Páginas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

20 dezembro, 2010

JCG/DEZEMBRO: VISÃO DE DEUS


Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é bem aventurado. Provérbios 29-18.
Prezados irmãos, início minhas considerações com o que em minha opinião deveria ser máxima dentro dos nossos templos.
Visão de Reino é uma somatória de fatores: é quando arregaçamos as mangas e vamos em direção às premissas básicas do Reino: o visar do bem comum e a unidade de nossas ações em favor do próximo, o perdão.
Creio que atitudes como essas, em associação com as revelações que nós pastores temos a honra de profetizar, nos levam mais próximos ao centro da vontade de Deus, mais perto do que Ele deseja para seu povo quando lhe concede sua Palavra, ou sua visão, seja através de quais instrumentos for.
Um exemplo bíblico disso é quando estudamos a vida de José, quando Deus lhe concedeu a visão profética através de sonhos; Genesis 37-5,9.
O que indago hoje é o que acontece com os sonhos proféticos de Deus, ou mesmo, com a sua visão que Ele concede ao seu povo. Por que estamos nos embrutecendo tanto em relação a tudo que vem sendo precioso aos olhos de Deus? José para conquistar aos seus sonhos, estudou em salas de aulas perfeitas, arquitetadas pelo próprio Deus para lhe trazer a maturidade espiritual necessária para seu entendimento.
Houve um trunfo para tudo isso ocorrer na vida de José. Primeiro vem à herança genética vinda por parte de seu pai, depois a herança do próprio coração de Deus, chamada submissão a uma visão.
Quando nos submetemos à vontade do coração de Deus, resistimos à soberba carnal, como Provérbios 16-18 nos fala: A soberba precede a ruína, e a altivez do Espírito precede a queda.
Temos visto líderes com tremendas visões de Deus caindo por lhes faltarem exatamente a humildade e submissão aos preceitos de Deus. Pastores que se adornam de toda a capacidade de Deus, tornando-se super-homens com atributos divinos quando na verdade, segundo a palavra, não passam de meros espectadores. “Vós sois as minhas testemunhas, e meus servos, a quem escolhi... Isaias 43-10. Deus nos escolhe servos e pastores, para mostrar o que é dele aos homens, e não para lhes transferir como propriedade algo dele.
Estamos confundindo, e confundidos, achamos que podemos muitas vezes em tantas ocasiões, machucar, ferir, agredir com palavras advindas de diversas formas, por termos uma visão, achando que isso nos concede o direito de sermos maiores do que Deus.
Jacó teve uma visão em Genesis capítulo 28, ele adormece em um travesseiro de pedra, e Deus lhe concede um sonho, que para ele foi uma visão de Deus. Pegou azeite e deitou naquela pedra e fez ali um pacto com Deus. Deus aceitou essa aliança, pois, nosso Deus é um Deus de pactos.
O mais impressionante é que passados 22 anos, ele perseverou naquilo que ele compactuou com Deus, voltando naquele lugar vencedor. Deus vendo seu compromisso o exaltou ainda mais, no Vau de Jaboque, (Genesis 32-22), mudando as suas circunstâncias e condições, começando pelo seu nome de Jacó, que quer dizer suplantador, usurpador, em outras palavras: ladrão, para Israel, o príncipe de Deus.
Quero dizer que quando há submissão e humildade, há por consequência a visão de Deus.
Pouco importa se temos platéia, se estamos na presença de multidões, se somos humilhados, ou mesmo ignorados.
Jacó com Labão enfrentou isso, mas perseverou, e mesmo José, da mesma forma em que o Pai, também passou por experiências semelhantes a estas. O que ligam estes grandes profetas bíblicos é a Visão que eles tinham - Uma visão de Deus, uma profecia —, um sonho de mudar a realidade.
Não seria esta a hora de mantermos esta mesma visão? Falamos tanto que temos uma promessa de Deus em nossas vidas, mas não nos conectamos verdadeiramente com Sua vontade. Sabemos que a luta é diária, mas temos o Senhor dos exércitos ao nosso lado: Deus.
Mas vale lembrar aos incautos, que Ele só concede as armas do Espírito para aqueles de coração puro.
Refletimos então. “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos Mateus 5-44,45”.

 
Pastora Sara Rodrigues
Pastora da Comunidade Vencedores em Cristo de Bauru - Membra da diretoria do CONPEV e do Conselho Editorial do Jornal Cidade Gospel.
cristovidaepaz@gmail.com




• APARTES •

"Descrer das Visões e das Revelações é
duvidar da Onisciência de Deus "

Aprendi que vista é o sentido humano que limita tudo que nos cerca. Ela mesma nos posiciona de uma forma lógica no contexto em que vivemos. Este é o sentido natural das coisas relativas ao plano terrestre que vivemos.
A maioria das pessoas naturais nunca vai além daquilo que vê e tampouco consegue ultrapassar os limites impostos por sua vista terrena. Por outro lado, os seres espirituais, aqueles que são conhecedores de Deus e que experimentaram o seu poder, sempre rompem os limites palpáveis, pois se valem do incrível dom de Deus, ou seja, a sua Visão. Visão é o ato de projetar o futuro, é ver o invisível, é sonhar com aquilo que ainda não se tem nas mãos. Todas estas maneiras de se "profetizar", nada mais são do que a aplicação do DNA de Deus em nossa vida, pois do nada o Senhor criou tudo que existe. O Senhor disse e tudo foi gerado. Deus me viu informe no ventre de minha mãe e escreveu todos os meus dias em seu livro, diz o Salmista. Deus já planejou todas as coisas e convida-me a fazer parte desta obra que ELE próprio já concluiu.
Deus não fará coisa alguma sem antes avisar seus profetas. Aqueles que têm as visões, nada mais são do que pessoas que aceitaram participar do projeto de Deus para escrever a história e pela Fé recebem do Criador todas as suas instruções. No livro do profeta Isaías, capítulo 46, versos 9 e 10, Deus fala de sua soberania, de seu poder e revela não existir nada que se compare a ELE, pois não há outro deus de capacidade infinita que possa criar o começo já conhecendo o fim. Descrer das Visões e das Revelações, é duvidar da onisciência e dos projetos de Deus, pois esta é unção para seus soldados, nada mais é do que a aplicação dos seus dons para a execução de tarefas específicas, ou seja, revelar os desígnios do Senhor e anunciar suas sentenças, além de confortar e edificar sua igreja enquanto ela estiver neste mundo implantando o Reino dos Céus. Quando os reis se desviavam e faziam o que era mau aos olhos de Deus, comprometendo a vida de pessoas, prejudicando a estabilidade da nação e envolvendo-se com idolatria, antes da execução de seu juízo, Deus dava uma visão aos seus profetas e estes por sua vez cumpriam as instruções do Senhor, a fim de que os povos reconhecessem sua soberania e tivessem uma chance de se arrependerem, aceitando por amor submeter-se a ELE. Assim foi como aconteceu com Elias diante de Acabe e de Jezabel, e com Daniel diante de Nabucodonozor, pois uma visão diretamente de Deus deve ser executada. Tudo isso revela que Deus usa sonhos, profecias e visões para que nunca seu povo seja pego de surpresa e enganado por falta de líderes com visão.
Como todo o dom divino que Deus dá, a visão nada mais é do que a projeção do plano de Deus em nossas mentes para que o anunciemos e o apliquemos, pois operando EU, diz o Senhor, quem impediará?
Nos dias de hoje é difícil vermos uma igreja que valorize estes dons. Isto revela o descaso para com o plano de Deus e a falta de comprometimento com o Reino. As promessas do Senhor sempre foram calcadas na aplicação das profecias, na observância da Lei e no amor ao próximo. As igrejas cujos jovens não sonham mais, cujos velhos não revelam mais e nem sequer têm poder, são aquelas que deixaram a santificação e aplicaram-se às coisas da terra, esquecendo-se que sem visão o povo perece e que este dom nada mais é do que parte das armas espirituais que temos para a conquista e a implantação do Reino de Deus nesta terra, pois se perdermos a Visão, nunca conseguiremos chegar ao nosso Porto de Chegada.
Pastor Ubiratam Sanches - Pastor presidente do CONPEV/Bauru
________________________________________________________________

"O que atrai o ser humano
é a possibilidade de possuir poder. "

O poder atrai. Dominar o sobrenatural fascina. O problema não são as profecias, mas as profetadas. Deus é Soberano e dizer que ele não pode fazer isso ou aquilo é dizer que ele é limitado. O Espírito de Deus pode fazer o que ele quiser, quando ele quiser e do jeito que ele quiser. A controvérsia em torno da "visão profética" existe, a polêmica está posta, mas infelizmente as discussões giram em torno de quem aceita e quem não aceita, quem tem mais poder e quem tem menos.
Desde a queda o que atrai o ser humano é a possibilidade de possuir poder. Por isso caiu. Até hoje buscamos poder, pedimos poder, desenvolvemos nossa espiritualidade em torno da possibilidade de recebermos poder. Tudo o que fazemos, inclusive (e principalmente) nossa intimidade com Deus, se move pelo desejo de ter poder. Como se o poder já não nos tivesse sido dado (Atos 1:8), ou como se os dons já não estivessem em nós pelo Espírito Santo que nos foi dado. Ou ele não está em nós? É o Espírito Santo uma coisa ou uma pessoa? Se é uma pessoa, não o recebemos em partes – primeiro uma perna, depois um braço, e assim por diante.
Embora os dons sejam para hoje, e se constituam ferramentas do Espírito Santo para todo cristão, creio que o que mais precisamos nesses tempos é de pessoas quebrantadas e não de pessoas cheias de poder. Poder é a cobertura do bolo. Aparece, dá sabor mas não é a essência. Só o quebrantamento transforma de dentro para fora. Muitos "grandes" têm caído porque se fixaram no poder e não em ter um coração quebrantado. A alma tem tomado o lugar do Espírito Santo, porque é preciso mostrar poder para ser aceito.
Dons, incluindo visão/profecia, só têm sentido e alcançam o real objetivo pelo qual nos são dados, quando se manifestam em conjunto com um coração quebrantado e contrito. Só nesse caso quem recebe se torna servo. Essa é a visão que não deixa o povo se corromper.
Edson Valentim - Pastor da Igreja Batsta Bereana Bauru/SP
________________________________________________________________

"A visão de Deus é o povo
andar segundo as escrituras "

Antes de tudo, quero agradecer ao JCG, que chega à cidade de Gália/SP à convite do Conselho de Pastores - Glória Deus!
Este tema é muito atual. Visão, (um dos nossos 5 sentidos) sem ela não conseguiríamos ter mínima noção do que está um palmo à nossa frente – em outras palavras seríamos dependentes de outras pessoas.
Aí está o ponto: depender da visão do outro é ter que seguir a sua orientação, obedecer sem titubear, é literalmente, ver a vida com outros olhos. Para nosso bem, estamos providos da Visão de Deus representadas nas escrituras e por seus Pastores eleitos. "Não havendo profecia o povo se corrompe..." No meu ponto de vista profetizar é falar exatamente o que Deus falou. Existem pessoas que não cumprem esses ensinamentos; falam por si mesmas – famosa profetada da carne – cunhada na emoção humana.
A visão de Deus é o povo andar segundo as escrituras, é viver a Aleluia de seu nome, e longe disso estamos hoje. Cristãos corrompidos, que não falam mais com Deus, que não andam como Deus ordenou. Jesus disse: "Ide e pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo mas quem não crer será condenado." O evangelho é boa notícia é levar a mensagem – as profecias – a visão de Deus.
Preferimos hoje, infelizmente, pregar o evangelho como achamos que tem que ser, nos esquecendo que Jesus veio cheio de graça e verdade. Isso é falta de Visão, não concordam? Estamos correndo um sério risco de morte espiritual por conta disso. Passamos a seguir o nosso tradicionalismo. Baseado nisso, famílias e principalmente a Igreja de Cristo termina sofrendo, pois a visão não é a de Deus, e sim do homem. Quando deixamos de ver como Deus vê, passamos a ter uma atitude antibíblica. Lembremos da atitude de Cristo. Diante duma multidão que achava que estava fazendo a vontade de Deus, prestes a apedrejar uma mulher, pega em adultério.
Me dirijo agora a você que lê este jornal: ame, perdoe, dê uma nova chance aos outros... Ter a mesma compaixão de Deus é o primeiro passo para ter a Visão Suprema das coisas. Meditem: Efésios 3:20.
LOURISVALDO OLIVEIRA DOS SANTOS
Pres. Conselho de Pastores Gália/SP
________________________________________________________________

