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23 dezembro, 2009

COBERTURA: Neusa Prado recebe amigos na IADM

A cantora Neusa Prado lançou o seu segundo CD intitulado Minha Entrega, no último dia 11 de novembro, na Igreja Assembleia de Deus Missionária, em Bauru. Na ocasião, Neusa recebeu diversos cantores e amigos, que vieram prestigiar a realização desse novo projeto. Conversamos com ela, que estava muito feliz, principalmente pelo apoio recebido do pastor presidente da Igreja Assembleia de Deus Missionária - IADM, Ivanildo Alves.
Em uma conversa informal, nossa equipe indagou à cantora o que representa a gravação desse novo trabalho. "Louvo a Deus fazendo o que mais gosto, para mim é um privilégio Deus proporcionar esse dom em minha vida. Através do louvor, creio passar a mensagem de Deus para o coração das pessoas, transformando vidas" - explicou. Ela afirmou também que toda honra e glória pela realização desse trabalho deve ser dada a Deus.
Foi uma noite muito especial. São poucas as oportunidades que temos para presenciar os levitas da nossa região juntos. Neusa fez questão de demonstrar sua admiração pelo trabalho evangelístico de seus colegas. Estiveram presentes no culto especial os cantores Oziel e Daniel, Gabriela (membros da família da cantora Neusa), Marco Antônio (que este mês lança o novo CD Banquete do Rei), Eder Silis, Acácio e Fabrício e Vagner Roberto.
A Igreja Assembleia de Deus Missionária é um conhecido celeiro de levitas. Conversamos com o pastor Ivanildo, que em poucas palavras traduziu o Louvor. "Entendo que as pessoas a quem Deus concedeu o dom de cantar estão contribuindo para o Reino de Deus de forma geral, toda obra de Deus é beneficiada. Com a música, a palavra de Deus está sendo propagada e muitas vidas serão salvas" – enfatizou. Ele também ofereceu uma Palavra de incentivo aos cantores presentes. "Os irmãos cantores com sua participação trouxeram a bênção que tanto precisávamos. Quem canta tem uma tarefa árdua, onde é preciso insistência e fé que Deus proporciona a todos nós, neste mundo com tanta necessidade da palavra de Deus" – concluiu.















Contate a cantora:
(14) 3236 2693 - 9795 3761

cantoraneusaprado@hotmail.com



EDITORIAL: DEZEMBRO DE 2009

É com grande alegria que chegamos ao final de mais um ano de realizações e conquistas. Temos a grata certeza de que este foi mais um ano de trabalho com a consolidação da tarefa que Deus concedeu a toda equipe do JCG. Colhemos hoje os frutos de um trabalho sério, que pauta absolutamente, a obra de Deus em todas as suas vertentes. O futuro pertence a Deus, então, seguimos firmes a cada novo dia para construirmos um mundo melhor.
Esperança! Como falar sobre esperança em um mundo tão perturbado? Dificuldades intermináveis que nos roubam a confiança de um futuro mais próspero. Mas, o profeta Jeremias diz palavras vindas do próprio Deus que você precisa acreditar: ainda "há esperança para seu futuro".
Agradecemos àqueles com quem compartilhamos nosso espaço com o mesmo desígnio: o de propagar o evangelho. Por isso, nosso muito obrigado a todos que de alguma maneira mostraram-se participativos. Aos colaboradores, anunciantes, aos pastores e conselheiros —, à armada de homens bravos que dividiram conosco seu dom e nos presentearam com seu conhecimento com o único propósito de divulgar ao mundo o amor de Jesus! Que o balanço desse ano aponte e valorize cada uma de nossas conquistas e superações, pois são elas que nos fazem perseverar. Muitos desafios estão por vir, mas com a graça de Deus continuaremos nesse firme propósito, pois o mundo precisa de pessoas que testemunham destemidamente o nome de Jesus, o amor de Deus e a presença do Senhor em nossa vida!
Lembre-se! O Natal é a celebração do amor. É o momento na história que lembramos que Jesus nasceu para revelar o amor de Deus por todos nós. Desejo-lhe um ótimo Natal, e que os dias do Ano Novo sejam uma sequência de proveitosas realizações e repletos de Paz e felicidades!

Liliana Correia - diretora Geral

ARTIGO: Ontem, hoje, e eternamente...

"A promessa - dom ou batismo do Espírito Santo, todos têm o mesmo significado - era também para aqueles que estavam escutando o discurso de Pedro e para seus descendentes nas gerações subsequentes" (John Stott).
"Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar" (Atos 2. 39).Há alguns anos, numa reunião de estudo bíblico, o texto lido era sobre o Pentecostes (Atos 2). Para responder à pergunta de uma das pessoas presentes: "O Pentecostes foi profetizado no Velho Testamento?" não foi necessário ao dirigente da reunião consultar os livros proféticos e nem alguma enciclopédia bíblica, muito menos a Internet, como se faz hoje.A resposta está ali mesmo no texto que discorre sobre o Pentecostes. Narra-nos a Palavra de Deus que, quando do acontecimento, "todos se maravilhavam e estavam surpresos [atônitos], dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? E outros, zombando, diziam: Estão embriagados" (Atos 2. 12-13).Diante da dúvida, da chacota, Pedro levantou-se e passou a explicar o que ocorria: "(...) estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia [9 horas no nosso horário]. Mas isto É O QUE FOI PREDITO PELO PROFETA JOEL” (...): (Atos 2. 14-16 e seguintes).Vem então à baila a questão, muito comum, se os sinais, os milagres ocorreram apenas naquela época ou estão e estarão sempre presentes?A Palavra de Deus nos afirma que "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e o será eternamente" (Hebreus 13. 8).A Bíblia, no momento em que Jesus foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus, após ter-nos comissionado para ensinar (Mateus 28. 19), pregar (Marcos 16. 15), testemunhar (Atos 1. 8), afirma: "E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, COOPERANDO COM ELES O SENHOR, E CONFIRMANDO A PALAVRA COM OS SINAIS QUE SE SEGUIRAM." (Marcos 16. 19-20). Ou seja, Jesus, após já ter ascendido ao céu, continua confirmando com "sinais" as palavras ditas ou oradas pelos seus seguidores, ontem, hoje, e eternamente. Quem faz os "sinais" é Jesus, e não o que ensina, ou o que prega, e, muito menos, o que testemunha.Voltando ao livro de Atos, no capítulo que expõe o Pentecostes, Pedro falando sobre os "sinais" que estavam sensibilizando (compungindo) as pessoas presentes, afirma:"Porque a promessa [de sinais, de conversões, de curas, de libertação] vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar" (Atos 2. 39).Ele aqui está falando de gerações:- vós - geração que ouvia a Pedro naquele momento;- vossos filhos - geração imediatamente posterior aos ouvintes;- os que estão longe - gerações futuras, ou seja, dos 2.000 anos já decorridos, e dos próximos anos que ainda acontecerão.Temos dito que Jesus, na "Oração Sacerdotal", também diz a mesma coisa ao rogar ao Pai pelos que lhe foram dados por Deus, ou seja, pelos cristãos daquela época, mas Ele acrescenta: "E não rogo apenas por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim [futuros cristãos]" (João 17. 20).Assim, nenhum de nós precisa ter dúvidas sobre a onipresença de Cristo, pois o contexto bíblico assim o afirma, ou seja, Ele sempre estará conosco, com os cristãos, e com os futuros seguidores dEle, aqueles que crerem na pregação que os atuais e futuros cristãos fazem/fizerem da Palavra de Deus.
É plenamente verdade que Jesus, ontem, hoje, e eternamente é Onipotente [além de Onisciente e Onipresente] fazendo os “sinais” por Ele prometidos, em concordância com a Sua Palavra por nós, os cristãos, pregada, ensinada, testemunhada e orada.
Nós cristãos, nessa questão de “sinais”, entramos com a fé, somente a fé; e Jesus é quem manifesta o Seu poder. Só Ele tem poder!

Edmar Torres Alves – editor do Sê Fiel www.sefiel.com.br

18 dezembro, 2009

JCG/DEZEMBRO: Sim. Há esperança!

