto, utilizam-se da teologia da prosperidade como carro-chefe de sua mensagem, e prometem coisas que Deus não prometeu. Acrescente-se a isso os inúmeros escândalos que surgem periodicamente envolvendo pastores e líderes, principalmente quanto a temas como desvio e evasão de divisas, enriquecimento ilícito e escândalos de natureza moral, tornando a Igreja desacreditada.
Também, outra causa é resultado da solidão existencial, fruto do individualismo, aliado ao trabalho eclesiástico focado em ganhar multidões, sem a preocupação com um discipulado pessoal. Hoje, o indivíduo não possui relacionamentos profundos, portanto, não consegue compartilhar sua vida com todas as suas idiossincrasias, nem mesmo em sua própria casa. Vai a um dos templos evangélicos em busca de acolhimento e atenção na comunidade cristã e frustra-se ao perceber que não encontrou abrigo para suas emoções e sentimentos. Ele é, apenas, mais um em meio à multidão. O problema não está em ganhar multidões e formar megaigrejas, mas na igreja local propiciar acolhimento e discipulado verdadeiramente bíblico que produzam o efeito transformador do Evangelho na vida de cada pessoa. Não é por acaso que as igrejas que mais crescem no mundo, com um corpo de crentes estável, são aquelas que possuem um forte discipulado pessoal combinado a reuniões de pequenos grupos, onde se pode compartilhar a Palavra de Deus, o testemunho cristão, e se ter auxílio para a vida pessoal, como família de Deus e membros do Corpo de Cristo.
Portanto, o que torna uma igreja cativante e atraente não é a sua estrutura física, com programas aparentemente inovadores e eventos mirabolantes que atraem por um determinado tempo indivíduos desta sociedade consumista, que ali permanecerão enquanto estiverem sentindo satisfação e prazer emocional, mas não a real transformação pelo poder de Deus e que, ao verificar que em outro lugar está-se oferecendo um “produto espiritual” mais novo e diferente, desapega-se rapidamente e agrega-se a esta outra “loja espiritual”.
O que torna a Igreja atraente e cativante é a mesma velha unção e poder de Deus que transforma a vida do homem, ao se pregar e viver, a partir de seus líderes, a verdadeira vida de Cristo. É estar compromissado em alcançar o perdido e não “encher a igreja”. É ter o propósito de formar um corpo de cristãos dedicados à adoração, à comunhão, à oração, à capacitação para servir no Corpo de Cristo.
Uma igreja fascinante pode até inovar e ser flexível, mas não abre mão da autoridade das Escrituras, dos relacionamentos pessoais e interpessoais, como se vê abundantemente no livro de Atos dos Apóstolos. Não abre mão do perdão, da aceitação e do amor de Deus nesses relacionamentos, pois serão eles que permitirão o compartilhamento de suas vidas de modo saudável.
Uma igreja cativante celebra Deus, submete-se ao Senhorio de Cristo e é cheia do poder de Deus, ao mesmo tempo em que cuida das necessidades tanto de seus membros quanto dos incrédulos. Treina e capacita seus membros a fim de usarem seus dons e talentos, tornando-os ativos e participativos no Corpo, dando-lhes autoridade para ministrarem aos outros, resgatando o sacerdócio universal do crente.
Por fim, uma igreja atraente, valoriza as reuniões em pequenos grupos, como nos sinaliza Atos 2:46 e 5:42, onde elas podem expor suas vidas, compartilhar experiências, testemunhar, chorar e rir juntas, “falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor” (Efésios 5:19).


José Jerônimo Dantas Neto
Pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, exercendo atualmente o pastorado na cidade de Petrópolis-RJ. Professor do Instituto Teológico Quadrangular. Membro do conselho editorial do JC Gospel.


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APARTES


"Precisamos urgentemente de líderes que preguem a Palavra corrigindo e exortando..."

Em Timóteo prega a Palavra:
“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério". 2 Timóteo 4:2-5
Hoje, estamos vivendo exatamente esse tempo que o Apóstolo Paulo mencionou a Timóteo. Infelizmente, vemos "igrejas" de todo tipo e a gosto do freguês, líderes despreparados em relação a sã doutrina e, pregando um "evangelho" segundo seus próprios interesses.
Quando a sã doutrina é pregada gera um conflito muito grande entre a carne e o espírito do indivíduo, onde ocorre a recusa em relação a verdade, e o mesmo acaba se desviando da fé, ou procura uma "igreja" onde esse se sinta livre do compromisso com o evangelho de Cristo. Muitos hoje não querem adaptar suas vidas à Palavra de Deus, mas querem que a Palavra se adapte a sua maneira de viver.
Precisamos urgentemente hoje de líderes que preguem a Palavra corrigindo e exortando com toda longanimidade e doutrina.