"Sem revelação o povo se corrompe, mas,
como conhecer esta revelação? "

Abordar aqui sobre este tema me deixa muito feliz, não quero aqui complicar aquilo que para mim é tão simples e claro. Creio e muito na manifestação da visão, da vontade e da direção do Senhor em nossos dias, tão como acontecia nos dias da igreja primitiva, pois somos continuação daquela igreja fundada e capacitada por Jesus Cristo com todos os dons espirituais. O Senhor continua sendo o dono da Igreja e por ser o dono da Igreja Ele continua revelando sua vontade, portanto, o sucesso de um povo está em ouvir, crer e praticar a vontade de Deus, desta forma toda honra, glória e louvor, devem ser Dele e para Ele. Se não tivéssemos a visão de Deus, muitos de nós já não existiríamos, muitas igrejas já estariam de portas fechadas, muitos ministérios acabados, mas graça a Deus que sempre nos dá uma clara e preciosa visão, para que possamos continuar exercendo sua soberana vontade. A visão de Deus foi fundamental na vida e no ministério de várias pessoas, como por exemplo: o apóstolo Paulo que a caminho de Damasco, teve um encontro repentino com Jesus que mudou não somente a sua vida, mas toda a história da igreja, (Atos 9:3) - E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. (Atos 9:4) - E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo por que me persegues? (Atos 9:5) - E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. Sem revelação o povo se corrompe, portanto, como conhecer esta revelação? A resposta está no Dom do Conhecimento (Dom de Deus) que é dado para capacitação da igreja e que podemos classificar em três: 1) A Palavra de Conhecimento, que é o conhecimento sobrenatural de fatos, como por exemplo: Pedro no caso de Ananias e Safira (At 5:30) e de Simão que queria comprar o poder do Espírito Santo (AT 8:23); Jesus quando falou a Natanael que este era um verdadeiro israelita (João 1:47-50); a mulher samaritana, quando disse acerca de sua vida conjugal (Jó 4:17,18). 2) Palavra de sabedoria – sabedoria sobrenatural para uma dada situação, Jesus usou esta sabedoria para responder acerca de sua autoridade aos sacerdotes e anciãos (Mt 21:25-27); e quando questionado acerca de pagar tributo a Cesar. (Mt 22:17-22). 3) Capacidade de distinguir espíritos – Paulo e a moça escrava (At 16:16-18). Toda revelação, seja ela profética ou não deve estar em concordância e em sintonia com a palavra de Deus, toda profecia deve passar por este crivo, mas não deve ser desprezada, (I Tessalonicenses 5:20) - Não desprezeis as profecias. Assim sendo, um grande abraço a todos em nome de Jesus e desfrutem do melhor de Deus para a vossa vida.
Cassio Williams de Souza
Pastor da Igreja Renovada de Pederneiras /SP
________________________________________________________________

"Não havendo profecia
o povo perece..."
Visão de Deus? Ou visão de homens? Em tudo o que fazemos quer seja em âmbito profissional ou pessoal, "VISÃO" é algo de suma importância, é o que dá o direcionamento para tudo o que realizamos. O problema é que preterimos a visão de Deus.
Ao analisarmos o contexto de "Daniel capitulo 1" vamos entender a escolha sábia do profeta que decidiu pela visão de Deus abrindo mão de forma espiritual, mas também científica de comer da comida do rei Nabucodonosor, desintoxicando-se das contaminações que o envolviam no governo humano e sujeitando-se apenas e tão somente à Deus, deixando de olhar pelos olhos humanos para contemplar o mundo com os olhos de Deus. O resultado dessa escolha podemos encontrar no livro do profeta Daniel 1:17 "Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos."
Outra coisa muito importânte na compreenção de visão é a palavra "PROFECIA" que significa: "PREDIÇÃO POR INSPIRAÇÃO DIVINA". O agente ou o "PROFETA" é aquele que fala literalmente pela boca de Deus, ele expressa na íntegra a vontade de Deus. O texto de Provérbios 29:18 diz: "Não havendo profecia, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado." Temos a Bíblia que é a profecia onde Deus expressa sua vontade geral e revela a nós um projeto que está delineado entre o "ALFA E O ÔMEGA". Mas se faz necessário que homens se comprometam com a vontade de Deus desintoxicando-se das contaminações do governo humano que jaz no maligno. Conforme o texto de Números 12:6 "E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele." Temos outro texto muito importânte que nos faz entender mais claramente que Deus nos revela sua vontade específica e contextualizada para uma geração através das revelações que se encontra em Joel 2:28 "E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões." Texto que também foi citado pelo Apóstolo Pedro em seu discurso no dia de Pentecostes lá em Jerusalém, Atos 2:18.
Há um forte clamor nos dias de hoje para que se levantem vozes proféticas, que não temam, que não se contaminem com projetos humanos, mas se comprometam com o projeto divino clamando ao Deus eterno. "O ÚNICO DEUS", "Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus." Romanos 8:19.

Alessandro M Barbosa
Pastor da Igreja Batista do Jardim Flórida/Bauru

16 dezembro, 2010

TRIBUNA DO LEITOR: Desistir Por quê?

"Glória ao Pai, Filho e ao Espírito Santo de Deus.A cada dia fico maravilhada com o que o Senhor Deus tem feito por cada um de nós, para que a sua Glória seja manifestada em nossas vidas - como é mesmo perfeito o seu trabalhar. Creio que somos treinados por Deus, recebemos um treinamento que somente Ele pode conhecer e que conduz em tão perfeita harmonia.Ele molda, pouco a pouco, seu doce e perfeito caráter em nossas vidas, somente com um firme propósito: o de chegar onde ele quer que nós cheguemos. Para que assim possamos alcançar um nível aceitável, o nível de paz e bondade do Senhor.Sua obra se torna em nós tão maravilhosa, mesmo quando nos condiciona a um tratamento de quebrantamento profundo, ele com isso, Ele vai pouco a pouco nos limpando e refinando, para assim, tudo que usa em nós, possa ficar da forma com que ele quer; ouvirmos como ele quer que ouçamos e falamos, também da mesma forma, sendo tudo o centro de Sua vontade.
Mas para isso, precisamos estar aptos!Infelizmente, quando isso ocorre, nem todos entendem este tão perfeito trabalhar do nosso Deus e Pai, infelizmente acabam parando no meio do caminho.Mas, uma das promessas de Deus esta em sua inerrante palavra em Apocalipse 3:12"A quem vencer, eu o farei coluna no templo de meu Deus e dele nunca saira, e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade, a nova Jerusalém que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome"Deus sempre nos alerta a vigiarmos e a nos arrependermos de nossas atitudes mal intencionadas e de nossos pecados, para não termos nossos nomes riscados do livro da vida.Não esqueçamos, pois a promessa também de Apocalipse 3:5 "Ao que vencer, será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante do meu Pai e diante de todos os anjos".Portanto vigiai, orai. Abra os seus ouvidos, quebrante o teu coração, e adore em Espírito e em verdade, obedecendo a Palavra de Deus.
Toda honra, Glória e toda majestade sejam concedidas a Deus.Te amo Senhor.


Pra. Beth Martinez
Comunidade Restauração e Vida - Bauru

11 dezembro, 2010

ARTIGO: A IGREJA QUE CRESCE [apesar]

"Podem nos matar, torturar, condenar, reduzir-nos a pó... Quanto mais vocês nos massacram, mais nós crescemos; a semente é o sangue dos cristãos" (Tertuliano). "A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número" (Atos 9. 31).Quando falamos "igreja", não estamos nos referindo, necessariamente, a instituições humanas; humanas porque formadas de pessoas, que se unem para cultuar a Deus.Quando dizemos "igreja", não estamos, necessariamente, fazendo alusão a prédios suntuosos ou simples, nem capelas, nem catedrais, que abrigam fiéis que se encontram para celebrar a Cristo, e Cristo ressuscitado.Não se trata de fazer apologia contrária à "igreja instituição" e ou à "igreja prédio". São necessárias. Nem tampouco estamos defendendo que a prática da fé deva ser realizada individualmente, no "cada um por si".Estivéssemos defendendo a tese da não realização de cultos em um local separado para tal, na realidade estaríamos desobedecendo à Palavra de Deus, a Bíblia, que nos exorta a não deixarmos de congregar-nos."Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima" (Hebreus 10. 25).Fóssemos apologistas do “individualismo” no viver e na prática do Evangelho, seríamos desobedientes em relação à Oração Sacerdotal feita por Jesus, solicitando ao Pai que os seus seguidores [os cristãos] fossem um com Ele, como Ele e o Pai são um (João 17. 21).A igreja, à qual estamos nos aludindo, é o Corpo de Cristo, membros individuais,independendo de “denominações”, que se juntam para formar o todo[corpo], cuja cabeça é Jesus.Cada membro [órgãos, ossos, músculos, tendões, etc.] tem no corpo [Igreja] a sua função (I Coríntios 12), o que é chamado e conhecido como "dom espiritual".O cristianismo, considerando essa visão de Corpo de Cristo, cresce apesar das intempéries, apesar das perseguições, naquela época e em todos os séculos que se seguiram, até hoje, apesar das nossas limitações humanas.Tertuliano, ao dizer que a igreja cresce "porque a semente é o sangue dos cristãos", está levando em consideração a questão da perseguição forte e constante que os seguidores de Jesus encontraram desde a primeira hora.Os seguidores de Jesus eram levados às arenas para diversão do povo e, principalmente, dos governantes e seus súditos. Sofriam eles enormes dores físicas, mas continuavam louvando e cultuando ao Senhor até à morte.Isso levou as pessoas, não cristãs, a se admirarem de tamanha fé, a ponto de morrerem por esse Nome grandioso, que é o nome de Jesus de Nazaré, único e suficiente Salvador, Senhor e Mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2. 5).A estupefação, diante de tão grandiosa fé, conduzia os increus a se converterem a Jesus, a se converterem ao Cristianismo.Então, das poucas dezenas de seguidores, o que antes era chamado de "seita" (Atos 24. 14), agora somos em torno de dois bilhões e duzentos milhões de pessoas, um terço da humanidade viva.Quando das primeiras dificuldades, dos iniciantes sofrimentos, mas terrível perseguição, Gamaliel disse que o "movimento" [obra], se fosse de Deus, prosperaria; caso não fosse, pereceria (Atos 5. 38-39).Cerca de dois mil anos se passaram, e a fé em Jesus, baseada sim no sangue de Cristo, derramado em nosso favor, não só prevaleceu, como cresceu numericamente, em que pese ainda haver perseguição aos que professam o nome de Cristo em várias nações (Vide classificação de países que perseguem os cristãos em www.portasabertas.org.br).
A igreja instituição cresce apesar da nossa fragilidade. Ela cresce apesar da nossa imobilidade; ela cresce apesar da nossa incredulidade [pequena fé, conforme Mateus 6. 30].

A igreja corpo de Cristo cresce através da força (Poder) de ação da Graça. Ela cresce através do mover do Espírito Santo; ela cresce mediante a fé exclusiva no Senhor Jesus, por paradoxal que possa parecer com o que afirmamos no parágrafo anterior.

Mas, para a segunda vinda de Jesus, anunciada por Ele próprio, assim como pelos profetas que falaram em nome do Pai, ainda falta "alguém" entrar (muitos) para a família (João 1. 12) de Deus.Alcançada a vontade de Deus, quanto a isso, a Igreja estar completa, e estamos vivendo os dias do fim, e Jesus virá em glória para buscar a sua Igreja [convertidos a Jesus], para o encontro com Ele, nos ares, entre nuvens, o que é, biblicamente, chamado de "arrebatamento" (I Tessalonicenses 4. 17)."Maranata! [Ora vem Senhor Jesus!].