Aprendi a ser um sonhador. Para alguns é algo bom. Para outros, é ruim. Para mim, é de Deus. Ele nos fez sonhadores. Quem não sonha não tem vida. Sonhar é olhar para a frente e imaginar horizontes melhores, novos ideais, vislumbrar novas possibilidades. Para alguns, sonhar é ter devaneios. Para mim, é ver além, sentir antes da hora, usufruir por antecipação, é nutrir a esperança e alimentar a fé.
Olhando a história, vejo um personagem que tem inspirado muitos, inclusive a mim: Martin Luther King Junior. Em 28 de Agosto de 1963 ele proferiu aquele que seria um dos maiores, senão o maior, de seu sermões-discursos, intitulado "Eu Tenho Um Sonho". Em vários momentos desse discurso menciona a frase "Eu tenho um sonho hoje". E cada menção da frase era pontuada pela esperança de ver alguma área da vida americana sendo transformada.
Talvez eu possa tomar emprestada essa frase... creio que King Jr o permitiria. Me emociono muito nesse exato momento, pois minha intenção é dizer que "eu tenho um sonho... hoje". Tenho o sonho de ver, na minha geração, a cidade de Bauru sendo transformada, totalmente rendida aos pés do Senhor Jesus.
Sonho com o dia em que cada boteco se transformará em Igreja. Não sonho com a falência dos donos dos botecos, mas com a conversão de cada um. E cada um experimentando a prosperidade por entregar tudo ao Senhor em obediência e santidade. Sonho com o dia em que sairemos às ruas à noite para passear com a família – à pé. Sonho com o dia em que não nos preocuparemos mais com a corrupção, porque nossos líderes temerão a Deus e andarão em justiça. No meu sonho o temor do Senhor permeará cada lugar desta cidade e mesmo os que não crerem andarão em temor e agirão em função da verdade e da justiça. Sonho com o dia em que nossas crianças apresentarão sua criatividade, não nos cruzamentos à busca de alguns trocados que alimente seus vícios, mas em casa nas reuniões de família. Sonho com o dia em que o número de divórcios cairá, porque as famílias serão fortes e buscarão o Senhor e terão a Palavra de Deus como princípio inquestionável para seu viver. Sonho com o dia em que veremos os Pastores se abraçando e abençoando uns aos outros, sem ciúmes, invejas ou contendas. Sonho com o dia em que passaremos noites inteiras, quem sabe dias seguidos, em adoração, jejum e oração em lugares públicos, grandes multidões, como Igreja da Cidade.
No meu sonho, não nos julgaremos mais pelo cumprimento da roupa ou pelo volume da aparelhagem de som, nem mesmo pelo estilo de culto, mas nos amaremos profundamente a ponto de vermos Jesus uns nos outros, cada um considerando o outro superior a si mesmo.
Eu tenho um sonho hoje. Sonho com uma Igreja tão impregnada de graça e amor que faça missões em unidade. Não cada Igreja local enviando seus próprios missionários – mas a Igreja da cidade formando e sustentando missionários na nossa Jerusalém (Bauru), na nossa Judéia (Estado de São Paulo), em Samaria (demais Estados brasileiros) e nos confins da terra.
Então, esse sonho começa com missões em nossa Jerusalém.
Nesse sonho, vejo uma Igreja em cada quadra. Aos domingos e em outros dias da semana, o povo alegremente saindo às ruas em direção aos templos. Nesse sonho, as ovelhas se encontram e os pastores não ficam com receio de "roubo de ovelhas", o famoso "pescar em aquário, pois todos entendem que o rebanho pertence ao Senhor, que a Noiva é de Cristo e não nossa. Ao mesmo tempo não vejo nesse sonho Igrejas locais se estabelecendo a partir da atração de ovelhas que já estão salvas, pois olharão o campo enorme que é o numero de pessoas ainda sem Cristo – e buscarão fazer aliança com a Igreja da cidade no projeto de alcançar até a última pessoa sem Deus ali residente. Nesse mesmo sonho, pastores e igrejas locais não se veem como concorrentes ou mesmo adversários, pois desejam o mesmo propósito – saquear o inferno, povoar o céu e, como o amigo do Noivo, preparar a Noiva para o grande dia.
No meu sonho ombreamos e lado a lado unimos forças. Em concordância damos as mãos e juntos planejamos como ocupar os espaços vazios. No meu sonho, onde houver uma única pessoa ainda não convertida ali será o nosso campo missionário. E juntos faremos nossa Jerusalém ficar cheia da Palavra, transbordante de Jesus.
Na verdade, não sonho com templos cheios. A realidade nos tem mostrado que templo cheio não é sinônimo de vidas entregues, Reino de Deus presente, cidade transformada. Pelo contrário, o que vemos é exatamente o contrário, pois apesar dos templos atuais estarem cheios (ou se enchendo) de pessoas, as desigualdades continuam, as injustiças acontecem e a cidade continua a se afundar cada vez mais no pecado.
É possível que alguns perguntem: "esse sonho é devaneio ou uma possibilidade?" Sim! É possível, embora nossa realidade atual nos fale o inverso. Nossa cidade tem se enchido de templos. A cada dia surge um novo. E outros se fecham. Igrejas (locais) surgem e morrem. Isso é saudável? Como encarar esse aumento de igrejas locais? Ele faz parte desse sonho? É de Deus? É assim que Deus faz sua Igreja crescer? Bem... vamos meditar sobre esses pontos.
Quais são os motivos mais comuns para o surgimento de novas Igrejas?
Recentemente pude estar num culto muito abençoado. Comemorávamos 19 anos de organização de uma das Igrejas de nossa cidade. Qual o diferencial desse culto? A Igreja foi organizada fruto de investimento missionário. Uma outra Igreja, entendendo que o bairro era promissor e não possuía Igrejas, iniciou a evangelização há mais de 50 anos naquela área.
Há alguns anos fizemos alguns cultos especiais. Chamamos de Cultos de Reconciliação. A Igreja que pastoreio, por razões que ficaram no tempo, foi organizada após um conflito entre irmãos. Após divergências e descontentamentos, um grupo deixou a Igreja da qual participavam para organizar outra. Precisamos realizar um culto no qual pedimos perdão (como Igreja) pelas rixas e divisões do passado.
Tenho conhecido histórias as mais diversas que mostram os mais diferentes motivos pelos quais Igrejas são organizadas. Se pudéssemos simplificar, poderíamos enquadrar os casos nos dois exemplos acima.
Conflitos de liderança, invejas, pecados, carnalidades as mais diversas geram verdadeiros rachas. Às vezes são os que ficam que zelam pelo compromisso cristão, uma vez que os que saem o fazem sem direção de Deus. Outras vezes, são os que saem que o fazem por não poderem compactuar com pecado. De qualquer forma, esse não é, certamente, o ideal de Deus. O Salmo 133 deixa claro que Deus ordena a bênção onde há unidade. Unidade não é conformidade. Unidade é o amor e o respeito apesar das diferenças. Unidade é caminhar junto e ser capaz de abrir mão até de direitos para que o outro seja abençoado. Eu ando em unidade quando sou capaz de perder para que o outro ganhe – mesmo que ele seja diferente, cultue diferente, use roupas diferentes, grite aleluia a toda hora ou ore apenas em pensamento. Não importa – o amor de Cristo nos une.
Não podemos nos iludir com templos cheios, com prosperidade material, nem mesmo com milagres e prodígios. Nada disso é sinal de que Deus está "dentro". Nada disso comprova que somos aprovados por Deus na forma como vivemos e somos Igreja.
O que revela que somos Igreja é quanto o mundo, a cidade, a sociedade, nossos vizinhos veem de Cristo em nós. É quando somos corpo. É quando estamos tão encharcados de Sua presença que as pessoas começam a buscar Jesus porque isso se torna irresistível para elas – o que elas veem em nós é tão bom que desejam isso, buscam isso, decidem isso mesmo quando não fazemos apelo, mesmo quando não vão ao templo. Se uma, apenas uma, Igreja local estivesse vivendo hoje intensamente essa vida de Jesus, seria suficiente para transformar nossa cidade. Talvez nem precisássemos de tantos templos. Mas creio que Deus, em sua infinita graça e sabedoria, transforma nossos erros em acertos. E apesar de nós, abençoa a cidade através da Igreja como ela é. No entanto, precisamos encarar que não é apenas isso. Ele tem mais. O ideal de Deus é maior.
Quero continuar alimentando esse sonho. Ainda não consigo vivê-lo. Ainda não vejo em mim marcas tão profundas de Cristo que gere uma revolução, que mude o clima espiritual da cidade. Mas continuo sonhando. Quero sonhar os "sonhos que Deus sonha". Ele criou a Igreja para ser a imagem de Seu Filho, para ser a Noiva – sem mancha, sem mácula, pura, irrepreensível. Eu sonho com essa Igreja. E você?


Pr. Edson Valentim de Freitas
pastor da igreja Batista Bereana e presidente do Conselho de Pastores de Bauru.