Pastor Paulo Serinoli
Igreja Batista manancial da Vida, Jaú


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"Não existem motivos de maior ou menor impor-tância para que alguém se desvie ou mude de igreja"

O crescimento da igreja nesta última década segundo as estatísticas é tão fantástico quanto os problemas decorrentes do mesmo. Crescer é a meta, não importa como; quantidade é o alvo.  Então as pessoas se tornam individualistas e avulsas, sem vínculo e perdidas dentro da igreja. E isso mostra outra estatística, a “igreja que está fora”, afastada dos caminhos do Senhor, desviados e com o coração endurecido pelo pecado. 
Temos a “igreja doente” que confunde gigantismo com crescimento; temos os “sem igreja”, para eles a igreja não faz mais sentido. E a “igreja migradora”, onde a maioria chega com reclamações da outra.
E não existem motivos de maior ou menor importância para que alguém se desvie ou mude de igreja. A maioria da vezes são razões pequenas, muitas vezes fúteis, entre irmãos, mas que não foram tratadas ou levadas a sério. Outras vezes é porque só querem as bênçãos de Deus e deixam de lado o Deus das bênçãos. Outros ainda, mudam porque acham que o Deus de lá é mais vitorioso que o de cá. Tem os que gostam de uma igreja de comunhão e tem os gostam de uma igreja com muitas atrações. Outros saem, porque a igreja está colocando limites de santidade e não querem isso para suas vidas, preferem um lugar onde ninguém coloque o dedo na ferida. 
Tem os que são assediados: "Venha conhecer a minha grande igreja, sem compromisso”. Isso é muito comum hoje e bastante desleal. Temos também aquelas pessoas que não se manifestam para desenvolver qualquer trabalho, simplesmente não se interessam, e de repente vão embora porque faltou oportunidade.
Por mais que possamos fazer e ser como igreja, muitos simplesmente, por seus momentos existenciais ou pela complexidade de sua família, sonhos frustrados e outras coisas decidem romper vínculos sem o menor constrangimento.  
O evangelho da cruz produz morte da velha natureza e como consequência uma vida em Cristo. O evangelho da bênção, o cor de rosa produz mescla, mistura, como consequência a queda por não suportar a adversidade.
Precisamos repensar nosso compromisso com Deus, que se expressa na igreja local. Deus tem colocado pessoas em locais específicos com um propósito.

Pr. Pedro  Perez 
Comunidade Evangélica Nova Aliança, Agudos

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"A moda hoje é ser evangélico..." 

Nos dias de hoje, o que vemos é que as pessoas querem estar nas igrejas - a moda do momento é ser evangélico -  e muitos querem as bênçãos de Deus nestes dias tão difíceis: cura, libertação, crescimento financeiro, profissional, solução de uma causa jurídica, mas ficam apenas no encontro superficial. 

Seguem Mateus 11:28, onde o Senhor Jesus convida e diz:  “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.  Estão cansados, oprimidos, fartos dos problemas, angustiados pela dor e sofrimento, e buscam o alívio divino. Mas não se aprofundam na palavra de Deus, nos seus ensinamentos, não buscam o crescimento espiritual, e não seguem o próximo versículo, o 29:  “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”, ou seja, Deus informa que existe um preço, um fardo a carregar, que devemos deixar o velho homem para trás, pagar o preço da vida nova com Cristo, viver a mudança, mas é esta mudança que muitos não estão dispostos, e, por isso, acabam se desviando do caminho do Senhor, porque carregam ainda muito do velho homem, e não aceitam as ordenanças do Senhor ministradas nas igrejas. 

Acabam, portanto, se desviando totalmente ou buscando outras igrejas na qual possam permanecer da maneira que estão. São como areia que o vento espalha, mas os que estão firmados na Rocha Viva, se fortalecem na palavra de Deus, no jejum e na oração, porque o que buscam não são as bênçãos terrenas, mas a vida eterna.


pastor João Batista  
Terceira Igreja Presbiteriana Renovada, Bauru

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"A necessidade primária do homem é espiritual"


Vamos analisar o tema em cima do texto de Mateus 6: 25 – 34, que nos ensina a não andarmos ansiosos pela vida, quanto ao que comer, vestir e beber. Mas devemos buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e Sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas. 