Edmar Torres Alves
é editor Blog do Sê fiel e colaborador do JCG
www.sefiel.com.br

23 novembro, 2010

EDITORIAL: A Missão

Você já parou para pensar por quê e para quê existe a igreja? Geralmente, a missão da igreja é entendida como sendo a de "ganhar almas" e promover o evangelho de Jesus, isto é: evangelizar traduz a missão essencial da igreja. Missão esta que, as radicais mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes e necessárias.
Nesta edição do JCG discorremos sobre o tema: Jesus é o Senhor, que trata dos princípios fundamentais da igreja evangélica, que serão abordados pelo pr. Alberto R. da Silva da Comunidade do Reino de Deus de Agudos/SP.
Trazemos novidades. Em breve você vai conhecer a Turminha do Uriel (abaixo), personagem criado para ilustrar histórias em quadrinhos de cunho evangelistico, direcionadas a crianças e jovens. Aguarde!
E com grande júbilo, apresentamos os novos conselheiros editorias: Missionário João Carlos Milaroski de Pederneiras e pastor Junior Belchior da A. D. Belém/Bauru – primeiro pastor assembleiano a fazer parte do conselho do jornal - um marco histórico para cidade em busca da Unidade da Igreja. Leia também, uma entrevista com a prefeita Ivana Camarinha, que fala sobre a eleição de Dilma Rousseff, a 1ª presidenta da República do Brasil.
Há ministérios evangélicos que se unem a políticos de caráter duvidoso, porque pretendem, futuramente, usar o povo como massa de manobra - um povo na maioria sem entendimento, que movido por suas próprias "cobiças" cai em armadilhas.
Assim, hoje, mesmo diante de escândalos inumeráveis, alguns líderes insistem em apoiar e pedir ao povo evangélico que interceda em favor desses indivíduos, como se fossem vítimas de alguma armação. Isso é estratégia diabólica. As ovelhas "cegas" e "inocentes" acreditam nesses enganadores e, quando chega a eleição, certamente votam nos candidatos indicados.
Líderes em pecado. O Evangelho está se perdendo. O evangelizar não está mais no primeiro lugar como objetivo da igreja, e no meu ponto de vista, devido à baixa qualidade de vida espiritual de nossa gente e da total falta de testemunho cristão daqueles que se declaram evangélicos.
Durante esse ano e também no ano passado, noticiamos aqui, em detalhes, diversos casos lamentáveis que envolveram política e religião (muitos em nosso quintal). Por isso, prezado leitor, reitero aqui nosso compromisso na defesa das verdades do evangelho.
Creio que a igreja não deve se conformar com o mundo, mas deve transformá-lo; sejamos merecedores de experimentar como é perfeita a vontade de Deus. (Rom. 12:2).
Quando a igreja efetiva e autêntica combinar seu testemunho evangelístico e profético, com uma visão ampla do Reino, teremos uma sociedade mais justa e abençoada

JCG/NOVEMBRO: JESUS É O SENHOR




A suprema da Igreja é pregar e proclamar ao mundo que Jesus Cristo é o Senhor.
Através dos séculos, a Igreja foi substituindo a mensagem principal do Evangelho do Reino de Deus (Lc 8:1; At 28:31). Em decorrência disso, o termo "Senhor" se transformou em uma das palavras mais amorfas do vocabulário cristão moderno. Se novamente tivéssemos a revelação de Deus do seu significado e cada cristão lhe desse o efeito prático que ela tem, isso recuperaria para a Igreja atual, em grande medida, o nível de vida e caráter da Igreja na era apostólica. Jesus ser ou não ser o Senhor, é o que realmente faz a diferença. "Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai". (Fp 2:9-10 – ACF).
Senhor em grego é kurios, e quer dizer: "soberano, o imperador romano; alguém que tem o controle da pessoa, com uma autoridade sem limites; dono de escravos". A igreja do primeiro século proclamou a Jesus como Senhor, chamando o mundo todo para que caísse aos pés de Jesus. Tanto que o apóstolo Paulo, ao se converter submeteu-se: "E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça?" (Atos 9:6a – ACF). O que significa "Jesus é o Senhor" para os cristãos de hoje em dia? Praticamente pouca coisa. Basta ver pela mensagem do apelo missionário que é: "Aceite a Jesus como seu Salvador". A Igreja de Atos pregava: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa". (Atos 16:31), e "Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo." (Rm 10:9). A mensagem dos primeiros cristãos, pregando Jesus como Senhor, explodiu em Roma com a força da bomba atômica de Hiroshima. Daí, as festas públicas logo se tornaram dias terríveis para os cristãos. Em tais festas, o cidadão romano queimava um pouco de incenso perante o busto do imperador, dizendo: "kurios Cesar" (Cesar é Senhor). Quem não obedecesse, era tido por réu de traição. Quem dissesse "kurios Iesous" (Jesus é Senhor), estaria sendo condenado a alegrar o povo morrendo no espetáculo do Coliseu: ou sendo comido pelos ferozes leões da Líbia ou sendo morto pela imensa espada da Trácia, usada pelos gladiadores.
Hoje em dia, em boa parte influenciada pelo ensino da teologia da prosperidade, os cristãos passam o tempo todo "brigando com o Senhor, para ficarem prósperos a qualquer custo". De fato, Jesus para muito cristão é apenas senhor, como o seu avô, o seu pai: "senhor Alberto", "senhor José", "senhor Jesus". Há muito respeito, mas não há a obediência irrestrita de um servo. "e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor..." (Fp 2:11a). Às vezes, ouvindo certos pregadores na mídia: "Aqui nesta Igreja, Jesus está!" "Quando você estava naquela igreja, não era abençoado, mas aqui nesta igreja, agora você é". Dá a falsa ideia, não só de que Jesus é Senhor somente dos evangélicos, mas também somente de "certas denominações". O apóstolo Paulo em Filipenses 2:11 ensina claramente, que um dia todos os seres irão proclamar que Jesus Cristo é o Senhor. A Igreja não tem o direito de apresentar o senhorio de Jesus, como uma doutrina facultativa, opcional. O ensino do senhorio de Jesus é que todo ser humano é chamado não apenas para crer nele como Salvador, mas para obedecê-lo como Senhor. Os evangélicos atuais precisam evitar a velha heresia de antinomismo: uma profissão fé em Jesus, não acompanhada de uma vida transformada pelo poder de Deus, visível nos atos, nas palavras e no caráter. "Ninguém que encontre Jesus continua sendo o mesmo." (Philip Yancey). No Novo Testamento, Jesus aparece como Salvador apenas 16 vezes; como Mestre, 64 vezes, e como Senhor, 650 vezes! Por isso, o propósito de Deus é este: que cada cristão descubra no seu dia-a-dia, que Jesus é Senhor de sua vida, como o é da Igreja, da História, do Universo! Jesus é Senhor de Tudo e de Todos! Aleluia!
"... porquanto não há autoridade que não venha de Deus..." (Rm 13:1b). Na ordem da Providência de Deus a autoridade é serva de Deus, como Ciro, por exemplo, (Is 45:1). Os governos existem para benefício da sociedade em comum, para proteger o povo, mantendo a ordem e a paz na vida em comunidade. Ao estudarmos a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, é impressionante como Deus usa seus servos sob qualquer sistema político mundial. Desde Abraão, com os reis de sua época, o irrepreensível José (eu revelo bastante sobre sua vida e bênção no Plano de Deus, em meu livro recém-lançado, "Sê tu uma bênção!"). Não posso me esquecer de Débora, que serviu Israel como pregadora, juíza, assessora militar das forças armadas. Deus colocou Daniel, Ananias, Azarias e Misael, no corpo diplomático da pervertida Babilônia, e eles não foram corrompidos em "mensalões" e falcatruas. Uma das atitudes profundas de Jesus foi sua imparcialidade política. Mesmo escolhendo como discípulo um filiado do radical partido zelote (Simão, influenciado pelos Macabeus, no passado) ou Mateus, lacaio dos "capitalistas" do império romano, que explorava o povo com altos impostos, Jesus não levou a influência de nenhum dos dois, para os seu discipulado. Jesus foi de fato Senhor de tudo e de todos. A Igreja de Atos, imitando Jesus, não atacou diretamente o império romano, por exemplo, por causa da abominável escravidão. A escravidão acabou no império romano, com os cristãos praticando o amor, assim o patrão convertido, libertava o escravo, normalmente, um discípulo (Fm 1:1,8-21). Por quê? Jesus era o Senhor deles! Nos dias atuais, boa parte Igreja está incrustada na política de tal forma, que o púlpito virou palanque eleiçoeiro, e os escândalos com membros, pastores e bispos, recheiam as páginas dos jornais, internet e o noticiário do rádio e da TV. Quando a Igreja se identifica cegamente com uma política qualquer ou partido político, ela já não está mais no papel de instrumento de Deus (Agência do Reino de Deus). Ela se tornou uma ferramenta de interesses humanos e mundanos, e seus pobres membros mínguam carecendo de princípios do Reino de Deus. Todos os sistemas políticos precisam do ministério profético da igreja imparcial e apolítica, apontando os problemas hodiernos, mas com fidelidade à Palavra de Deus. É importante dizer que: a abolição da escravatura, a proteção da criança abandonada, o serviço de enfermagem nas guerras, as cooperativas agrícolas, a comemoração do "Dia das Mães", movimentos que se espalharam no mundo inteiro para o benefício de toda a humanidade, tiveram suas origens pela atitude de evangélicos que não foram corrompidos pelo sistema político de seu tempo, mas trabalharam ao lado das suas autoridades. Porque Jesus era o Senhor de suas vidas. O Evangelho do Reino não estava sucateado, como atualmente.
"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado..." (Mt 28:19-20a). O que se observa atualmente, é que os cristãos modernos, querem somente os benefícios do Evangelho do Reino de Deus, mas não os compromissos (Lc 14:33). Cristianismo não é uma religião, mas o relacionamento íntimo com Cristo, como Senhor e Deus (Jo 13:13-15). Reconhecer Jesus como Senhor, é prioridade impreterível do verdadeiro cristão. Uma vida cristã de luz, amor, perdão e caráter transformado, são resultados indeclináveis do novo nascimento. A Igreja primitiva entendeu isso, porque esta era a mensagem que ouviam em suas pregações. Viviam os ensinamentos de Cristo de tal modo, que "... Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos." (Atos 11:26b). Cristãos, no grego é Christianos, e significa: "seguidor de Cristo, aqueles que pertencem a Cristo". Seja por ironia ou por carinho, o apelido pegou e vem sendo usado por 21 séculos. "Cristão, por conseguinte, é a mais elevada designação que um ser humano qualquer pode ter à face da terra; e recebê-la da parte de Deus, como prece que sucedeu, torna-se um título gloriosíssimo!" (Adam Clarke, in loc.). Quando lemos as palavras do Senhor: "Não pode a árvore boa produzir frutos maus..." (Mt 7:18a), indagamos: Porque então, vivemos num meio cristão cheio de adultérios, corrupções, fornicação, troca-troca de igreja, divórcios, amasiados, mães solteiras, moças se casando grávidas, divisões nas igrejas, fofocas, inveja, ganância por poder, mágoa e falta de perdão, a desobediência cancerógena, namorados vivendo em pecado sexual e oficiando o louvor na Igreja? Em parte é o resultado da mensagem que é pregada nos dias de hoje: dar dinheiro, ganhar dinheiro, ter muito sucesso, etc. Um cristão que prospera financeiramente, mesmo tendo pecados ocultos em sua vida, pela pregação moderna ainda é "um mais que vencedor". E por isso, Jesus na vida diária, não é Senhor da maior parte dos cristãos. Ele é que tem que fazer o que queremos, senão "brigamos" com Ele: "Senhor, eu não aceito...". E a consequência é que impera a iniquidade! Iniquidade é quando um pecado se torna uma prática tão comum, que ninguém jamais se envergonha dele ou acha que "não tem nada a ver". A fé vem pelo ouvir. Se não há quem pregue, como ouvirão para crer? A mensagem do Evangelho está sucateada, e a verdadeira conversão ficou comprometida. Como pode um cristão dizer-se nascido de novo, e viver uma vida de pecado? É porque Jesus não é o Senhor de sua vida: "Havendo perdido toda a sensibilidade, eles se entregaram a um estilo de vida depravado, cometendo com avidez toda a espécie de impureza. Entretanto, não foi isso que vós aprendestes de Cristo! Se é que de fato o ouvistes e nele fostes discipulados, conforme a verdade que está em Jesus." (Ef 4:19-21 – King James em português). E por isso, entendemos bem as palavras do Senhor: "Muitos naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade." (Mt 7:22-23). Esses cristãos provaram o poder pentecostal de Deus, mas Jesus não foi o Senhor deles. Tiveram outros senhores a obedecer: o senhor poder, o senhor dinheiro, o senhor sucesso. Não se submeteram ao discipulado cristão, e por isso não conseguiram o mais importante na vida do cristão, que é fazer de Jesus, como fez Tomé: "...Senhor meu e Deus meu!" (João 20:28).
 