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1º APARTE: Pastor Regis Cirilo - Igreja do Evangelho Quadrangular/Agudos-SP

Como cristãos, nossa esperança tem que estar somente no SENHOR. Atualmente vimos casos na mídia que tem nos envergonhado. Estamos vivendo numa época que as coisas tendem a piorar, e em meio a isso tudo, só podemos recorrer à Palavra de Deus: Salmos 146:3-8. O salmista afirma que os poderosos deste mundo são salvadores inadequados, pois fazem falsas promessas que não podem cumprir (v.3). Deus é a esperança e ajuda dos necessitados. Jesus afirmou a sua preocupação com os pobres e os aflitos (Lc. 4:18-21; 7:21-23). Ele não separou as necessidades físicas das espirituais, pois atende a ambas. Enquanto Deus, não o governo, é a esperança dos necessitados, nós somos seus instrumentos para ajudá-los aqui na Terra. Enquanto isso, aguardemos a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo. (Tt. 2:13). A "bem-aventurada esperança" pela qual todo cristão deve ansiar é o "aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo" e a nossa união com Ele por toda a eternidade. Essa esperança pode ser concretizada a qualquer momento (cf. Mt. 24:42; Lc. 12:36-40; Tg. 5:7-9). Na primeira carta a Timóteo, o apóstolo Paulo diz a ele que temos que entesourar para nós mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possamos alcançar a vida eterna. (1 Tm. 6:19). Assim sendo, os cristãos nunca devem abrir mão da sua expectativa mantida em oração, de que talvez ainda hoje a trombeta soará e o Senhor voltará. Diante de tudo isso, só nos resta dizer como o salmista: "Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em Ti." (Salmos 39:7).

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2º APARTE: Rev. Paulo Sérgio Corrêa - 3ª Ig. do Evangelho Quadrangular/ Pederneiras


Desde a igreja primitiva citada em Atos dos apóstolos, se prega a verdadeira Esperança para nosso mundo, mas infelizmente o que vivemos nos dias atuais são trevas.
Dia-após-dia vemos nos jornais, internet e na TV as catástrofes naturais, aquecimento global... A depressão classificada como o mal do século. A corrupção e tantas outras coisas que tiram a esperança do homem moderno e mesmo assim, a sociedade ainda ignora ou desconhece que Jesus Cristo é a solução para um tempo melhor para todos aqueles que se achegarem a Ele. O apóstolo Paulo nos diz que não há comparação com o melhor que Deus tem para nós. Um futuro glorioso é uma certeza aos filhos de Deus. "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória a ser revelada em nós". Romanos 8:18. Paulo ainda diz que a criatura tem a expectativa da manifestação do filhos de Deus, sendo assim, o mundo procura em nós cristãos, o verdadeiro testemunho de servos que andam segundo a vontade do Pai, e que verdadeiramente, vivem pela fé confiantes não naquilo que se vê, mas na certeza do cuidado que o Senhor tem para com nosso futuro — guiados pelo Espírito Santo de Deus.
Do outro lado, a esperança dos homens está fundamentada nos prazeres do mundo e seus ícones: vaidade pessoal, dinheiro, no ter e não no ser. Uma esperança equivocada!
Nós que estamos em Cristo devemos expressar através das nossas atitudes uma mensagem de vida e esperança, que vem do nosso Deus, uma alegria que só vive em quem conhece a Jesus e tem certeza da sua salvação. Somos bem-aventurados!
"...Porque o SENHOR é um Deus de justiça; bem-aventurados todos os que nele esperam, Isaías 30:18.
Aos irmãos e amigos leitores do JCG um Natal na comunhão de Cristo e um 2.010 glorioso na presença do nosso Deus. Fiquem na Paz!

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3º APARTE: Pr. Oséias Benício de Almeida - Comunidade Cristã Vencedores em Cristo/Bauru

"Há esperança até para a árvore cortada" – Jó 14-7. Esperança presente, esperança futura, esperança passada. "Levanta os olhos e vê que há repouso até para o jornaleiro, para que tenha prazer no dia do seu jornal" - Jó 14-6.
A falta de esperança hoje, quase sempre se transforma em desespero, e exemplos não faltam em nossos noticiários.
Nossas expectativas (podemos até chamar de esperança) quando depositadas no Senhor se tornam mais reais, pois se baseiam nos seus propósitos para toda humanidade. "Hoje não eu mais vivo, mas Cristo vive em mim". Gálatas 2-20.
Quando buscamos o Reino antes de tudo, certamente todas as coisas nos são acrescentadas. Portanto irmãos, nada de aflições quanto ao futuro!
Para o fortalecimento do Reino é preciso muita luta. Creio que para que possamos atingir nossos ideais cristãos mais valorosos, de igualdade e fraternidade, precisamos imitar Isaias no capítulo 55.1. "Ó vós todos os que tendes sede, vindes às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite".
O que mais me preocupa é que dentro de nossas igrejas (mesmo lotadas) há uma proliferação do paganismo e do mundanismo, que "falam" ao mesmo tempo que a revelação da Palavra, e é exatamente isso que nos devora. Devemos estar vigilantes, pois isto tem causado lamentavelmente grandes perdas para a Obra de Deus.
Pois bem irmãos! Está chegando um novo tempo. 2010 é tempo de clamar ao Senhor para que Ele possa derramar, abrindo as comportas dos céus um rio de unção, e que esta unção amoleça nossos corações e a desobediência para com a Palavra. Esta unção é muito necessária em nosso tempo, pois traz consigo o temor do Senhor, que gera arrependimento, para que desta forma cumpramos toda escritura. Assim, só assim, seremos homens e mulheres perfeitamente habilitados para boa obra do Senhor.

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4º APARTE: Pr. Gilson Souto Maior Junior, pastor sênior da Igreja Batista do Estoril/Bauru

Primeiramente precisamos compreender o contexto quando o Senhor disse: “Há esperança para o teu futuro...” (Jeremias 31:17). O profeta Jeremias está falando do amor de Deus por Israel e que por pior que fosse o exílio, os traria de volta. Por isso chama Israel no texto de Raquel e Efraim, numa clara alusão a José, o filho predileto de Jacó, que é representado pelo filho a quem Jacó abençoou com a bênção da primogenitura (cf. Gênesis 48:8-20).
Em segundo lugar precisamos ter uma compreensão bíblica correta do por que não há esperança. Segundo a Escritura, nos dias que antecederão à Vinda de Cristo, o mundo passará por mudanças drásticas e terríveis, em todos os aspectos e dimensões (cf. Mateus 24:1-14; 1Tessalonicenses 5:1-11; 2Tessalonicenses 2:1-17; 1Timóteo 4:1,2; 2Timóteo 3:1-9; 4:1-4; 2Pedro 3:1-15). Numa visão bíblica, a história e o fim já estão traçados por Deus. Somos peças fundamentais do plano divino, mas não devemos achar que somos responsáveis por mudanças de rota ou de caminho. Mas isso não deve significar imobilismo, acomodação ou muito menos conformismo. A Igreja de Cristo precisa agir no mundo segundo a vontade do Senhor Jesus, sendo o sal e a luz (Mateus 5:13,14,16), o perfume de Cristo (2Coríntios 2:15), a coluna e alicerce da verdade (1Timóteo 3:15).
Por isso não há esperança, pois o mundo já está condenado. Os falsos mestres e profetas oportunistas continuarão a enganar a muitos. A corrupção não é uma questão de política e religião, mas faz parte da natureza humana. Por que? Porque o ser humano é corrupto. Qualquer filho de Adão que vem ao mundo tem uma natureza depravada, mal e perversa diante dos olhos de Deus. Em maior ou menor grau, os pensamentos, palavras e ações de todo homem levam a marca do selo do pecado e da imperfeição. Logo no início a Escritura nos dá descrição da natureza humana: “O SENHOR viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal” (Gênesis 6:5).
Nós chamamos isso de depravação total do ser humano. Entretanto, precisamos ter uma compreensão correta desta expressão. Não estamos falando que a pessoa não-regenerada seja totalmente insensível em questões de consciência, de certo ou errado, uma vez que Paulo declara que os gentios têm a lei escrita no coração, de modo que “disto dão testemunho também as suas consciências e os seus pensamentos, ora acusando-os, ora defendendo-os” (Romanos 2:15). Ou seja, as pessoas possuem a consciência daquilo que é certo ou errado; há pessoas não-regeneradas genuinamente altruístas, que são bons cônjuges, bons pais, devotados aos filhos, bons cidadãos. Mas como bem sabemos, isso não é suficiente para salvar, pois do contrário seria obras e não fé.
O que queremos dizer com depravação total? Implica que o pecado é um problema da pessoa como um todo: o corpo (Romanos 6:12; cf. Rm. 6:6; 7:24; 8:10,13); a mente (Romanos 1:21; cf. 2Co. 3:14,15; 4:4); e as emoções (Romanos 1:26,27; cf. Gl. 5:24; 2Tm. 3:2-4). Se o corpo, a mente e os sentimentos estão envolvidos com o pecado, fica evidente que a vontade também é afetada. E isso é bastante significativo: Pessoas não-regeneradas não têm verdadeira liberdade de escolha, pois são escravas do pecado (João 8:34,36; Romanos 6:17,18).
Além disso, a depravação total implica que mesmo o altruísmo da pessoa não-regenerada sempre contém um elemento de motivação imprópria. Os bons atos não são feitos inteiramente ou mesmo basicamente em razão de um perfeito amor por Deus. Em todos os casos existe outro fator, seja a preferência do interesse próprio, seja algum outro objeto menor que Deus. Os fariseus que com tanta freqüência discutiam com Jesus faziam muitas coisas boas, mas não tinham verdadeiro amor por Deus (João 5:39-42).
Finalmente, a depravação total pressupõe que os pecadores são completamente incapazes de se apartar de sua condição pecaminosa. A bondade que demonstram é maculada por uma motivação menor que um perfeito amor por Deus e, portanto, não pode servir para justificá-los na presença de Deus. Mas, à parte disso, as ações boas e legais não podem ser mantidas consistentemente. Não conseguimos alterar a vida pelo processo de determinação, poder do pensamento e reeducação. O pecado é inescapável (Efésios 2:1,2,5). Isso não significa que os pecadores são absolutamente insensíveis aos estímulos espirituais, mas que apenas são incapazes de fazer o que devem. Os não regenerados são incapazes de obras genuinamente boas, que tragam redenção; o que quer que façam é morto ou ineficaz no relacionamento com Deus. A salvação pelas obras é absolutamente impossível (Efésios 2:8,9).
Mas a Igreja “evangélica” não gosta de pensar nisso, muito menos pregar a verdade bíblica. Por isso é uma vergonha nacional, usando artifícios baratos para manchar o Evangelho de Cristo. Mas graças a Deus que Deus sempre tem o remanescente, e é este remanescente que ainda brilha como a luz entre as trevas. Só há esperança para estes que vivem segundo Cristo e aguardam a Vinda do Senhor.
Desejamos a todos que lêem este jornal que Deus os abençoe e um Feliz Natal com Cristo, a nossa única esperança.