É principio de Deus buscá-lo em primeiro lugar, mas vemos pessoas andando na contramão, buscando as coisas em primeiro, e deixando o Reino e Sua justiça em segundo plano. Aí vem as frustrações com a denominação ou com o próprio Deus, pois não entendem que a necessidade primária do homem é espiritual. Deixam de ir aos cultos para adorá-lo por quem Ele é e por gratidão por seu amor revelado na cruz, e estão nos cultos apenas para buscar soluções para os seus problemas. Na maioria das vezes estão vazias de Deus vivendo uma vida de pura religiosidade, pois não entendem que a vida plena que o Senhor nos garante não está em ter coisas, mas sim, em ter uma vida de compromisso e intimidade com Deus. Vida plena não é conquistar coisas, mas, ter convicção de quem é Deus e plena confiança em Sua Palavra que é viva e eficaz. Somos chamados para o ministério da reconciliação como diz Paulo, mas muitos não estão preocupados em cumprir o chamado de Deus em suas vidas, e sim, em satisfazer os seus próprios deleites.

Esaú, por uma necessidade urgente que era a fome que estava sentindo, trocou seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas, trocou o eterno pelo temporário, e assim muitos estão fazendo hoje.  Não estão preocupados em viver para Deus, mas, que Deus venha a satisfazer os seus desejos egoístas.
Não se desvia porque sai da igreja, sai porque se está desviado dentro da igreja.  
Entendo que é Deus que direciona alguns a trocar de denominação por um propósito sublime, Dele, Deus. Mas, a grande maioria troca de denominação sem a direção de Deus, e vive de denominação em denominação, insatisfeito, pois não entenderam o que é servir ao Senhor. Entendo que a igreja deixa de ser atraente quando deixa de cumprir o papel para qual foi estabelecida, e passa a oferecer aquilo que satisfaz o ego do homem. A igreja foi estabelecida por Deus para revelar o Seu amor ao mundo e reconciliar o homem com Ele, e não para suprir desejos egoístas.

Pr. Wilson de Oliveira 
Comunidade Nova Aliança, no Mary Dota, Bauru






18 julho, 2012

AGENDA: III encontro de Homens de Deus da Monte Santo



Programe-se:

Dia: 20 de Julho de 2012, a partir das 20h.
Comunidade Cristã Monte Santo de Bauru
Avenida Naçõe Unidas, esquina com Rua Floresta.
Informações: Gaspar Moreira: 9797 -2390/ 3239-9259.

MARCHA PARA JESUS BAURU 2012 - NOVA DATA


16 julho, 2012

Agenda: FESTA DO INVERNO NA CMC SERÁ NESTE SÁBADO


A Comunicação e Missão Cristã (CMC) promove no próximo sábado (21 de julho),  a partir das 19 horas, a Festa do Inverno, na chácara localizada na Rodovia Bauru-Iacanga, km 349 + 800 metros. A entrada é gratuita e está programado um sorteio de brindes para os participantes. Haverá praça de alimentação e espaço para atividades com crianças.
“A festa é realizada há mais de 10 anos e marca o envolvimento das famílias de Bauru e cidades da região”, afirmou Abílio Chagas, líder da CMC. Os organizadores estão preparando barracas com espetinhos de carne, yakissoba,  cachorro-quente, caldos mineiro e português, pastel, bebidas quentes, refrigerantes e doces. A entrada da chácara estará sinalizada e a CMC oferece estacionamento para os visitantes.  Informações pelo telefone (14) 3223-5933.

14 julho, 2012

Notícia: Marcha para Jesus SP acontece hoje; Em Bauru data foi adiada


A 20ª edição do evento evangélico Marcha para Jesus acontece neste sábado (14) em São Paulo e promete reunir milhões de pessoas. A concentração dos participantes começou às 6h na praça da Luz junto a avenida Tiradentes (sentido Centro, entre as ruas dos Bandeirantes e Mauá).
No ano passado, de acordo com a organização, a marcha reuniu 5 milhões de pessoas. A passeata sai do metrô Tiradentes, às 10h, e segue em direção à praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, próximo ao Campo de Marte, na zona norte, onde acontecem os shows de música gospel. Os participantes passam pela avenida Santos Dumont e praça Campo de Bagatelle.
Segundo a Igreja Renascer, organizadora da passeata, a marcha é considerada o "maior evento cristão e popular do mundo". A marcha contará com 15 carros de som, caminhada, shows musicais e pregações religiosas.
Marcha Para Jesus São Paulo 2012
Data: 14 de Julho
Local: saída do metrô Tiradentes
Concentração: praça Heróis da FEB
Início: 10h
Previsão de término: 21h30
Mais informações no site: www.marchaparajesus.com.br