Pr. Alberto Rodrigues da Silva
Comunidade do Reino de Deus/Agudos



• APARTES •

"Jesus vivia o que pregava
e pregava o que vivia!"

Em Atos 2:36, logo após o derramar do Espírito Santo, Pedro faz um discurso expondo aquilo que estava acontecendo ali, justificando que ninguém estava embriagado de vinho, mas sim, cheio do poder de Deus.
Nesse mesmo discurso ele diz que Deus, o fez (a Jesus) Senhor e Cristo. Senhor é aquele que tem autoridade sobre seus servos e Cristo é Ungido de Deus. Então, perguntamos: até que ponto Jesus é o nosso Senhor de verdade?
O apóstolo Paulo nas saudações de suas epístolas sempre se coloca como servo do Senhor Jesus, ou seja, aquele que faz a vontade do seu Senhor. A igreja tem muito que aprender sobre essa situação, pois como vítima de ensino equivocados têm procurado o Senhor somente na busca da prosperidade financeira. Cristãos têm se movido apenas pelo desejo de prosperar, mas não querem ser servos de Jesus - vivendo em obediência aos ensinos do mestre -, pois Jesus nos ensina a não andar ansiosos por coisa alguma. Ele sabe das nossas necessidades! Prosperidade é a ausência de necessidade...
Quanto à questão política a situação é mais grave ainda. A igreja pode ajudar o Estado? Deve! Mas isso desde que não se contamine. A igreja tem condições, quando continua bebendo da fonte da vida que é Jesus, onde a água não está contaminada. No entanto, alguns preferem beber nos córregos contaminados e acabam causando tantas decepções, como nas últimas eleições, quando alguns líderes evangélicos se ofenderam através dos meios de comunicação, causando muita tristeza. Devemos fazer a diferença com o nosso testemunho para que o mundo creia que somos servos do Senhor; onde Jesus vivia o que pregava e pregava o que vivia! Devemos seguir Seu exemplo. Shalom!

Paulo Sergio da silva - Pastor da Igreja do Avivamento Pleno/ Bauru
____________________________________________________

"O Deus provedor tem ficado
no esquecimento!"


Quando a Igreja passa a viver debaixo do Senhorio de Cristo, as demais coisas passam a ocupar o segundo plano na vida do cristão.
O que devemos fazer como participantes de uma tão grande "nuvem" de testemunhas, é não só falar do valor de vivermos embasados em uma vida cristocentrica, mas também, demonstrarmos em nosso viver diário que tudo o que vier depois é presente de Deus para o seu povo.
Vivemos dias onde o desejo de ter e possuir estão sufocando o verdadeiro sentido do descansar no Senhor. O Deus provedor tem ficado no esquecimento. Assim, muitos se dedicam a buscar a tão sonhada prosperidade esquecendo-se de falar que Jesus veio para ser o Senhor de tudo e de todos. Não quero dizer com isso, que ser prospero é pecado. A prosperidade alicerçada em um viver cristocentrico não se torna maldição e sim, uma benção. A Palavra de Deus diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Não diz para não sermos prósperos.
Quando olhamos para a sociedade de hoje, presenciamos uma desestabilização total no que tange ao comportamento social, familiar, profissional, religioso não devido à priorização de um tema (Teologia da Prosperidade), mas sim, por conta das escolhas de cada um. Quando isso acontece, a Palavra do Senhor cai no esquecimento. Em Isaias 9:6 encontramos uma belíssima palavra Profética de como Jesus seria conhecido, isto é, o Jesus Maravilhoso, o Conselheiro, o Deus forte, o Pai da eternidade e o Príncipe da paz. Esse é o Jesus que a igreja deve anunciar como boas novas ao perdido e até mesmo aos que estão dentro das comunhões eclesiásticas cristãs espalhadas por todo mundo. A igreja deve ocupar o seu papel em todos os segmentos da sociedade. Ela foi instituída para pregar o senhorio de Cristo e para ser instrumento afiado de Deus na vida das pessoas. Quando o Reino de Deus se manifesta poderosamente, o Senhorio de Cristo se estabelece tanto no meio social como no meio político. O que passa a valer não é simplesmente a vontade do homem, mas sim, a vontade do Senhor que é boa, perfeita e agradável.
O papel da igreja na vida política da sua nação é oferecer homens e mulheres maduros, aprovados não só pelos homens, mas por Deus. Esse é a me ver, o papel da igreja diante de momentos vividos nessas eleições.

Pastor Kleuber Leal da Silva - 3ª Igreja Presbiteriana Independente de Bauru
____________________________________________________________

"O Papel primordial da Igreja é anunciar"

Não tenho dúvida alguma sobre a identidade e autoridade do Senhor Jesus Cristo descritas respectivamente nos evangelhos, como por exemplo: Jo.10 e Mat.28.18, e em At 4:12 que diz:"Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." Porém, o duvidoso está na conduta duma grande parte dessa geração de cristãos. Entendo que o papel do homem que aceita a Jesus é dar continuidade a sua missão primordial descrita em Lucas 4.18:19. Mas como dar continuidade se uma grande massa daqueles que deveriam ser conhecedores são desconhecedores da Bíblia Sagrada? O neofitismo é evidente no meio dos crentes, e em razão disso o erro e o pecado perdura na vida de muitos que se alimentam de um "evangelho" místico e prazeroso à carne. Tudo isto é resultado de um modernismo gospel que já sucumbiu aos princípios éticos cristãos, não é mais preciso Escola Bíblica! Não há necessidade de leitura devocional, etc... Posso dizer também de líderes que na sua oportunidade de resgatar almas de um reino maligno de vaidades, consumismo exagerado cobiça e etc., tentam é persuadir e explorar as ovelhas com um falso evangelho da prosperidade a todo custo, arrancando suas lãs através de expressões enganosas e gananciosas. Amados, a obra prima do sacrifício do calvário está na salvação das almas e não se pode usar o nome do Senhor Jesus e nem as Santas Escrituras como instrumentos de persuasão para alcançar riquezas materiais. O que a Bíblia nos ensina é a buscar riquezas espirituais e em Cristo temos riquezas inestimáveis (Col.2.2-3).
Quanto a Igreja e a política, o apóstolo Paulo faz suas recomendações a Timóteo. "Antes de tudo, recomendo que se façam deprecações, orações e intercessões e ações de graças por todos os homens: Pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena com a piedade e dignidade." I Tim. 2:1-2. Creio no poder da oração e na intervenção divina. Paulo ainda advertiu: "Nada façais por competição ou vanglória, mais por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo." Fil.2;3.
Silas Gonçalves - Pr. Pres. da Igreja Manancial da Vida/Agudos
________________________________________________________

"Quem sou? De onde eu vim?
Para onde vou? "

Quem sou? De onde eu vim? Para onde vou? Eis as questões que enchem de dúvidas a humanidade. Filósofos discutem, buscam respostas, mas as dúvidas continuam. Isso porque a única fonte de resposta está em Deus. Quando perdemos de vista, ou quando simplesmente não sabemos quem somos e qual o nosso destino em Deus, ficamos a vagar como os Hebreus no deserto. Descobrir sua identidade, quem você é, seu valor pessoal, o que você representa para Deus, é essencial para que você possa igualmente descobrir seu destino, seu chamado pessoal, o alvo da sua existência.
No Eden Deus criou a Igreja. No homem e na mulher apresentou o protótipo de seu alvo final. Ali encontramos o homem, puro, antes da queda, que em determinado momento tem que dormir um sono profundo, pois do seu sono e de dentro dele mesmo surgiria a mulher, aquela que lhe seria apresentada como sua esposa, a noiva desejada por ele. No ato da criação Deus dramatiza o surgimento da Igreja – porque esse era seu alvo final. E a essa criação ele diz: "frutificai, multiplicai, enchei a terra" – de quê? Daquilo que era natural ao homem: a glória de Deus com a qual ele se relacionava a cada dia.
Quando a Igreja se imiscui na busca de bens, de poder, glória humana, demonstra que ainda não descobriu quem é, nem porque existe, ou qual é o seu destino em Deus. Paulo, o apóstolo, orientando o jovem Pastor Timóteo, afirma – "Nenhum soldado em serviço se embaraça com os negócios dessa vida, pois deseja agradar àquele que o alistou para a guerra" (2Tm 2:4). Ele não diz que não podemos estar, de alguma forma, envolvidos. Mas adverte – cuidado para não ser enredado e acabar todo embaraçado a ponto de ver comprometido o cumprimento de seu chamado em Deus.
Precisamos, mais do que nunca, de novos getsêmanis – que sejam pessoais e coletivos (da eklesia) a fim de produzir profundos momentos de esvaziamento para então descobrirmos quem somos – em Deus, para Deus e por Deus.
Quando isso acontecer desistiremos de lutar por nossos impérios pessoais, renunciaremos à síndrome de Ninrode, e nos espelharemos mais no Grão de Trigo, que esvaziou-se a si mesmo, fez-se escravo, e morreu para dar muito fruto para a glória do Pai.

Edson valentim - Pastor presidente do Conpev / Bauru

10 novembro, 2010

Artigo: AGRADECER O QUÊ?