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5º APARTE: Pr. Francisco Molina - Comunidade Vida e Paz/Bauru

É claro que há!
O amado Ap. Paulo comenta que restam a fé, esperança e o amor... então a esperança é o complemento da fé... Fé, é o que desejamos para agora... Esperança, é o que desejamos para amanhã... E amor? Bom, eu diria que o amor é a mistura de ambos (fé e esperança) mas, totalmente voltada para o próximo...
Hoje temos mais “dó” do que amor... ”dó” não é um sentimento cristão, é só um sentimento bom, só isso, muito parecido com amor, mas sem atitudes, e o amor, este sim, é um sentimento voltado a atitudes, só se pode falar que amamos alguém se demonstrarmos isso com atitudes e não somente com palavras.
Mas que atitudes (de amor) estamos tendo? A de receber propina e entrelaçarmos nossos braços em oração (com o dinheiro na meia) e dizer a Deus... “perdoe-nos, somos imperfeitos...” (caso do mensalão de Brasília por dep. Evangélicos) ou a de ouvirmos no YOU TUBE Pr. Rodovalle entrevistando Caio Fábio fazer sérias denuncias de corrupção de líderes espirituais do mais alto gabarito e escalão do Brasil, e no mesmo you tube, Pr. Silas Malafaia respondendo ao Caio Fábio na mesma moeda? E tudo isto de púlpito... onde vamos parar? Há esperança? Sim... há esperança... mas calma, no final lhe direi qual...
Há interesses implícitos em cada ser humano que se justificam por versículos isolados da Bíblia para cometerem abusos e divisões em benefício próprio. Muitos pastores hoje querem ser reverenciados e honrados, querem aparecer mais que Jesus, João Batista já tinha dito algo assim mas ao contrário (importa que ele apareça e eu diminua) Jesus também diz a respeito disso aos que querem ser reconhecidos... “JÁ RECEBERAM SEU GALARDÃO”... pois, não oram mais em oculto, não fazem caridade em oculto, as igreja já não tem mais boas obras, tem apenas um confinamento de ovelhas. Hoje tenho visto Pastores irem pregar em igrejas alheias da mesma cidade com a desculpa de um ministério particular e ali pescarem para si discípulos para sua igreja, divulgam no púlpito alheio seu horário de culto e endereços... com que intenção? (Paulo falava que não ousava pregar sobre algum alicerce já construído).
Discípulos insatisfeitos com a liderança de suas igrejas existem aos montes... Olham para o homem e não para a PALAVRA. A PALAVRA não se inviabiliza pelo pregador, isto é, independe do jeito que ele esta para que ela tenha efeito, independe do intuito dele para que ela se cumpra... A PALAVRA tem vida própria e isto é mágico e Santo. Muitos podem discordar, mas creio num Deus que fica na porta de sua fazenda olhando para a estrada e para o relógio ansioso pela volta do filho para agarrá-lo pelo pescoço e beijá-lo com amor, muito diferente do que a maioria pensa, que Deus esta com seu arco e flechas de raio esperando pelo pecado do filho pronto para castigá-lo.
Eu acho impossível alguém conseguir surpreender o Senhor... afinal, ele sabe o que irá acontecer sempre... Então como podemos entristecê-lo ou decepcioná-lo se ele já sabe o que vai acontecer? Discípulos cochos, tendem a enxergar em outros pastores visitantes qualidade momentâneas e assim saem de suas igrejas atuais, depois de muito trabalho do pastor em anos de discipulado e apoio a ovelha. Isto chama-se INGRATIDÃO. O homem é ingrato por natureza... E sempre será. Como então impedir isso se a culpa é nossa mesmo? Confiamos nossas ovelhas que levaram anos para serem resgatadas de mão beijada a pastores que mal conhecemos em suas intimidades, mal sabemos como estes tratam suas esposas e às vezes não temos comprovações nenhuma de seus testemunhos, simplesmente acreditamos por sermos homens de Deus e acreditar que eles também sejam. Estes acabam por pregar muitas vezes heresias e visões absurdas para cativar as ovelhas insatisfeitas, sem falar das profetadas...depois que isso aconteceu , já era.... Os insatisfeitos compararão seu pastor ao visitante sempre e ficarão mais insatisfeitos ainda...Aquele ditado parece que tem razão, “A GRAMA DO VISINHO É SEMPRE MAIS VERDE”
Então não podemos reclamar mais disso.... as divisões acontecem porque existem interesses individuais, é só isso, basta uma ovelha ou co-pastor não concordar com o líder que se inicia uma fermentação que aos poucos contaminará boa parte do bolo... Dali, sairão para um novo salão e um novo nome, mas com os mesmos problemas velhos e estruturais de sempre.
Bauru tem apenas 3 casas de recuperação(somente masculinas e para adultos), não tem casa de recuperação feminina, não tem casa de recuperação para menores... mas tem pelo menos umas 1500 igrejas... porque? Porque não se abrem obras sociais com a mesma velocidade com que se abrem igrejas? Sabe por quê?, Porque estes ministérios sociais não tem púlpitos nem aplausos. Estes ministérios não tem dízimos. Estes ministérios não recebem seu galardão aqui na terra... Um viciado, Bêbado, homossexual, ladrão, assassino e assim por diante quando chegam a uma igreja como são tratados? Qual igreja que tem hoje ministério especial e bancado por ela para um trabalho destes? Se tiver alguma aqui em Bauru que tenha internamente um braço para este tipo de tratamento gostaria de conhecer...
As igrejas tem ministérios de louvor (gastam milhões por ano com instrumentos caríssimos), tem ministérios de jovens que na maioria das vezes se resumem em cultos muito parecidos com os de domingo, ministério infantil, fácil demais pro meu gosto, ministérios de casais, este é difícil e bom, mas conseguir casais preparados é muito difícil para que ele seja constante, ministério de sopão, que me parece legal, já vi em algumas igrejas mas eles tinham que angariar recursos próprios pois o pastor não dava dinheiro para o ministério, e quais outros ministério? De pregação? Escola dominical? Gente! Até quando daremos a volta sobre o moribundo no caminho? Ate quando faremos vista grossa aos doentes deste mundo para quem Jesus veio? Estamos focando os sãos e deixando os verdadeiros doentes de lado, hoje as igrejas só pensam em aumentar a arrecadação com a justificativa de aumentar os membros...
Bom... HÁ ESPERANÇA MESMO? Será? É claro que há!
ESPERAMOS A VOLTA DE JESUS PARA TORNAR O QUE É CORRUPTÍVEL EM INCORRUPTÍVEL....
Esta é a minha esperança... Volta logo Senhor!
Beijos a todos e como tenho que desejar algo para vocês, desejo inteligência e sabedoria em 2010, pois assim seremos mais ousados e empreendedores das boas novas aos pobres, doentes e sem esperança.