• Marcha Bauru é adiada para Setembro
Dia 15 de setembro é a nova data desta grande manifestação de fé ao Senhor. Participe leve a sua igreja. O evento acontece com a Organização do Conselho de Pastores de Bauru e apoio do Jornal Cidade Gospel.


13 julho, 2012

Unidade na prática: Lei do Silêncio é alterada para atender igrejas


Ademar Pereira da Silva (PSD) 
Enquanto a igreja de Bauru e seus representantes eleitos “patinam” na chamada “lei do silêncio”, a cidade de Jaú, há 50 km de Bauru, dá o exemplo e mostra que a unidade faz a força.

A lei autoria do vereador Paulo Gambarini, aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito Osvaldo Franceschi Junior, (Lei 4.710, de 21 de maio de 2012), foi considerada proibitiva e prejudicava a liberdade de culto na cidade.


“A lei estabelece 55 decibéis o volume máximo de som que pode ser emitido no período noturno. Eu consegui um aparelho para a medição e constatei que uma conversa normal chega a atingir esse volume. Assim, é impossível que as igrejas em geral possam realizar os seus cultos”, disse o pastor Elizeu dos Santos, da Igreja Pentecostal do Jardim Orlando Ometto, na tribuna da Câmara, 

Uma emenda proposta  pelo vereador Ademar Pereira da Silva (PSD) alterou o artigo 19 que estabelece as situações em que a legislação não será aplicada,  e estabelece a não aplicação da mesma “às missas, cultos e quaisquer manifestações religiosas realizadas em igrejas e templos religiosos”.

06 julho, 2012

Artigo: IGREJA VIVA, SIM! IGREJA-EMPRESA, NÃO!


O péssimo exemplo dado pelas igrejas neopentecostais e seus pastores gerou na mente de muitos a falsa visão que a igreja de Cristo se pauta por princípios mercadológicos e empresariais. Alguns falam de Pequenas Igrejas, Grandes Negócios, numa alusão ao programa televisivo. O quadro fica pior quando estas megaigrejas e seus pastores-empresários se apresentam diante das pessoas como autoridades que em nome de Deus vão abrindo igrejas como se fossem filiais.

Olhando para o livro de Atos observamos outro quadro, imagens muito diferentes do que vemos hoje. Vemos um grupo de discípulos tímidos e amedrontados no cenáculo e que sabem apenas de uma coisa: Precisam do poder de Deus. São galileus menosprezados pelas classes altas de Jerusalém; são vistos como pessoas vulgares, campesinos, de uma classe baixa e analfabeta. Mas de modo misterioso a expansão do cristianismo depende deste grupo. E o que eles fizeram? Eles não traçaram estratégias, mas “... unidos, todos se dedicavam à oração...” (Atos 1:14). Eles não estavam ocupados em colocar a fé em si mesmos e tampouco confiavam em sua própria capacidade; eles suplicavam o poder de Deus, seguros de que não alcançariam nenhum sucesso sem a provisão celestial.
Então Deus envia Seu Espírito com poder e tudo muda. Aqueles galileus analfabetos começaram a pregar o Evangelho em diversos idiomas de modo que todos os judeus presentes, vindo de diversos lugares do mundo conhecido passaram a compreender a mensagem. A multidão impactada ouve Pedro pregar sobre Jesus Cristo, o mesmo apóstolo que semanas antes tinha negado a Jesus, agora estava cheio do poder de Deus diante de milhares de pessoas e proclamava Jesus. Naquele dia três mil pessoas foram salvas. É interessantíssimo ver que em Atos 1 a igreja começou com cento e vinte pessoas, e agora em Atos 2 já são mais de três mil, ou para aqueles que gostam de números, 2500% de crescimento em um único dia!