”Na hora de pedir, forma-se uma grande multidão. Na hora do agradecimento, poucos aparecem”. (Autor não citado – Devocionário Boa semente)No entanto, a Palavra de Deus nos ensina: "Em TUDO dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Ts.5. 18). Deus, quando nos dá o "tema", dá o "texto" junto, ou seja, já estão ambos na mente, no coração, bastando apenas sentar em frente ao computador e digitar.Hoje foi diferente! Quando acordamos o tema "Agradecer o quê?" estava martelando na mente:"Agradecer o quê?" ... "Agradecer o quê?" ..."Agradecer o quê?...Mas cadê o texto?Levantamos, e fomos, em companhia da esposa, fazer exames laboratoriais, e orando: "Senhor cadê o texto? Dá-nos o texto!"Retornamos, tomamos o café da manhã, fizemos as leituras do dia, e nada!"Cadê o texto, Senhor?"Enquanto ligava o computador, passou pela mente uma "estória" que circula pela internet, cujo texto não memorizamos, mas o contexto sim, contado abaixo.Então, a tal "estória" se refere a um rei que tinha como vassalo um homem cristão, muito temente a Deus, que sempre agradecia a Deus por tudo. Saíram para caçar e o rei foi pego por um leão, sendo que o servo orou a Deus para poupar a vida do seu senhor. O leão conseguiu comer um dos dedos da mão do rei, mas o deixou escapar.Então, o serviçal agradeceu a Deus, em voz alta, por ter atendido a sua oração.O Rei, então, questiona: "como você agradece a Deus, se eu fiquei sem um dos dedos?"Um tempo se passou, e o rei foi caçar de novo, quando foi pego por uma tribo de canibais! O servo, escondido [não fora pego], orou a Deus pelo rei, mas os índios já estavam esquentando a água no caldeirão, para poder fazer um belo prato com o corpo daquele monarca.De repente, a cerimônia é interrompida! O cacique, então, liberta o rei e diz que seu "deus" não aceitaria como "sacrifício" uma pessoa com defeito.Disse o rei, aliás muito vaidoso: - "como com defeito? eu sou um homem perfeito!"E o cacique esclareceu que ele era imperfeito para o sacrifício, tendo em vista que não tinha um dos dedos.Alívio! O servo, então, quando encontrou o rei, e ouvindo dele a história, disse que ia agradecer a Deus por ter poupado a vida do rei, através daquele leão. Não fosse o leão ter lhe comido o dedo, e ele não seria preservado, agora, da panela do canibal.Então, retornando ao princípio, tínhamos o tema, mas ainda assim, com a estorinha acima, achávamos que ainda faltava o texto, e continuamos orando a Deus para que nos desse.O computador, finalmente, completou a "inicialização", e lá estavam 48 mensagens esperando para serem lidas.Dentre elas, havia uma de um irmão dizendo que iria enviar um texto nosso, de 2004, que ele achava que não tínhamos mais, pois o HD queimou em 2006.Na verdade, não tínhamos mesmo, tendo em vista que tudo foi perdido quando o computador queimara, e os arquivos vão sendo recuperados aos poucos assim: um irmão, ou um amigo encontram alguma coisa escrita por nós, há muito tempo, e nos enviam.Chegou, então, a tal mensagem (testemunho) que escrevemos para o devocionário "No Cenáculo", publicado em 09.07.2004, e aí estava o texto que Deus estava dando hoje, através do Eduardo, nosso irmão, para poder usar o "tema" que Deus já havia nos dado, ao acordar. Leiam-no abaixo, na íntegra, conforme foi publicado em 2004, pelo "No Cenáculo":

"SEXTA-FEIRA, 09 DE JULHO DE 2004”
A mão de Deus - Leia Rm. 8.26-39

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Rm. 8.28Em novembro de 2003, após três dias de cólicas, tivemos uma forte crise gastro-intestinal. Por telefone, o endocrinologista recomendou medicação e dieta. No dia seguinte, a cardiologista não concordou, e recomendou uma consulta com um gastroenterologista. Este especialista perguntou se havíamos ingerido algum alimento fora da rotina. Diante da resposta negativa, solicitou um exame denominado vídeo-colonoscopia.O exame detectou um pólipo* no intestino, mas o médico disse que tudo estava bem. Quando perguntado sobre a retirada do pólipo, ele respondeu: “Já foi retirado, por isso este exame é bom”. A posterior biópsia revelou que não havia aparência de malignidade.Lembramos ao médico que estávamos tomando um remédio novo, receitado para enxaqueca. Ele atinou, então, com a razão da crise gastro-intestinal, trocando a medicação.Deus é fiel! Não fosse o remédio “errado”, já substituído, não haveria a crise, não seria feito o exame e não se detectaria, precocemente, o pólipo, antes que pudesse se tornar maligno. O próprio médico que receitara o medicamento reconheceu: “Graças a Deus que receitei um remédio errado”.ORAÇÃO: Senhor, Te agradecemos porque os Teus caminhos não são os nossos caminhos, e porque a Tua mão protetora está sempre agindo em favor dos que Te temem. Em nome de Jesus. Amém.PENSAMENTO PARA O DIADeus é fiel. Devemos ser fiéis também.Edmar Torres Alves (São Paulo, SP, Brasil)Oremos pelas pessoas com problemas de saúde.”* Pólipo é um crescimento anormal que surge na mucosa (camada de revestimento interno de alguns órgãos do corpo humano) do intestino grosso (cólon e reto).Então, prezados leitores, temos que agradecer a Deus por TODAS as coisas, as boas e a más, porque Deus sabe melhor do que nós o que é bom e o que não é bom para a nossa vida.Não foi a primeira vez, e nem será a última que Deus vai nos dar (permitir) algo ruim, para nos livrar de coisa muito pior.

Edmar Torres Alves é colaborador do JCG e editor do blog
www.sefiel.com.br

03 novembro, 2010

CARPE DIEM: Camuflagem Mimetismo e Simbiose

Na Biologia temos alguns termos muito interessantes: camuflagem, é a capacidade que determinado organismo tem de evitar a detecção por outro ao se confundir com o seu entorno, por exemplo, uma serpente jibóia inerte entre as folhas secas das árvores; mimetismo, é a capacidade que um organismo tem de se parecer com outro diferente dele, por exemplo, a serpente falsa coral, que não é venenosa, mas confunde-se com aquela que é.
A Bíblia nos conta a história de um homem e de uma mulher que mentiram a Deus. Ananias e Safira eram um casal que, vendendo a sua propriedade, reteram parte do seu valor e entregaram o resto para os apóstolos, querendo assemelhar-se aos discípulos que vendiam aquilo que tinham e entregavam todo o valor aos apóstolos para que ninguém tivesse falta de nada. Ananias e Safira foram mentirosos e perderam a própria vida por isto (Atos 4:32-5:11).
Quais os termos da Biologia acima descritos se aplicaria ao comportamento deste casal? A camuflagem ou o mimetismo? Penso que talvez os dois, pois, ou estando eles no meio dos discípulos, ou mesmo adotando um pseudo comportamento cristão, quem sabe assim poderiam ser confundidos com crentes autênticos? Deus não é confundido por estas dissimulações dos mentirosos, mas nós podemos ser: “Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:4). Se somos inconscientes disto, com razão ficaremos decepcionados; mas, se somos conscientes da mentira dos dissimuladores e dela participantes, certamente teremos a nossa paga. Para ilustrar isto, lanço mão de um outro termo da Biologia, a simbiose, que é a relação mutuamente vantajosa entre dois ou mais organismos de espécies diferentes, por exemplo, as mitocôndrias que são um tipo de organismo que vive dentro de determinadas células e que se alimenta do oxigênio e glicose delas, mas, por outro lado, lhes fornece a energia extra para o trabalho celular. A célula hospeda e alimenta a mitocôndria que, por sua vez, lhe fornece energia para trabalhar. Aqui temos um exemplo positivo, porém outros exemplos negativos podem ocorrer caso o tipo de associação mútua envolva interesses além daqueles aparentes.
É muito comum à fisiologista classe política brasileira este tipo de associação onde ambos, obrigatoriamente, têm de obter vantagens. Muda-se o discurso, adota-se posturas antes impensadas e se faz associações espúrias caminhando-se cada vez mais, e a passos largos, para o fundo do poço da imaturidade e da inconsistência política no Brasil. Que nós evangélicos saibamos discernir as camuflagens e os mimetismos, repudiar e denunciar a nogenta simbiose eleitoreira com a digna postura de autênticos CRISTÃOS.

Pr. Flávio Bini Bortoloti - flaviobinib@gmail.com
Bacharel em Desenho Industrial e em Teologia, pastor auxiliar na Igreja Batista Nova Esperança e professor de Teologia Sistemática na Fateo/Bauru

25 outubro, 2010

TRIBUNA DO LEITOR: Vote nesse e não naquele!

Resolvi dar este título ao texto por uma simples e óbvia razão: "A grande maioria dos militantes políticos quer que se vote nesse e não naquele candidato por razões egoístas e não por ideologia, tampouco por fundamentos democráticos". Observei que nesses últimos dias que antecedem ao segundo turno das eleições presidenciais, são tantas pessoas me enviando correspondências políticas, que comecei a analisar os textos e, imagine, vislumbrei a maioria dos motivos de tamanha militância, os quais levaram tantas pessoas a lutarem por este ou aquele candidato. Constatei egoísmo, falta de espírito coletivo, interesses pessoais, favores inconfessáveis e ainda, o campeão, finanças. Não tenho dúvidas de que meu raciocínio está correto e que muitos pensam dessa mesma forma, pois alguns me enviaram emails dizendo: "Não vote nele, pois ele diminuiu meu salário". "Não vote no outro porque meus negócios vão fracassar". "Vote nesse porque senão eu vou perder o benefício que já tenho". "Não vote naquele, pois ele pensa diferente de mim". "Vote nesse porque aí nossos opositores verão o que é bom pra eles". "Vote nesse porque aí eu continuo aonde estou e minha família estará garantida". "Não vote naquele porque a taxa de juros vai subir e minha especulação vai pro beleleu". "Vote naquele porque assim a minha empresa continuará a prestar serviços pro governo". "Não vote naquele porque ele não fez nada para beneficiar a nossa classe ou nossa categoria". "Vote naquele porque ele vai arrumar um cargo pra mim". Pode ser que apareça alguém para me recriminar e dizer um monte de bobagens a respeito desse texto, mas estou convicto de que a grande maioria da militância política para votar nesse ou naquele candidato, ou quer favores, ou não quer perdê-los, mas ideologia mesmo... Como se diz na gíria: "Ideologia não enche barriga". " Princípios não fazem barganhas". Por isso eu digo: "Vote nesse e não naquele. Pensando bem, vote naquele e não nesse". Ou sei lá, mas uma coisa eu sei, precisamos votar pelos motivos corretos, com consciência coletiva, pois certamente, os resultados só serão vistos daqui algum tempo e todos nós sentiremos os reflexos das nossas decisões, certas ou erradas.

Ubiratan Cassio Sanches
Pastor - Servidor Público de Bauru

23 outubro, 2010

JCG/OUTUBRO: ENTRE O BEM E O MAU




Apesar das diferenças denominacionais e políticas, a Igreja mostrou que é possível ter unidade em questões fundamentais