20 novembro, 2009

JCG/NOVEMBRO: Tatuagens e Piercings


O texto bíblico de Ezequiel 16.11 e 12 mostra a cidade de Jerusalém como a esposa de Deus e por Ele adornada com enfeites, braceletes, colar, brincos e uma linda coroa na cabeça, incluindo também um "pendente no nariz", (piercing) colocado pelo próprio Deus para enfeitar a sua esposa. Isso significa que colocar piercing não é pecado? Ao contrário dos usos e costumes das igrejas pentecostais históricas, onde os ornamentos femininos são proibidos devido a uma interpretação equivocada do texto de 1ª Pedro 3.3 e 4, conforme outros textos bíblicos, especialmente o livro de Cantares, quando a esposa sulamita do rei Salomão, que prefigura a noiva de Cristo, a Igreja, apresenta-se ornamentada com colares e brincos e ainda é sensual, ao mesmo tempo que é pura para o seu amado, e onde há descrições do relacionamento entre ambos com conotações eróticas, e ao mesmo tempo, santas, relativas ao amor conjugal, e ao de Jesus Cristo e sua noiva, a Igreja.
A cultura israelita, ou oriental mediterrânea, não inibe a expressão da beleza feminina por intermédio de adereços e jóias. Por isso, foi esse o presente enviado por Abraão por meio de Eleazar, seu servo, quando foi à casa de Labão para trazer esposa para o seu filho Isaque. A esposa escolhida, Rebeca, recebeu jóias preciosas como presente para o casamento (Gênesis 24.22). O pendente no nariz, ou o "piercing" fazia parte cultural do ornamento feminino (Gênesis 24.30 e 47), bem como os anéis, braceletes ou pulseiras, brincos (Gênesis 35.4) e colares (Cantares 1.10). Mesmo os homens usavam anéis, como sinal de selo real (Daniel 6.7), e como sinal de autoridade constituída por Deus (Ageu 2.23), de modo que também José recebeu o anel de Faraó e um colar de ouro para ser reconhecido como o Primeiro Ministro do Egito, o primeiro em autoridade após o próprio Faraó (Gênesis 41.42). José não era pagão, e nunca foi cúmplice das trevas por usar anel e colar de ouro.
O anel era sinal da autoridade de um patriarca, e a Bíblia relata que Judá deixou o seu anel, juntamente com o seu bordão para ser penhor do pagamento a Tamar, sua nora, que ele havia possuído sem identificá-la e como se fosse uma prostituta (Gênesis 38.18). Apesar do erro de relação com a suposta prostituta, foi exatamente o filho dessa relação sexual imoral que se deu a descendência real em Israel (Mateus 1.3), e o anel de Judá foi a salvação para Tamar não ser apedrejada como adúltera, bem como de sua descendência existiu e chegou ao nascimento do Salvador Jesus (Mateus 1.16). No entanto, a cultura cristã ocidental não admite homens usando jóias, bem como as mulheres usando determinados aparatos de vestuários, como se fossem sinais de paganismo ou de pacto com as trevas, embora sejam hábitos culturais que não são necessariamente satânicos ou demoníacos. Do ponto de vista médico, os piercings são fontes importantes de infecções, especialmente os colocados na boca, perfurando língua, mas também os colocados em qualquer outro lugar do corpo com potencial risco de contaminação como áreas de pêlos e de mucosas, bem como em genitais, já que inacreditavelmente existem pessoas que se dispõem a esse uso íntimo, com objetivos ou com prazer questionáveis. Também a colocação por "profissionais" sem conhecimento médico, e sem condições de higiene e assepsia, são fontes de infecções locais e algumas vezes generalizadas, com risco a vida da pessoa. Nesse sentido, há um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional brasileiro com a finalidade de proibir clínicas de tatuagem sem a presença e assistência de um médico, e o mesmo é válido para acunpuntura e piercings, o que tenta preservar a integridade física dos usuários, diminuindo riscos de infecções locais e generalizadas, hepatites e AIDS e suas consequências, inclusive a morte. E ao falar em tatuagens, existem argumentos fúteis e descabidos baseados no texto de Gálatas 6.17, quando o apóstolo Paulo diz que trazia em seu corpo as marcas de Cristo, como se ele tivesse sido tatuado, o que é um enorme equívoco. Paulo recebeu açoites por cinco vezes, bem como foi apedrejado e foi fustigado com varas (2ª Coríntios 11.23 a 25), em tentativas de ser assassinado pelos judeus que o confrontavam por suas pregações anunciando o Senhor Jesus. Essas eram as marcas cicatriciais que Paulo carregava em seu corpo, nada semelhante a tatuagens. Há relatos de pinturas nos olhos (2º Reis 9.30; Jeremias 4.30; Ezequiel 23.40), como maquiagem, mas não com conotação de tatuagens, ou marcas no corpo. Biblicamente existe um único texto que menciona: "nem fareis marca alguma sobre vós" (Levítico 19.28), sem especificações de que marcas seriam essas, mas que são interpretadas como tatuagens. E este versículo encerra com as palavras: "Eu sou o SENHOR.", expressão mencionada sempre como não ter outros deuses diante do SENHOR, ou não realizar práticas abomináveis contra Deus. Isso significa que as pessoas tatuadas não herdarão o Reino de Deus? Em parte, ter marcas no corpo significa confronto contra Deus com práticas de abominação, sim, o que acarretaria em não herdar a vida eterna, interpretando o significado da ordem explícita de Levítico 19.28. Por outro lado, Deus não olha para a aparência, mas para o coração (1ª Samuel 16.7). Explicitamente na Bíblia, existe uma única marca, a marca da besta, ou o número seiscentos e sessenta e seis, marca esta que será colocada sobre a mão direita ou sobre a fronte dos incrédulos que levará à morte eterna por significar pacto com Satanás e de adoração ao anticristo nos tempos da grande tribulação (Apocalipse 13.16 a 18; Apocalipse 19.19 a 21).
Profissionalmente, como médico, eu contraindico as tatuagens por riscos de transmissão de infecções como hepatite e AIDS, ou infecções bacterianas locais ou generalizadas, já que as condições de higiene e assepsia não são adequadas na maior parte dos locais de realização desse procedimento. Ministerialmente, como pastor, eu contra-indico devido aos antecedentes antropológicos de rebelião emocional, social e espiritual dos grupos de pessoas que promovem a realização das tatuagens, em confronto contra a estrutura familiar, contra a autoridade dos pais e contra a sociedade ou seus padrões morais. As "marcas no corpo" já eram realizadas há mais de quatro mil anos, de modo que foi colocada uma lei da parte de Deus para que não fossem feitas, por serem sinais de independência ou de rebelião do tipo "sou quem manda em meu corpo e na minha vida", apregoados na história contemporânea abertamente e intensamente pelo movimento hippie a partir dos anos 60 (há cerca de cinquenta anos!), juntamente com o uso de drogas e do sexo livre, quebrando os conceitos de virgindade antes do casamento, fidelidade conjugal, submissão da mulher ao marido, submissão e obediência dos filhos a seus pais e unidade familiar.
Atualmente as tatuagens estão sendo propagandeadas como "arte no corpo" ganhando pessoas inocentes sendo cada vez mais "aceitas" nos meios evangélicos, inclusive, como se fosse algo natural, do mesmo modo que homossexualismo e adultério passam gradativamente a ser aceitáveis, inclusive com diversas denominações "cristãs" ordenando pastores nessas e em outras condições inaceitáveis biblicamente para entrarem no Reino de Deus (Gálatas 5.19 a 21; 1ª Coríntios 6.9 e 10; Apocalipse 21.8). Qualquer poderá dizer: "Isso é muito radical. Acho que não é bem assim." É essencial ler os textos bíblicos citados para ver o que Deus diz a respeito desses assuntos. Do mesmo modo que Ele disse: "nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR." (Levítico 19.28)
E quanto aos que fizeram tatuagens na ignorância? Não serão salvos e estão condenados à morte eterna por causa de marcas feitas em seu corpo? Como Deus lida com os pecados de ignorância? Não diz a Bíblia que Deus não atenta para a aparência, mas atenta para o coração? (1ª Samuel 16.7)
Deus dispôs o sangue de Jesus (Romanos 5.6 a 11) para que todos pudessem se lavar, ser santificados e justificados de todos os pecados: impureza, idolatria, adultério, homossexuais passivos e ativos, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes, roubadores (1ª Coríntios 6.9 a 11). A Bíblia diz em Atos 17.30 e 31: "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos." O sangue de Jesus nos purifica de TODOS os pecados e faz que TODOS que se arrependem alcancem a salvação. Aleluia! E que seja assim nessa última geração antes da volta do Senhor Jesus para retribuir a cada um segundo o bem ou o mal que tiver feito por intermédio do corpo (2ª Coríntios 5.10).