Mas a história continua, pois pessoas vinham e buscavam conhecer a Cristo. Em Atos 3, Pedro e João falam do nome de Jesus a um homem que era paralítico de nascença; aquele homem se levanta e anda pela primeira vez. Em Atos 4, eles oram agradecendo e louvando a Deus depois de serem ameaçados, de modo que “quando terminaram de orar, o lugar em que estavam reunidos tremeu. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a anunciar com coragem a palavra de Deus” (4:31). Lucas, o escritor de Atos, faz um comentário sobre essa igreja nascente: “Observando a coragem de Pedro e de João, e percebendo que eram homens simples e sem erudição, eles se admiravam; e reconheceram que eles haviam convivido com Jesus” (4:13). O mesmo Sinédrio que tinha condenado Jesus agora estava diante de homens que se pareciam com Aquele que eles tinham condenado.
Numa visão rápida do livro vemos que as coisas vão ficando melhores. Em Atos 5, por meio dos apóstolos “Muitos sinais e feitos extraordinários eram realizados entre o povo...” (5:12). Em Atos 6 e 7 as ameaças tornam-se um perigo aos discípulos; ao mesmo tempo o poder de Deus se manifesta ainda mais entre eles. Após a morte de Estevão a igreja é espalhada pela Samaria e Judéia. No entanto, Atos 8 destaca que os cristãos “... iam por toda parte, anunciando a palavra” (8:4). O Espírito Santo transporta a Felipe de um lugar para o outro para guiar um eunuco etíope à Cristo. Em Atos 9, Saulo de Tarso, perseguidor dos cristãos, tem um encontro marcante com Jesus. Em Atos 10, as barreiras étnicas e raciais que impediam a expansão do Evangelho começam a cair na casa de Cornélio; e em Atos 11 é fundada a Igreja de Antioquia como a futura base missionária para as nações. Em Atos 12, enquanto Tiago é morto e Pedro espera a morte num cárcere, a igreja ora e o apóstolo é salvo de forma milagrosa, saindo praticamente sonâmbulo da prisão. Em Atos 13 a Igreja de Antioquia em obediência à voz do Espírito Santo envia Paulo e Barnabé na primeira viagem missionária em que eles foram de cidade após cidade pregando o Evangelho de Cristo e operando sinais.
Sabe o que nos chama a atenção no estilo literário do autor? Lucas de maneira intencional exalta a Deus enquanto conta a história. O mais importante não são os sinais, os milagres, os mortos que são ressuscitados, as pessoas que são curadas, mas a ação grandiosa de Deus. Após Pedro pregar no dia de Pentecostes Lucas diz: “Desse modo, os que acolheram a sua palavra foram batizados; e naquele dia juntaram-se a eles quase três mil pessoas” (2:41). O texto está num tempo aoristo, o que mostra uma ação definitiva e completa; a forma passiva fica clara nas expressões foram batizados e juntaram-se, numa forma muito clara que essa ação não podia ser uma manifestação humana, pois “... o Senhor lhes acrescentava a cada dia os que iam sendo salvos” (2:47). Essa visão soberana de Deus aparece em todo o livro: “Cada vez mais agregava-se ao Senhor grande número de crentes...” (5:14); “... E muita gente se uniu ao Senhor” (11:24); “... E todos os que haviam sido destinados para a vida eterna creram” (13:48).
Este é o propósito de Deus para Sua igreja, uma igreja que dependa de Seu poder mais do que as técnicas de comunicação, as estratégias humanas ou modelos de crescimento. Infelizmente vivemos num mundo em que somos desafiados a confiar mais em nossas próprias habilidades do que no poder de Deus. Essa é a tragédia que vivemos hoje. Na próxima semana concluiremos essa reflexão.




Gilson Souto Maior Jr. é pastor, professor universitário, e colaborador do JCG

04 julho, 2012

Morre o pastor Custódio Rangel, presidente da Adhonep


O velório acontecerá na sede do Centro Evangelístico em Niterói
A Associação de Homens de Negócio do Evangelho Pleno divulgou em seu site a informação de que o pastor Custódio Rangel Pires, presidente da instituição, faleceu na noite da última terça-feira (3) e o velório acontecerá no início da tarde desta quarta-feira (4) na Sede do Centro Evangelístico em Icaraí, em Niterói. 
Considerado como um dos maiores empresário do país, Pires também era um pastor evangélico que continuava atuando mesmo com 90 anos, idade completada no mês de março.
O sepultamento está marcado para acontecer no dia 5 de julho, quinta-feira, às 10h no Cemitério Parque da Colina, no bairro de Pendotiba, também na cidade de Niterói. Milhares de pessoas serão esperadas para dar adeus ao líder da ADHONEP.
No site do Centro Evangélico Internacional há destaque para a forma como o pastor Custódio Rangel ganhou almas para Jesus e como abriu salões e construiu igrejas. Além disso, ele também se tornou escritor lançando livros de muito sucesso como “Fidelidade traz sucesso” e “O melhor negócio do mundo”.