A revista Época em 09 de outubro de 2010 trouxe como reportagem de capa a seguinte manchete: "Deus entrou na eleição" e a "Gazeta do Povo", jornal do Paraná, em 10 de outubro de 2010, trouxe também como manchete principal: "O poder da religião", ambas comentando o inesperado segundo turno das eleições presidenciais, contrariando as previsões de todas as pesquisas de opinião pública, exaltando o voto dos cristãos católicos e especialmente dos evangélicos em movimento contrário ao casamento homossexual e contra o aborto.
Igualmente surpreendente foi o crescimento eleitoral da candidata Marina Silva que saltou de 9% nas pesquisas durante quase toda a campanha política para mais de 19% dos votos válidos, conquistados nas últimas semanas da eleição. Muitos comentaristas referiram que esse crescimento se devia ao "movimento verde", mas na verdade foi a maciça votação evangélica após divulgação por diversos e-mails que a candidata é evangélica de fato e que diariamente intercede em oração a Deus pela nação.
A liderança presidencial realizada por uma pessoa cristã, independente do nome nessa ou em qualquer outra eleição, não falando especificamente da atual ex-candidata, certamente traria bênçãos de Deus para a nação, assim como José trouxe suprimento para o Egito e para as demais nações nos sete anos de fome que sobreveio sobre toda a terra (Gênesis 41.38 a 57), e assim como foi marcante a postura do profeta Daniel no Império Babilônico, inclusive sendo usado no processo de conversão do rei Nabucodonosor (Daniel 4.34 a 37) e no Império Medo-Persa, quando o Rei Dario fez o edito que todas as nações adorassem ao Deus de Daniel como único Deus (Daniel 6.25 a 27).
A análise que a Igreja deve fazer nesse momento é que o voto evangélico fez a diferença e mudou o destino das eleições presidenciais. Isso representa que podemos como Igreja mudar os destinos da nação.
"Deus entrou na eleição" porque alguns temas foram colocados em discussão, como o aborto e o homossexualismo claramente descritos na Bíblia como pecados sob juízo de Deus e a Igreja brasileira tomou posição a favor dos princípios da Palavra de Deus, além do voto contrário à candidatura que traz um satanista como candidato à vice-Presidente, como tem sido também amplamente divulgado em diversos e-mails e na mídia, fato que não tem sido contestado daquela parte.
Apesar das diferenças denominacionais e políticas, o a Igreja mostrou que é possível ter unidade em questões fundamentais da vida e relacionadas à Palavra de Deus.
Cremos que estamos vivendo um momento profético da Igreja no Brasil. Essas são as primeiras gotas da chuva do avivamento determinada para os últimos dias antes do arrebatamento da Igreja e da segunda vinda de nosso Senhor Jesus.
Não são as eleições que vão mudar os destinos do país, muito menos os governantes eleitos. É claro que Deus determinará bênçãos se os líderes políticos se converterem dos seus maus caminhos de corrupção e velarem pelas necessidades do povo, sendo verdadeiros defensores dos interesses da população, motivo pelo qual o apóstolo Paulo recomenda que oremos pelas autoridades que governam para que tenhamos vida tranquila (1ª Timóteo 2.1 e 2). Mas não são diretamente os políticos que determinam as bênçãos de Deus sobre uma nação.
As bênçãos de Deus são determinadas pelo cumprimento de Sua Palavra e em resposta ao clamor do seu povo, pedindo perdão dos seus pecados e se convertendo de seus maus caminhos, conforme literalmente diz a Palavra de Deus em 2ª Crônicas 7.14: "E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra."
A conversão da cidade de Nínive de suas perversidades após a pregação do profeta Jonas fez com que Deus mudasse a sentença de juízo e usasse de misericórdia para com aquele povo, cumprindo a mesma palavra que Ele tinha proferido para o Rei Salomão nessa passagem de 2ª Crônicas a respeito do povo de Israel, o que nos autoriza dizer que o mesmo princípio pode ser aplicado para outros povos, inclusive a nação brasileira em nossos dias.
Por esses motivos cremos que o tempo do avivamento está chegando definitivamente ao Brasil. Avivamento não somente por sinais e maravilhas, curas milagrosas ou crescimento do povo cristão em número, como a porcentagem populacional de evangélicos que pode mudar o destino das eleições e proporcionar um novo rumo político ao nosso país.
Falamos da chegada do tempo do avivamento com pessoas sendo resgatadas das trevas para o Reino de Deus, pessoas que não buscam os seus próprios interesses, ou que buscam a Deus para serem abençoadas com prosperidades materiais, seguindo a "doutrina da bênção", mas sim pessoas que não andam em conformidade com este século, não sendo cúmplices das obras infrutíferas das trevas, antes condenando-as (Efésios 5.11), e que se transformam pela renovação de suas mentes e por isso experimentam a boa, agradável e perfeita vontade de Deus em suas vidas, conforme a Palavra em Romanos 12.1 e 2.
É desta forma que está surgindo uma Igreja centrada na Verdade de Deus, com mais maturidade para influenciar a sociedade, como luz no meio das trevas, preparando-se para pregar o Evangelho do Reino de Deus e podendo alcançar milhões com a salvação por meio do Senhor Jesus Cristo.
Mas provocar um segundo turno eleitoral não significa que a Igreja está andando como mais que vencedora. Ainda que foi um feito extraordinário o posicionamento cristão nesse período de campanhas políticas a ponto de chamar a atenção da imprensa, por outro lado isso ainda não representa quase nada em relação ao poder que a Igreja possui pelo nome de Jesus e pelo derramamento do Espírito Santo, ainda por vir nesses próximos e últimos dias antes do arrebatamento da Igreja e posterior segunda vinda do Senhor Jesus.
A verdadeira luta da Igreja contra o império das trevas ainda mal começou. Temos a responsabilidade de deter o mistério da iniquidade até a chegada do dia do arrebatamento, impedindo a manifestação do anti-Cristo com todo o poder e eficácia de Satanás, segundo as palavras descritas em 2ª Tessalonicenses 2. 6 a 10.
As armas das trevas ainda se levantarão com mais astúcia e ousadia no meio da Igreja e contra ela, mas serão detidas pelo nome de Jesus que a Igreja cristã professa e pelo poder do Espírito Santo que habita e reveste a Igreja, segundo as Palavras proféticas bíblicas.
Oramos para que o Senhor Deus levante o seu povo como poderoso exército para agir com a autoridade que foi delegada pelo Senhor Jesus para Sua Igreja.
"Anunciai em Judá, fazei ouvir em Jerusalém e dizei: Tocai a trombeta na terra! Gritai em alta voz, dizendo: Ajuntai-vos, e entremos nas cidades fortificadas!" (Jeremias 4.5)
"Já se ouve sobre os montes o rumor como o de muito povo, o clamor de reinos e de nações já congregados. O SENHOR dos Exércitos passa revista às tropas de guerra." (Isaías 13.4). Amém. Fazemos parte deste exército dos últimos dias. Ora, vem, Senhor Jesus.


Pr. Haroldo L.uís R. Tôrres Alves - http://www.arevelacao.com.br/





• APARTES •



"Política na Igreja: uma questão
de conveniência?"

De acordo com o censo do IBGE de 2000, os evangélicos somavam 15,4% da população nacional, de um total de cerca de 170 milhões de habitantes, ou cerca de 25 milhões de pessoas. É fato que esse contigente não pode ser mais desprezado em termos sociológicos, muito menos pelo sistema político brasileiro.
Por outro lado é contestável a ideia de que "a Igreja mostrou que é possível ter unidade em questões fundamentais relacionadas à vida".
A pergunta é: de que Igreja estamos falando? A igreja evangélica brasileira não pode ser tomada como algo homogêne, longe disso, é altamente heterogênea. A Igreja Universal, por exemplo, representada pela figura do bispo Macedo, do ramo neopentecostal do protestantismo, foi defensora do direito da mulher à interrupção da gravidez. A Universal apoia a governista Dilma Roussef (PT). Sabe-se que a Universal busca fortalecer sua posição política no congresso através do seu partido PP.
No lado diametralmente oposto, um pastor de expressão midiática nacional como Silas Malafaia, da Igreja Associação Vitória em Cristo, declarou abertamente o seu apoio em propaganda eleitoral em favor de José Serra (PSDB), supostamente por este declarar-se abertamente contra o aborto, embora tenha declarado apoio a Marina, no primeiro turno. Qual a razão da mudança de candidato do pastor?
Por isso, não podemos adotar o tipo de discurso maniqueísta, em que maus se levantam contra os bons. No campo político, a questão do mal e do bem se coloca num plano puramente de conveniência política. O apoio ou não à candidatura serrista ou dilmista tem relações com questões de ordem da vida, mas também do toma-lá-dá-cá da vida política. Quem garante que nenhuma das partes tem algum interesse em dividendos políticos?



Edmo higa - pastor da Igreja Ev. Holiness de Caraguatatuba-SP


________________________________________________________________


"Em todos os tempos registramos
homens inspirados pelo bem e pelo mal".


Mateus 6-33: Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.
Vivemos tempos difíceis, como a própria palavra nos relata em que eles viriam, e é exatamente por eles, que o Senhor Jesus nos disse que o seu Reino e sua justiça entrariam em ação.
Devemos ter consciência de uma coisa bem séria: o capítulo 18 de Apocalipse nos fala sobre a queda de um sistema de governo chamado de "A Grande Babilônia", mas, para que ele seja derrubado é necessário que ele seja edificado. O fato é que em todos os tempos registramos homens inspirados pelo poder de Deus e outros pelo poder maléfico.
O livro de Judas 1-16 nos diz: Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse. O Senhor Jesus não veio para nos trazer uma religião, mas introduzir o seu Reino e Justiça, pois, não há um justo sequer, todos pecaram...(Romanos 3-10). Por isso, quando a sua igreja o reconhece como Senhor e aceita seu governo, todas as coisas irão cooperar para o bem desta visão. Entretanto, quando o governo é o deste presente século, e todas as inspirações procedem também disso, o resultado é o que estamos assistindo, e lamento informar, que a tendência é sempre piorar, pois o mal jamais diz: basta - Provérbios 30-16.
Acredito que assim como Faraó ordenou que todos os meninos fossem mortos, para que o enviado de Deus, Moisés, não existisse, da mesma forma ocorreu com o menino Jesus, quanto à ordem de perseguição e morte, isso é a realidade do comando pela inspiração maléfica através das mentes humanas, que estão sujeitas a este princípio espiritual do mal.
Assim como Jesus nos enviou o Espírito Santo para nos inspirar o bem, o outro lado também nos inspira o fazer do mal.

Sara rodrigues - pastora da comunidade vencedores em cristo - Bauru


________________________________________________________________


"Os sistemas que regem a sociedade
estão malignizados".


Não sei se podemos chamar de demonstração de força. Em meus momentos de busca de lucidez diante do quadro político atual, tenho me perguntado até que ponto toda essa manifestação de evangélicos nas eleições traz à tona a essência do ser Igreja. Faço a crítica primeiramente a mim mesmo. Creio que é muito importante estarmos inseridos no contexto das discussões de interesse da sociedade. É igualmente importante sermos, nós pastores, orientadores do povo no sentido de ajudá-lo a discernir com equilíbrio na hora a escola política. O mais difícil disso é estabelecer o limite que nos permita influir sem comprometer-nos.
Para mim é fato claro que o os sistemas que regem a sociedade estão malignizados. E o sistema político não foge a essa regra. Embora possa ser benéfico, o fato de estar sob controle maligno, gerando uma cultura maligna de agir faz do sistema político um meio pelo qual as trevas podem manter domínio sobre cidades e nações – além de outros meios obviamente. É importante que cristãos se envolvam na política – pois não há como abolir as trevas a não ser acendendo a Luz onde ela está. Mas lembremos que as trevas não estão buscando comandar nossa nação – já comandam. Minha maior preocupação está no fato de possivelmente estarmos ultrapassando os limites, visto que ao arvorarmos bandeira que não seja a de Cristo assumimos alianças com o sistema malignizado. Creio que possa ter havido mudanças nos rumos das eleições, mas muito mais porque muitos se dispuseram a orar a respeito, do que por mobilizações evangélicas de qualquer outro tipo. 2 Crônicas 7:14 e Jeremias 29:7 ainda estão de pé, creio eu.
Embora eu goste de conversar sobre política, acompanhe atentamente as campanhas eleitorais, minha expectativa jamais estará em partidos políticos. Meu sonho é ver a unidade da Igreja surgindo não em torno de uma campanha eleitoral, mas ver a Igreja orando junto e vendo Deus mudar a história da nação como resposta ao clamor de seu povo. Ter ou não políticos cristãos seria, nesse contexto, mero detalhe.


Edson valentim - Pastor presidente do CONPEV / Bauru



________________________________________________________________



"A política pode ser usada pelas Trevas
para implantação de seus propósitos. "

Na luta do "bem" versus "mal" é necessário saber o que é chamado "bem" e o que é chamado "mal". Basicamente, o mal é exercido pelos ímpios (Sl. 1:1) e o bem é exercido pelos que do mal se desviam (Prov. 16:17). O mal e o bem estão em todo lugar. Basta achar um lugar por onde possa se manifestar e a política, pode sim ser usada pelas trevas para implantação de seus propósitos.
Creio que Deus não somente interferiu nesta eleição como está interferindo, mas minha pergunta ao eleitor é: E se o candidato "X" (que não queremos na presidência) ganhar a eleição? Deus perdeu? Estamos perdidos?
Percebo que nesses dias Deus está usando estas eleições e "gritando" aos ouvidos de Sua Igreja no Brasil, para que, ao invés de apenas se unir para lutar contra um governo, se una de fato e de verdade a fim de lutar pelo governo de DEUS. Pois a Igreja está descansando no fato de que, se "X" não for eleito, então estaremos bem.
Não entendemos NADA!
Se Deus não governar a Terra através da Unidade de Sua Igreja influenciando as decisões políticas, (pois a chave do Reino dos Céus foi dada à Igreja - Mt. 16:19), não há garantias e segurança em qualquer que seja o presidente, por mais "crente" que seja!
Que o que no une seja maior do que o que nos divide e assim possamos deixar as coisas que ficam para trás e prossigamos para as que estão diante de nós (Sua Igreja), para a carreira que nos está proposta!