Pr. Haroldo Tôrres Alves
Igreja Cristã Reviver - Curitiba/PR

24 outubro, 2009

JCG/OUTUBRO: Calvino. O legado


O ano de 2009 é muito significativo para os presbiterianos e cristãos das demais igrejas reformadas do mundo inteiro, pois, no dia 10 de julho do corrente, foi comemorado os 500 anos de nascimento do reformador protestante chamado João Calvino (Jean Cauvin), nascido em Noyon, na França, o segundo filho do casal Gérard Cauvin e Jeanne Le Franc. Seu pai foi um dos arcebispos da cidade de Nyon e pôde dar a João Calvino a oportunidade de uma boa educação – privilégio de poucos para a época. Estudioso, inteligente e dotado de uma memória notável, João Calvino estudou latim, grego, hebraico, gramática, retórica, filosofia, lógica, aritmética, geometria, astronomia e música.
Em 1526, na capital Paris, aos 17 anos de idade, Calvino ingressou no famoso Colégio Montaigu para estudar Teologia e preparar-se para a carreira eclesiástica. Acredita-se que por esta época ele tenha tido sua primeira experiência religiosa. Contudo, seguindo o desejo de seus pais, deixa os estudos de teologia para estudar Direito e Literatura, de 1528-1532.
A real conversão se deu em 1533, aos 25 anos de idade, influenciado principalmente por seu primo Robert Olivétan. Esta profunda experiência religiosa de súbita conversão ao Senhor Jesus Cristo se deu especialmente através das Escrituras Sagradas. Não podendo conter a verdade que ardia em seu coração, João Calvino entra em contato com os grupos reformistas protestantes de Paris para deles aprender mais da Palavra de Deus. A partir daí, sua vida mudaria por completo!
Ainda no ano de 1533, influenciado grandemente pelas ideias protestantes, Calvino faz um discurso público "tão luterano" e revolucionário na Universidade de Paris, atacando principalmente a teologia da Igreja Católica Apostólica Romana. E como não poderia ser diferente, Calvino já não podia mais ficar em Paris ou em qualquer cidade do território da França, porque estava com a sua cabeça a prêmio, condenado pela Igreja Católica. João Calvino se tornava, portanto, mais uma das grandes vozes que clamava pela Reforma da Igreja Cristã em sua época.
Sendo obrigado a fugir da França, Calvino adota Genebra (Suíça) como sua terra para ali viver e implantar a Reforma Protestante ao lado de Guilherme Farel, outro grande reformador protestante. Casou-se em 1540 com uma viúva anabatista chamada Idelette de Bure, em cerimônia realizada pelo amigo Farel. Contudo, o casal não deixou descendentes, o único filho morreu poucos dias depois de nascer em 1542. Calvino serviu a Deus em Genebra como teólogo, pastor, pregador da Palavra, advogado e prefeito da cidade. A influência de João Calvino em Genebra foi além da religiosa. Ele se preocupou não somente com a espiritualidade da fé cristã, mas principalmente em como aplicar as verdades e princípios da Bíblia nas esferas sociais, políticas, econômicas e culturais. Calvino foi um ardoroso proclamador da solidariedade humana e da responsabilidade social perante Deus e ao próximo. Sob a sua influência, Genebra se tornou um lugar de abrigo e refúgio para os protestantes que eram perseguidos pela Igreja Católica de toda a Europa.
O maior legado deixado por este brilhante estudioso das Escrituras Sagradas e reformador protestante foi sua obra literária, sistemática e teológica chamada Instituição da Religião Cristã – ou simplesmente As Institutas. Calvino levou 23 anos para produzir este livro, que ficou conhecido como um manual de instrução da fé cristã, contendo todo ensino doutrinário das Sagradas Escrituras, comentado de Gênesis ao Apocalipse. Com mais de 80 capítulos, mais de 1200 páginas, esta obra monumental e colossal é, depois da Bíblia, uma das obras mais importantes e influentes produzidas pela Reforma Protestante do século XVI. Nesta obra, João Calvino devotou todas as suas energias, todo o seu coração servindo ao seu Senhor de maneira apaixonada para produzir e entregar ao mundo uma exposição clara das verdades da religião cristã que necessitavam ser retomadas e revividas pela igreja cristã, depois de 12 séculos de corrupção e adulteração sob o poder da Santa Sé Católica Romana.
Ninguém poderá negar a importância de João Calvino para a história da Igreja Cristã no mundo. Os alicerces lançados pelo reformador Martinho Lutero – em 31 de outubro de 1517, foram a base para que João Calvino não só sistematizasse as verdades das doutrinas cristãs, como também pudesse estruturar a política e o pensamento teológico da Reforma Protestante. O pensamento de Calvino causou um impacto internacional, atingindo não só a Europa como também todos os continentes onde a fé Cristã Reformada aportou. Em pesquisa recente, publicada pelo jornal New York Times (maio de 2009), o calvinismo foi apontado como a 3ª ideia que mais influenciou e ainda influencia o mundo ocidental. Contudo, jamais devemos colocar Calvino em um pedastal superior, muito menos incorrer no perigo da calvinolatria. O próprio reformador, João Calvino, nos ensinou em seus escritos a glorificar somente a Deus (SOLI DEO GLORIA) e lutou incansavelmente para que a Igreja Cristã voltasse para a autêntica fé cristã e obediência à Palavra de Deus (única regra de fé e prática dos discípulos de Jesus Cristo).
Apesar disto, João Calvino, juntamente com todos os Reformadores Protestantes do século XVI, foram considerados pela Santa Fé Católica como hereges e traidores da "verdadeira igreja", sectários e divisionistas. Entretanto, à dispeito da opinião dos Católicos Romanos, Deus estava atuando na Reforma e havia despertado a Igreja para uma nova vida. O próprio Calvino escreveu: "Deus infundiu nova vida em sua Igreja, como se os ossos de um esqueleto fossem mais uma vez revestidos de carne".
A existência de Calvino foi breve e curta, mas de grande relevância. Faleceu aos 55 anos incompletos em 27 de maio de 1564. Sua vida, obra e exemplo só tem validade se entendermos qual foi a sua razão de viver. Calvino escreveu: "Pertencemos a Deus: vivamos e morramos, pois, por ELE. Pertencemos a Deus: deixemos, pois, que a sua sabedoria e vontade dominem todos os nossos atos. Pertencemos a Deus: façamos, portanto, com que todos os aspectos da vida busquem a ELE, como nosso único legítimo alvo". Foi perseguindo este alvo que João Calvino ajudou a Reformar a Igreja Cristã do século XVI e pôde contribuir para mudar a sociedade da sua geração. E não é esse mesmo o desejo de Deus através dos séculos até a volta de Cristo, usar homens e mulheres, que estejam dispostos a oferecer seus corações pronta e sinceramente, para fazer a diferença e marcar o seu tempo e a sua geração? Karl Barth, teólogo do século XX, nos faz lembrar o significado de Calvino: "Reconhecemos em Calvino um exemplo e um modelo na medida em que ele mostrou à Igreja de seu tempo, de maneira inesquecível, o caminho da obediência, obediência no pensamento e nos atos, obediência na vida social e política. Um verdadeiro discípulo de Calvino, pois, só pôde fazer o seguinte: obedecer, não a Calvino, mas àquele que foi o mestre de Calvino – Jesus Cristo!". SOLI DEO GLORIA.


Rev. Antonio Pedro de Morais
Igreja Presbiteriana Independente de Bauru

22 setembro, 2009

JCG/SETEMBRO: Há vida fora da Terra?