Artigo: As letras na parede


Na década de 40, possivelmente em 1948, fui a primeira vez a uma igreja [exceto as três vezes anteriores em que foram batizados meus irmãos mais novos].


Éramos cinco irmãos e ocupamos todo o banco, mamãe, papai, cinco filhos (um ao colo, pois era bebê) cujas diferenças de idade eram de dois anos, exceto em relação ao primeiro para o segundo (eu), diferença de menos de um ano e meio. Então as idades eram 8, 7, 5, 3, quase 1 (uns 10 meses).

Aos sete anos de idade, eu já sabia as primeiras letras, e consegui ler na parede, acima do púlpito: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (Jo. 8. 32).

Estávamos na Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, na Av. Guajajaras, bem perto de casa, o que nos possibilitou começar a frequentar a Escola Bíblica Dominical, pois não teríamos que pegar condução, e nem andar muito. Faltavam dinheiro e preparo físico!

O tempo todo do culto fiquei lendo aquelas letras que, juntas, formavam o primeiro versículo da minha vida.

Verdade! - verdade que vos libertará! O que queria dizer aquilo?

Só sei que gostei, pois muitos anos antes eu já era admirador da verdade, e colegas do Grupo Escolar, ou da vizinhança que não falavam a verdade, deles eu me afastava e procurava, para amigos, os que não mentiam. Foi o meu "vestibular" para a “faculdade” da Vida Cristã. Conhecer a verdade, verdade que liberta; liberdade que nos leva à verdade...

Num concurso bíblico, poucos meses depois, ganhei a minha primeira Bíblia, capa roxa, que guardo até hoje, embora tenha mudado a capa que se estragou.

Aos poucos fui aprendendo que Verdade era essa, a Palavra de Deus e o próprio Jesus, que diz: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14. 6).

E a intimidade que passamos a ter com a Palavra de Deus foi nos mostrando, aos poucos, que Jesus havia pronunciado aquela frase [versículo], e que Ele se referia à liberdade em relação ao pecado, quando ele diz no versículo 34: "Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado".

"Salvação é liberdade - liberdade da culpa, do juízo, do egoísmo, do medo e da morte" diz John Stott no Devocionário “A Bíblia toda, o Ano Todo.

Então, fomos aprendendo que pecado é tudo o que contraria a vontade de Deus, e que somos todos pecadores, e carentes da glória de Deus. E, como diz Jesus, aprendemos que o Caminho que leva ao Pai, à vida eterna, é Ele mesmo, somente pela fé, e que a graça de Deus se manifestara a nós pecadores através de Cristo, que se fez homem, habitou entre nós, deu a sua vida em nosso favor, e ressuscitou.

Não é um Deus "lenda", não é um Deus "morto", não é um Deus "inerte", mas um Deus vivo, ressurreto, que está à direita de Deus Pai, e adentra no coração de cada um e de todos que, espontaneamente, o recebem como único e suficiente Salvador e Senhor, quando, então, passamos a ter direito de fazer parte da família de Deus: "Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber aos que creem em seu nome" (João 1. 12), "os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (verso 13).

Decorridos mais de sessenta anos do primeiro contato com aquelas letras na parede, ainda temos a necessidade não só de aprender cada vez mais sobre a Palavra de Deus, mas, agora, sabemos que temos a missão de levá-la a outros que não a conhecem, aqueles que ainda não receberam a Jesus no coração.

Aquelas primeiras letras na parede, no primeiro momento trazendo "indagações", continuaram martelando em nossa mente: verdade...liberdade - verdade ...liberdade!

Prezado leitor, se você ainda é escravo do pecado [e pecado é o que contraria a vontade de Deus, e não só o que a maioria pensa: matar, roubar, adulterar, mentir, etc.], lembre-se da Verdade, a única Verdade, Jesus Cristo, o Filho de Deus, que veio ao mundo dar a sua vida em seu favor, em nosso favor.

Aceitá-Lo não custa nada, é graça, Graça de Deus derramada em nosso favor.


Edmar Torres Alves é editor do blog Sê Fiel  e colaborador do JCG.