Marcus Wallace Celestino - Ministério Aos Pés do Amado/bauru

17 outubro, 2010

Notícia: DILMA NÃO QUER ASSINAR ACORDO

Candidata é à favor do aborto e do casamento entre homossexuais

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, resiste a assinar uma carta assumindo o compromisso de não enviar ao Congresso projetos de lei que permitam a legalização do aborto e o casamento entre homossexuais. Evangélicos que se encontraram com ela e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira, porém, cobram a promessa por escrito.
O comando da campanha petista avaliou ontem que, além de já ter divulgado um manifesto intitulado Carta ao Povo de Deus, em agosto, Dilma pode perder mais votos do que ganhar, ao se posicionar, por exemplo, contra o casamento gay.
Na Carta ao Povo de Deus, distribuída em templos e igrejas no primeiro turno, Dilma tentou se aproximar dos cristãos. "Cabe ao Congresso a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis (...)", escreveu ela. Além disso, Dilma já se comprometeu verbalmente a não mudar a lei que prevê o aborto em caso de estupro e risco de morte para a mãe.
A saída para o impasse, agora, será um documento de apoio à candidata escrito por pastores e políticos que integram a Frente Parlamentar Evangélica. Os signatários deixarão claro no texto que Dilma não vai interferir em questões religiosas, caso seja eleita para o Palácio do Planalto.
Nos bastidores, porém, a reunião de quarta-feira entre Lula, Dilma e evangélicos de 51 denominações dividiu o governo e o QG dilmista. O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha, achava que o encontro era desnecessário e poderia criar ruídos. Na outra ponta, o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, incentivou a reunião.
Lula avalia que o comando petista não está conseguindo superar a agenda negativa do aborto e do casamento entre homossexuais. "Precisamos sair dessa pauta, ir para a rua", esbravejou o presidente, segundo relato de um de seus auxiliares. "Há muita hipocrisia nisso."
A preocupação com o impacto desses temas na campanha de Dilma é cada vez maior. Um dirigente do PT lembrou que a candidatura de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo, em 2008, desandou de vez no segundo turno depois que homossexuais sentiram-se ofendidos com um programa de TV da petista. Nele, um locutor perguntava se o prefeito Gilberto Kassab (DEM) era casado e tinha filhos. Detalhe: o marqueteiro de Marta, hoje senadora eleita, também era João Santana, que agora assina a propaganda de Dilma.
Data: 15/10/2010 08:53:12Fonte: Estadão

05 outubro, 2010

Artigo: Herança Maldita

Tornou-se conhecida entre nós a expressão "herança maldita", atribuindo-se a alguém, que veio antes, tudo o que dá errado ou está errado. Mas não vamos tratar de política, essa não é a nossa praia.

Podemos até aceitar que essa expressão foi cunhada no Éden: Adão disse “não fui eu” foi a mulher que Tu me deste; e Eva, por sua vez, também disse “não fui eu”, foi a serpente; e até hoje continua esse costume de transferência de responsabilidades!...

"Uma enfermidade genética pode alcançar somente uma fração da humanidade, mas a marca do pecado tem se transmitido desde nossos primeiros pais a toda humanidade; trata-se de um mal incurável e universal. Todos somos pecadores qualquer que seja nossa etnia" (Autor não mencionado - Devocional Boa Semente).
A Palavra de Deus nos afirma, através de Paulo, que "todos pecaram e carecem ["estão destituídos", em outra versão] da glória de Deus" (Romanos 3. 23)Também no Velho Testamento, Deus já nos dizia isso: "Todos se extraviaram e juntamente se corromperam: não há quem faça o bem, não há nem um sequer" (Salmo 14. 3).De fato, essa é uma "herança maldita", um pecou e transformados fomos todos, sem exceção, em pecadores: "Portanto, assim como por um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram" (Romanos 5. 12). Não podemos, conforme nossos próprios méritos, alcançar a salvação, por isso a Palavra de Deus nos diz "que destituídos estamos todos da glória de Deus" (texto já citado).Mas Jesus, ao dar a sua vida por nós, levou sobre si os nossos pecados, as nossas dores e enfermidades, os quais são a nossa “herança maldita”, conforme claro está na Palavra que Deus nos fala, através do profeta Isaias (capítulo 53).Mas o sacrifício de Jesus, em nosso favor, não implica em dizer que a salvação se tornou automática para toda a humanidade.A Bíblia é muito clara, em todo o seu contexto, que há a necessidade de nos apropriarmos da Graça [preveniente, conforme acertadamente disse John Wesley] para alcançarmos a salvação.Um dos textos mais claros sobre isso, diz: "Mas, a todos quantos o receberam [no coração], deu-lhes o poder de SEREM FEITOS FILHOS DE DEUS; a saber aos que creem em seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1. 12-13). Então, a Escritura sagrada deixa claro para nós, que por um só homem, Adão, entrou o pecado no mundo; mas por um só homem, Jesus, entrou a salvação, conforme Romanos 5. 17: "Se pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da Justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo".Sim, no reino espiritual, há uma "herança maldita" [o pecado], que nos veio do nosso primeiro pai, Adão, mas da qual fomos livres por meio da Graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo, graça essa derramada sobre todos pelo sacrifício do Senhor Jesus na cruz do Calvário, em nosso lugar, e cuja obtenção depende individualmente de cada um de nós, ao aceitarmos ou não o senhorio de Cristo sobre as nossas vidas.

Há a necessidade, individual, de aceitarmos a salvação pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo, tendo em vista que nessa matéria o refrão popular “filho de peixe peixinho é” não se aplica, pois “filho de crente não é crentinho” (Rev. Vassilius Konstantinides – Superintendente Internacional da APEC – Aliança Pró Evangelização das Crianças).


Edmar Torres Alves é editor do blog Sê Fiel e colaborador do JCG
www.sefiel.com.br

28 setembro, 2010

COBERTURA: Geração de Adoradores vol1


Agosto, mês em que os bauruenses celebraram o aniversário da cidade, esteve repleto de eventos para os evangélicos, alguns infelizmente, na mesma data. O destaque foi para a primeira edição do Geração de Adoradores, que aconteceu em 28 de agosto, juntando no palco grandes bandas regionais entre as quais: Vineyard Bauru, Control B, Ministério Mais de Ti (Jaú), Bem Miranda, 6 por 1, além do teatro Plena Jovem, que caracterizados prenderam a atenção dos presentes. O evento focou o público jovem e foi apresentado por Marcos Vilela do SBT, levando cerca de mil pessoas à tenda da igreja Batista Bereana em Bauru. Com o apoio do CONPEV, da União Pastoral e do Cidade Gospel, o Geração de Adoradores teve como objeto evangelístico a música. Bem organizado, contou com toda estrutura legal que incluiu até uma ambulância de prontidão. E para a galera entrar no clima, dois telões, e até raios lazer foram usados na iluminação de palco, com o sorteio de brindes e tudo mais — tudo para demonstrar que ser evangélico não é ser antiquado, mas puro de coração.
A abertura foi dada pelo pastor Edson Valentim que citou Atos 8 — , levando cerca de 30 jovens a aceitar Jesus.
Segundo Leandro Henrique, da organização, o Geração de Adoradores foi um sucesso e ofereceu aos jovens uma opção de entretenimento saudável. "Nossa intenção é torná-lo uma franquia itinerante, acontecendo em outras cidades da região." Ele destacou também, que por seu caráter regional, o evento apoia os novos talentos da nossa gente, o que gera empregos e incentiva novos projetos focados no evangelho, promovendo de fato o Ide. "Nosso diferencial foi focar todos os públicos, evangélicos ou não", revelou Leandro.
O Cantor Bem Miranda (CMC), que também ajudou na organização, disse que os obstáculos foram muitos, mas caíram por terra. "Incomodamos muita gente, mas todas as barreiras cederam", revelou Miranda.
Nossa equipe também conversou com alguns protagonistas da festa, acompanhe: O vocalista Marquinhos da Banda Control B, disse que um evento como o Geração sugere uma mudança na cabeça dos jovens - a igreja do amanhã. "Eventos baseados no amor como esse são essenciais. Promovem unidade no corpo de Cristo". Segundo o líder do Ministério Mais de Ti, Ednaldo Araújo, o evento foi maravilhoso e contribuiu na divulgação do trabalho da banda. "Creio que Deus está levantando uma geração de adoradores, uma geração que vai impactar a cidade e toda região". Carlinhos Falseti da Banda Vineyard de Bauru, destacou uma das características universais música. "Creio que a música é um meio muito interessante que Deus criou para fazer com que qualquer denominação consiga Adorar em unidade".
Mauro Venâncio Janoni, gerente da loja Danny Cosméticos (Patrocinador), disse que se sentiu orgulhoso em apoiar tal causa. "Quem comanda o mundo é Deus, se os empresários não apoiarem, Deus não irá apoiá-los", completou entusiasmado.
Ano que vem tem mais, até lá!