Muita gente vive implicada com esta questão e dedica seus dias aqui na Terra a essa investigação. Então lhes surgem algumas perguntas: Se existe vida fora da Terra, que tipo de vida é esta? Vida simples? Vida complexa? Que tipo de inteligência está presente nela? Ou, simplesmente, não existe vida fora daqui?
Iniciando a discussão. Poderíamos nos prolongar por toda a nossa existência e não esgotaríamos este assunto, que está além dos recursos de que dispomos e da nossa própria capacidade de compreensão, mesmo considerando os avanços da ciência e de tudo aquilo que ela já acumulou de conhecimento. A ciência diz que há a possibilidade de vida fora daqui, mas ainda não encontrou nenhum lugar neste universo criado por Deus onde pode afirmar com segurança que ali foi ou é possível haver alguma espécie de vida. Existem muitos e complexos requisitos para a existência de vida aqui na Terra, por exemplo, a distância em que nos encontramos do Sol, as próprias dimensões e características do nosso Sol e seu sistema, a existência da Lua, a velocidade de rotação da Terra, o grau de inclinação no seu próprio eixo, sua órbita, suas dimensões, a espessura e a composição da sua atmosfera e por aí vai. Então, ao olharmos para o nosso planeta e entendermos como a vida aqui se estabeleceu, aplicando todos estes requisitos em outros lugares, as chances parecem ser bem pequenas. Mais um detalhe, tendo Deus criado o universo e estabelecido leis uniformes nele, é de se esperar que os mesmos tipos de condições determinem a vida em todos os lugares.
Uma pausa. Somos cristãos e a Bíblia é a nossa regra de fé e prática, mas ela silencia quando o assunto é a vida em outros planetas. Por quê? É simples, pois este não é o seu motivo, mas a apresentação de Deus ao homem e da vida plena que Ele tem para cada um de nós. Quando deixamos Deus alinhar a nossa existência com a Sua, a vida floresce num nível nunca antes visto por nós. Então, a vida na sua essência é a existência com Deus e é isto que nos faz seres religiosos, que nos leva a buscar na transcendência o sentido da nossa estada nesse mundo.
Voltando ao assunto. Preliminarmente, uma teologia fundamentada na Bíblia e contextualizada com o homem do seu tempo não tem como foco principal de suas preocupações a questão da vida fora da Terra, mas a vida em sua essência como explicamos acima. O assunto em tela melhor seria trabalhado por outras disciplinas, como a astronomia e a astrofísica; mas como somos habitantes desta Terra e aqui isso traz inquietações, podemos sim considerar esta questão e apresentar nossa opinião. É saudável para a formação de conhecimento ouvir outras vozes e, por que não, dos religiosos. Para tratarmos o assunto de maneira séria e sincera poderíamos responder a esta indagação de duas formas antagônicas: não, não é possível a existência de vida fora da Terra; e sim, é possível a existência de vida fora da Terra. Vamos entender melhor estas duas posições.
Não, não é possível a existência de vida fora da Terra. Esta seria uma resposta segura e biblicamente correta, pois na Palavra de Deus não vemos citações que venham embasar a idéia da existência de outros mundos habitados por seres vivos, mesmo considerando as numerosas citações da existência de outros seres inteligentes que tem atuação em nosso mundo material, mas que a ele não pertencem, que são os anjos. Estes são seres espirituais livres e inteligentes, de juízo moral, que têm grande poder, mas não habitam noutros mundos deste universo material, pois são incorpóreos (Hb 1:14). Vejamos um argumento interessante que sustenta esta posição contrária. A Bíblia conta a história de Deus interessado na recuperação do homem e do universo, que foram corrompidos pelo pecado. Começa com a criação perfeita do universo e da raça humana, com a qual o Senhor estabelece uma relação especial, diferente dos demais entes criados. O pecado entra em cena, mas não frustra os planos de Deus, que põe em ação a Sua forma de trazer as coisas para o devido lugar. No decorrer da história Ele se revela aos homens, elege um povo em Abraão, diferentemente prepara este e os demais povos para a primeira vinda do Mediador, Jesus Cristo (Gl 4:4), para salvar o homem e, posteriormente, na sua segunda vinda, para restaurar toda a Sua criação. Seria mesmo uma história da recriação de Deus em Jesus pelo Espírito Santo. Consideremos uma coisa, se Jesus vem para restaurar o homem e toda a Sua criação, então, todo o universo necessita de uma restauração, porque os efeitos do pecado não se restringem apenas à raça humana (Gn 3:14-19 – por mais que esta seja uma narrativa local, subentende-se que os seus efeitos sejam cósmicos, porque ali está a gênese da criação). Se existem outros mundos habitados, certamente estes também teriam sido atingidos por este flagelo. Mas, se o pecado apareceu como manifestação de um espírito livre, onde reside a vontade pessoal do ser, surge uma pergunta: Como outros seres inteligentes, portanto, espirituais e livres, seriam atingidos pelo pecado manifesto na nossa raça humana? (Rm 5:12) Com os anjos a queda no pecado também foi assim (Jd 6), e cada um responde pelos seus próprios atos. Portanto, os atos dos anjos e da raça humana não poderiam afetar possíveis outros seres inteligentes de outras partes deste universo que, porventura, não tivessem pecado. Esta é uma questão controversa, mas o que poderia nos calar seria a estranha ideia de um motim universal de todos os seres espirituais livres contra Deus. Paremos por aqui, porque outros argumentos bíblicos contrários à vida fora da Terra poderiam ser levantados e não temos espaço para todos eles.
Sim, é possível a existência de vida fora da Terra. A teologia, como boa ciência que é, se faz com perguntas e não com respostas prévias ou pré-direcionadas. Se quisermos tratar do assunto da vida em outros lugares devemos deixar a pergunta ser feita e partir para possíveis respostas. Vimos acima a impossibilidade desta inquietação, considerando a revelação de Deus na Sua Palavra. Mas, o que sabemos exaustivamente sobre Deus e Seus atos? Sabemos que a Bíblia é suficiente para nós como revelação de Deus, mas é insuficiente para esgotar em si mesma a compreensão plena que se pode ter de Deus, coisa que é mistério, pois Deus é inexaurível. Podemos conhecê-Lo, e Ele permite isso ao se revelar a nós, mas sempre nos surpreenderemos com Ele, até mesmo quando estivermos na Sua eternidade. O Senhor sempre será para nós uma grata e abençoada surpresa. Sabemos aquilo que é necessário de Deus, mas não tudo sobre Deus e isto se refere também aos Seus atos: "As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei" (Dt 29:29). Vejamos uma coisa, a ciência descobriu que o universo é imenso, mas não é infinito (não podemos indicar onde está o seu fim), e que não temos a mínima possibilidade de chegarmos até os seus extremos, pois o tempo de existência da humanidade seria insuficiente para isso, mesmo considerando o viajar na velocidade da luz. Extremos que turvamente conhecemos pela observação astronômica; extremos porque alguns pensam estar a nossa galáxia, a Via- Láctea, no centro deste universo. Interessante isto, não? Se verdadeiramente estamos no centro e devido às absurdas distâncias astronômicas não ser possível alcançarmos os extremos, então, dificilmente chegaremos a ver o que exatamente existe ali, inclusive possíveis lampejos de vida. Até mesmo se aquilo tudo ainda existe, pois a luz que nos chega está no atraso das longas distâncias que percorre, portanto, passível dos corpos celestes que as emitiram nem mais existirem. São coisas encobertas pelo espaço-tempo, coisas dificilmente compreensíveis, onde temos um limite imposto por Deus à nossa compreensão, mas que, de certa forma, não nos impossibilita pensar em alguma espécie de vida nesses lugares, mesmo que avessa a tudo aquilo que já conhecemos. Não é porque não vemos que a coisa não pode existir.
Finalmente, creio que para esta pergunta "Há vida fora da Terra?" a sinceridade e o bom senso devem nortear nossas posições. A Bíblia é infalível, pois é a Palavra de Deus Imutável, e ela não nos autoriza a crer em vida em outras partes do universo. Por outro lado, não podemos colocar Deus numa caixinha, ou num caixão, concebidos segundo nossas particulares pretensões e sepultar toda e qualquer possibilidade de nos surpreendermos com Ele. Deus é o Senhor da Vida e, se até num coração morto em meio a pecados Jesus faz brilhar a Sua luz, vida em outro canto qualquer deste universo Ele poderia ter colocado, inclusive noutro(s) universo(s). A partir daqui silencio minhas palavras.



Pr. Flávio Bini Bortoloti
Prof. da Faculdade Teológica Batista Bauru.

16 setembro, 2009

NOTÍCIA: TV Preve e Cidade Gospel fecham parceria

O Jornal Cidade Gospel fecha parceria com a TV Preve para a divulgação de sua programação evangelística transmitida nas madrugadas para Bauru e região. O objetivo, é fortalecer o trabalho de divulgação dos dois veículos integrando mídia impressa e televisiva na divulgação do Evangelho de Jesus.
"Para nós do Jornal Cidade Gospel é uma grata satisfação essa parceria entre o jornal e a TV Preve, afinal, buscamos o mesmo objetivo: levar informação de qualidade e cultura aos nossos expectadores" – enfatiza Liliana Correia, diretora do JCG.
A TV Preve é uma emissora educativa ligada ao Grupo Preve. No ar desde 1995, alcança grande parte da região de Bauru levando uma programação diversificada, repleta de programas jornalísticos e de interesse geral, contemplando: saúde, política, entrevistas e entretenimento - objetivando acima de tudo, valorizar as coisas e a gente da nossa região. Com uma programação de qualidade que chama ao raciocínio, a TV Preve já conquista a audiência da nossa região e se destaca com uma profissionais de alto gabarito.
A programação especial Evangélica vai ao ar todos os dias a partir da 0h30, onde os telespectadores podem assistir a diversos programas de vários ministérios da Região. Veja nesta edição a programação completa das madrugadas de evangelismo da nossa TV Preve.