27 setembro, 2010

JCG/SETEMBRO: DE VOLTA ÀS ORIGENS


Estamos vivendo em um período da história completamente distinto de tudo o que já existiu. As mudanças culturais, comportamentais e filosóficas que são veiculadas pela mídia, aparentemente de modo ingênuo, são fruto do movimento pós-moderno, que em seu arcabouço une e difunde o somatório de várias ideologias, como o secularismo, o humanismo, o relativismo e o pluralismo. Esse sistema de idéias tem transformado a sociedade, e infelizmente, de modo sutil, tem penetrado no seio da Igreja. Isso pode ser visto na forma como o evangelho tem sido apresentado nas mais variadas vertentes do meio evangélico.
A Revista Época, nº 638 sob o tema "A Nova Reforma Protestante", inicia sua reportagem assim: "Inspirado no cristianismo primitivo e conectado à internet, um grupo crescente de religiosos critica a corrupção neopentecostal e tenta recriar o protestantismo à brasileira". Mais a frente, o artigo continua: "Ela é resultado de manifestações espontâneas, que mantêm a diversidade entre as várias diferenças teológicas, culturais e denominacionais de seus ideólogos. Mas alguns pontos são comuns. O maior deles é a busca pelo papel reservado à religião cristã no mundo atual. Um desafio não muito diferente do que se impõe a bancos, escolas, sistemas políticos e todas as instituições que vieram da modernidade com a credibilidade arranhada".
Vale destacar as últimas palavras do texto acima: "vieram da modernidade com a credibilidade arranhada". O pós-modernismo, segundo seus defensores, é uma resposta aos valores e ideais oferecidos até então, os quais, segundo eles, demonstraram não atender às expectativas e respostas do homem, mas o conduziram à decepção. Assim, o ideal pós-moderno tende a enterrar de vez princípios e valores que conhecemos e praticamos, ao expor um novo sistema de valores através da música, da arte, da literatura, das novelas, dos filmes, do vestir e do trato com seus semelhantes. É inegável que isso esteja acontecendo já há mais de uma década, e desta vez não pelo poder das armas, mas de modo silencioso, sob forma de conceitos, penetrando, inclusive, no seio da igreja cristã.
Infelizmente, muito do que temos visto no dia a dia, nas igrejas evangélicas, é a adequação desse modelo de mentalidade, seja no comportamento, no pensamento, nas atitudes e nas decisões. O que tem prevalecido em muitas vertentes do meio evangélico não é o que a Palavra diz, mas o que se pode adaptar como realidade para os nossos dias. Pois no pluralismo cristão não vale o que realmente as Escrituras dizem, pois não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo, é questão de opinião.
Desse modo, a igreja que tem assimilado o padrão pós-moderno e tem produzido um "crente" individualista, que vai ao culto buscar seus interesses e conquistas pessoais, e não "busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas." (Mt.6:33). O "Culto racional", que é "apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus" (Rm.12:1) já não norteia a vida do cristão pós-moderno, pois a razão da fé foi substituída pelo sentimentalismo. Surgiu aquilo que alguns estudiosos cristãos denominam de teologia do "sentir-se bem". Ou seja, se gostam do culto, o ambiente é agradável, a mensagem pregada é paliativa e condiz com aquilo que ele acha ser o certo e jamais o confronta, levando-o a sensação de satisfação, "esse é o lugar". Não é de admirar que hoje exista um quadro de membros flutuante nas igrejas, pois se eles não se sentem bem, mudam de igreja, ou melhor, de denominação religiosa.
Como consequência, surgiu um consumismo religioso, onde determinados seguimentos evangélicos oferecem reuniões, cultos ou sessões que satisfaçam as expectativas, necessidades e paladar de seus clientes, quer dizer, de seus membros, independente se aquilo que apresentam é a verdade absoluta das Escrituras Sagradas, pois o que importa é ter público e estes se sintam confortáveis e jamais perturbados e contraditados.
É aterrador ler e ouvir declarações como "Comece hoje, agora mesmo, a cobrar d’Ele tudo aquilo que Ele tem prometido... O ditado popular de que ‘promessa é divida’ se aplica também para Deus. Tudo aquilo que Ele promete na sua palavra é uma dívida que tem para com você..." (MACEDO, Edir. Vida com Abundância, p. 36). É algo bom de ouvir, porém, é uma declarada inversão de valores, pois se prega que quem deve é Deus e não o homem. Não se prega contra o pecado, não se fala em arrependimento e perdão de pecados, não se fala muito mais em conversão e mudança de vida, não se prega muito mais sobre o céu e muito menos da condenação eterna, pois o relativismo pressupõe não existir o certo ou errado, muito menos absolutos, portanto, tudo vai depender do que o indivíduo acha e sente, e isso por si só basta.
Não é de admirar que o mesmo autor das palavras acima, quando perguntado do porquê defendia o aborto, em sua entrevista à Folha de São Paulo, em 13 de outubro de 2007, tenha oferecido uma resposta humanista e não bíblica. E quando confrontado pelo repórter de que "Deus deu a vida e só Ele pode tirá-la", pluraliza sua resposta, oferecendo como respaldo um texto bíblico tirado fora de seu contexto.
Na realidade, quando se faz uma leitura do que está acontecendo, sob a perspectiva do pós-modernismo e da história da Igreja, fica mais claro entender o porquê desta "reforma". Sempre existiu um remanescente fiel diante das estruturas eclesiásticas dominantes, que um dia foram levantadas e, por motivos diversos tomaram rumos diferentes do "ensino dos apóstolos". Podem-se citar os Montanistas, os Anabatistas, os Albigenses e os Valdenses como exemplo desses remanescentes. Hoje, não é diferente. Existem aqueles que não se deixam moldar ao padrão deste mundo, mas transformam-se "pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm.12:2 - NVI).
Muitas destas novas comunidades, bem como igrejas históricas e pentecostais se têm posicionado de modo divergente ao que está em voga, ou seja, refutado um evangelho diluído e contaminado com uma doutrina que valoriza o individualismo, no qual a pessoa não vem à Igreja para servir a Deus, mas por Ele ser servido. É a tão apregoada Teologia da Prosperidade, que inverteu os valores contidos nas Escrituras Sagradas, e traz consigo uma "interpretação" própria.
Sou de origem pentecostal, creio dos dons espirituais. Vim para o Evangelho aos 9 anos de idade, e cresci vendo paralíticos, cegos e muitos enfermos serem curados. Vi diante de mim um leproso ficar limpo pelo poder de Deus, pois, afinal, esta foi a ordem de Jesus a seus discípulos: "Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; dêem também de graça" (Mt.10:8 NVI). E foi sua ordenança antes de ascender aos céus no Evangelho de Marcos 16:15-18. Porém, concomitantemente a Palavra era pregada chamando ao arrependimento, à mudança de vida, a ser uma nova criatura em Cristo Jesus, a renunciar a si mesmo e seguir Jesus. Um evangelho completo.
Portanto, quando se fala em retornar aos moldes da igreja primitiva, infere dizer resgatar o ensino apostólico e a vida comunitária, de comunhão do povo de Deus. Pois a característica das igrejas pós-modernas é o individualismo. Participa-se de cultos "abençoados", mas não se tem relacionamento com quem se senta ao seu lado. É regressar à renuncia de si mesmo, da própria vontade e deixar que Jesus seja realmente o Senhor de nossa vida e desejos. É dizer como o Mestre: "Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua" (Lc. 22:42). O profeta Jeremias, que também era sacerdote, foi pouco ouvido e compreendido, porque soube discernir muito bem as mudanças de conceitos e costumes de sua época, os quais fizeram seus conterrâneos voltarem-se para outros deuses. Bem, o que ele proclamou há cerca de 2.600 anos é tão atual hoje quanto foi em seu tempo. Leia Jr. 6:13-16.
O dilema é: o crente deseja, de fato, perguntar pelo caminho antigo e seguir por ele? Pois o Senhor Jesus deixou claro que a porta de acesso é estreita e o próprio caminho apertado, mas ele leva à vida, vida eterna (Mt. 7:13,14). Louvo a Deus porque, apesar de hoje se verificar uma igreja amoldada ao mundo, que nem é quente, nem fria, que se diz rica, não ter falta de nada e enxergar muito bem, porém, diz o Senhor que está a ponto de vomitá-la da sua boca, caso não reveja suas obras (Ap. 3:14-22), existe um remanescente fiel aos princípios cristãos, que procura viver uma vida piedosa, que possui uma fé racional, na qual tem lugar o intelecto e emoção, mas não é racionalista nem sentimentalista, pois tem por Pedra Angular a Cristo Jesus e Sua Palavra. Este é o verdadeiro retorno aos valores da Igreja Primitiva.
 
Pastor Jerônimo Dantas - IEQ em Cosmos, Rio de Janeiro/RJ




• APARTES •




"Falta-nos hoje novos Luteros!"


Mais do que nunca precisamos de uma Reforma.
Não creio que a questão esteja na coexistência da Igreja com os aparentemente cristãos adeptos de filosofias humanistas seja a grande questão. Lutero enfrentou situação muito mais adversa – estava só, não tinha os meios de comunicação à sua disposição e experimentava uma perseguição implacável.
Falta-nos hoje novos "Luteros" - homens e mulheres movidos pela mesma indignação, capazes de colocar em risco a própria vida para viverem os verdadeiros valores do Evangelho.
Infelizmente, desde o primeiro século a Igreja teve que se deparar com as ameaças heréticas. Basta olhar para as cartas de Paulo para encontrarmos suas preocupações com o avanço do gnosticismo. E conviveremos com esse tipo de luta até a volta de Cristo. O próprio Jesus deixou claro que trigo e joio crescerão juntos – um plantado pelo Espírito Santo e o outro plantado pelo maligno. Mas só Deus sabe quem é quem. Portanto, nossa maior preocupação precisa ser a de viver a pureza do Evangelho, pois quando a luz brilha as trevas recuam. E na medida em que vivermos com inteireza de coração e compromisso com Jesus, automaticamente vamos incomodar as trevas – e isso atrairá perseguição.
Podemos voltar às origens? É claro que sim. Creio que o próprio Deus produzirá um avivamento tal que resultará num processo de purificação da Igreja (como a vemos). Mas antes é necessário que o que é falso se mostre – o que é sujo, suje-se mais ainda. Mas o que é santo... santifique-se mais. Isso fará a diferença. E na medida em que vivermos assim, nos tornaremos, nós mesmos, instrumentos de Deus para essa nova reforma, para esse avivamento dos últimos dias.


Edson Valentim - pastor presidente do CONPEV - Bauru


________________________________________________________________




"O Apóstolo Paulo nos dá a semente
que leva a Igreja Primitiva"



É maravilhoso quando somos levados a pensar na IGREJA PRIMITIVA, ou à primeira.
Mas analisando a igreja da pós-modernidade será que ela mudou em relação à primitiva. Na minha opinião sim, e não foi para melhor!
Quando lemos em Atos vemos que através da vida de um pescador, (Pedro) homem sem instrução, cheio de imperfeições aos olhos humanos, Deus começa sua Igreja. Através deste homem cerca de três mil almas conheceram a Jesus Cristo - em sua primeira pregação.
No livro de I Timóteo 1:5, Paulo nos dá a semente que levou a Igreja Primitiva: "O objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera". Então a base da Igreja é o Amor, um coração puro, uma boa consciência e uma fé sincera, e sob estes alicerces os Apóstolos iniciaram a Igreja Primitiva. Em Atos 2:42 e 43 vemos uma descrição importante: "Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e á comunhão, ao partir do pão e as orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos"
Logo se não há em nossas Igrejas atuais sinais, milagres, maravilhas e prodígios é porque não estamos praticando o Amor, como a Igreja Primitiva praticou. Infelizmente, nossa atualidade é marcada por igrejas preocupadas com status, lucros, posição social, que muitas vezes possuem líderes inescrupulosos. Em minha opinião essa tal Teologia da Prosperidade não tem base bíblica, basta lermos Deuteronômio 28:2.
"Todas estas bênçãos virão sobre ti e as acompanharão, se vocês obedecerem ao Senhor teu Deus".
Portanto irmãos, para alcançarmos as bênçãos não têm a necessidade de sacrifícios financeiros, basta apenas obedecer a Bíblia. Já é chegado o tempo de nós como Igreja de Cristo rever os conceitos, viver em obediência a palavra de Deus e cumprindo a sua vontade.



Ronaldo Lima - Pastor da Comunidade vida e Paz / Bauru



________________________________________________________________




"Só há um caminho, voltar às origens!"


Embora os adeptos da Teologia da Prosperidade considerem Kenneth Hagin o pai desse movimento, pesquisas cuidadosas feitas por vários estudiosos, como D. R. McConnell demonstraram conclusivamente que o verdadeiro originador da confissão positiva foi Essek William Kenyon (1867-1948). Ela também é conhecida como "confissão positiva", "palavra da fé", "movimento da fé" e "evangelho da saúde e da prosperidade", e surgiu no início do Século XX nos EUA. Sua doutrina afirma, interpretando alguns textos bíblicos como Gênesis 17:7, Marcos 11:23-24 e Lucas 11:9-10, que os que são verdadeiramente fiéis a Deus devem desfrutar de uma excelente situação na área financeira, na saúde, etc. Na década de 60, havia pouco mais de 3 milhões de evangélicos. A grande explosão evangélica ocorreu na década de 80, com o surgimento das igrejas neopentecostais. Elas retiraram do pentecostalismo a rigidez da "doutrina de usos e costumes" e adicionaram a teologia da prosperidade. Hoje somos mais de 45 milhões de evangélicos no Brasil. Mas ela apresenta ensinos questionáveis sobre a fé, a oração e as prioridades da vida cristã, e de dar relativismo a importância das Escrituras Sagradas por meio de novas revelações. Tristemente, vários grupos, principalmente os que têm maior visibilidade na mídia, estão cada vez mais comprometidos com essa teologia desconhecida da maior parte da história da igreja do Senhor. Ao defenderem e legitimarem os valores da sociedade secular (riqueza, poder e sucesso), e ao oferecerem às pessoas o que elas ambicionam, e não o que realmente necessitam aos olhos de Deus, tais igrejas crescem de maneira impressionante, mas perdem grande oportunidade de produzir um impacto salutar e transformador na sociedade brasileira, com os princípios do Reino de Deus. As igrejas foram transformadas em verdadeiros Bancos de Dinheiro e fortalezas de arrecadações milionárias (aonde se deposita "o tudo" para obter resposta do céu - com os juros e correção monetária merecida). Não posso concordar com isso, e a meu ver, não há como coexistir a narcisista "filosofia humanista" (dEUs) e ao mesmo tempo, resgatar a simplicidade da "doutrina dos apóstolos" (Deus) na Igreja Primitiva. Só há um caminho, voltar às origens: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações (...) todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum (...) e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo... (Atos 2:42,44,46c,47a).


Alberto R. da Silva - Pastor da Comunidade Evangélica Reino de Deus/Agudos