22 agosto, 2009

JCG/AGOSTO: A Autoridade Divina


AUTORIDADE DE DEUS SUSTENTA O SEU TRONO. "O seu trono, ó Deus, é para todo o sempre..." (Sal. 45:6).
"Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata de seu Ser... No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos; eles perecerão; tu, porém, permaneces..." (Heb. 1:3,10,11). Está aí a autoridade sem igual no universo! Nada a sobrepuja. Deus é autoridade em todas as coisas; toda autoridade foi instituída por Deus (Rom. 13:1-7).
Quando Satanás quis usurpar a autoridade divina, colocando o seu trono acima do trono de Deus, foi violada a autoridade de Deus; estabeleceu-se, então, o princípio de rebeldia (autoexaltação) que Deus condenou por ser um princípio satânico. Servir a Deus significa livrar-se totalmente desse princípio diabólico.
Paulo, depois de se encontrar com o Senhor na estrada de Damasco e cair ao chão, logo reconheceu Jesus como Senhor: "Quem és tu, Senhor"? Tendo se sujeitado à autoridade divina, se sujeita também a Ananias, autoridade delegada de Deus em Damasco. Deixa de ser o perseguidor do "Caminho" para passar a fazer parte do "Caminho".
Davi, por sua vez, podia matar a Saul que o perseguia, mas evitou. Na segunda vez Saul dormia e Davi conseguiu entrar no acampamento. Abisaí quis matar Saul com uma lança, mas Davi o proibiu com um juramento: "Quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor, e fique inocente"? (1Sam. 26:9).
Deus quer manifestar Sua soberana vontade ao mundo através da igreja, como corpo de Cristo. Os seus membros recebem Jesus como Senhor de suas vidas, assim como acontecera com Paulo, e passa ser testemunha da autoridade divina a aqueles que foram cegados por Satanás, para que eles também possam crer e submeterem-se.
Para que haja submissão é preciso que se reconheça o princípio da autoridade. E só a sujeição ao princípio da autoridade divina é capaz de matar o "ego". Só quando enviados sob a autoridade de Deus, investidos da unção do Espírito Santo, podemos nos considerar aptos para o trabalho de Deus. Jesus repreende aqueles que profetizam, expulsam demônios e acabam por fazer maravilhas em Seu nome. Pois estes obreiros que não estão sujeitos à autoridade têm como base de trabalho o seu próprio "ego", a sua própria "carne".
• O OBREIRO TEM QUE APRENDER A ESTAR SUJEITO
Lembremo-nos. Existem dois princípios: o da autoridade divina e o da rebeldia satânica. Não podemos servir a Deus e a Satanás. Como pode um obreiro fazer a sua própria vontade e ao mesmo tempo fazer a vontade de Deus? É realmente impossível. Ou servimos a um ou ao outro.
Aliás, todo ser humano devia aprender o princípio de sujeição à Deus para vir a se sujeitar às suas autoridades delegadas: professores, pais, guardas policiais, pastores, etc. Cada um devia saber quem está acima para logo passar a se sujeitar.
• MÚLTIPLAS DIVISÕES
As tantas divisões da Igreja, muitas delas são resultado da insubmissão! Já somos mais de seiscentas denominações evangélicas só em nosso país! E como fica a unidade da Igreja diante da oração sacerdotal de Cristo? "Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da tua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também eles, em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste" (João 17:20,21). Há muito da apostasia dos últimos dias já prevalecendo! Há em múltiplos aspectos uma forte degringolada da sociedade humana nos nossos dias! Há até a preferência absurda de uma vida fácil de corrupção para se prosperar do que suar o rosto num trabalho honesto e sujeitar-se ao princípio de autoridade como a Bíblia ensina! Necessário que se restaure o princípio de autoridade divina a fim de que se aprenda obedecer, e a soberana vontade de Deus prevaleça para o benefício de todos nós.


Abílio Pinheiro Chagas
COMUNICAÇÃO E MISSÃO CRISTÃ
cmc@travelnet.com.br

11 agosto, 2009

HOMENAGEM PÓSTUMA: Pr. Nilton L. Baro

No último dia 10 de agosto, faleceu o pastor Nilton Paulo Lira Baro, pastor-fundador da Comunidade Vineyard de Bauru - duas vezes presidente do Conselho de Pastores Evangélicos de Bauru e Região, e também fundador e colaborador de muitos outros ministérios cristãos em nossa região. Pastor Nilton deixou a esposa, Maria Dora, os filhos Maressa, Paulo, Erika e Michele, além de quatro netos.
O cidadão Nilton Lira era natural de Bauru, descendente de espanhóis, foi criado na quadra dois da rua Araújo Leite, onde mais tarde, construiu sua casa e também seu consultório dentário. Formou-se dentista pela Faculdade de Odontologia de Bauru – USP, e nunca abandonou a profissão que tanto amava e à qual tanto se dedicou. Nos últimos anos, além do consultório particular, como funcionário público federal, era dentista do SMI – Serviço de Moléstias Infecciosas, atendendo especificamente pacientes HIV positivo.
Com espírito pioneiro, o Pastor Nilton fundou duas igrejas, a Comunidade Cristã de Piratininga e a Comunidade Cristã de Bauru, que se associaram à Vineyard International, vindo a ser as duas primeiras igrejas Vineyard no Brasil. Estas duas igrejas frutificaram em outras que foram plantadas em outras partes do país e também na organização da Vineyard Music Brasil, braço musical da igreja, cujas produções fonográficas estão espalhadas pelo Brasil e outros países de língua portuguesa.
Pastor Nilton foi também um dos fundadores do Esquadrão da Vida, atuando não apenas como membro da diretoria, mas também, oferecendo serviços gratuitos de odontologia, ensino bíblico, aconselhamento e oração. Além disso, foi o fundador do Capítulo da Adhonep - Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno - em Bauru e foi o primeiro implementador dos cursos da Universidade da Família em Bauru, entre eles Casados para Sempre e Veredas Antigas. Foi sua também a iniciativa de trazer o ministério Desperta Débora para Bauru, e também, foi o contato principal para que o ministério JOCUM - Jovens Com Uma Missão trouxesse uma base para a cidade e estabelece-se aqui a Vila do Louvor. Durante sua vida de serviço cristão, o Pr. Nilton fez diversas viagens missionárias para China, Coréia do Sul, Estados Unidos, Bolívia, Costa Rica e outros países. Em algumas delas, como para a Europa e África, trabalhando como dentista-missionário, tratando dos dentes, mas também, da alma das pessoas.
Seu velório e funeral recebeu centenas de pessoas, que emocionadas, prestaram suas últimas homenagens e participaram de um culto de louvor a Deus, na Vineyard de Bauru. Durante a cerimônia, foram projetadas na tela as palavras do Apóstolo Paulo, em 2 Timóteo 4.7 que servem como memorial da vida deste incansável servo de Deus: "Combati o bom combate, acabei a corrida, guardei a fé". Leia abaixo algumas palavras proferidas pelos pastores que falaram na cerimônia:
“Nilton foi meu pai na fé. Ele me encontrou quanto minha vida estava arruinada e
falou do amor de Deus para mim, com palavras sim, mas especialmente com gestos
práticos de amor e bondade. Estou aqui hoje por causa dele. Os frutos de sua
vida são incontáveis, eu sou um deles” – Pedro Peres, pastor da Comunidade
Cristã Nova Aliança, em Agudos, SP

“Me lembro das palavras que ele disse quando eleito pela primeira vez como
presidente do Conselho de Pastores: ‘aprendi a nunca dizer não àquilo que Deus
me diz para fazer’. A marca de um homem de Deus é o legado que ele deixa. Pr.
Nilton se foi, mas deixa sua marca.“ – Edson Valentim, pastor da Igreja
Batista Bereana de Bauru, SP, e presidente do Conselho de Pastores Evangélicos
de Bauru e Região

"Um homem de coração quebrantado. Pastor Nilton, a quem conheci desde a
juventude sempre foi um homem quebrantado. Enquanto existem muitos hoje orando e falando alto, realizando grandes obras, devemos lembrar que Deus se alegra é com homens de coração quebrantado. Pastor Nilton era um desses homens, como poucos que já conheci” – José Walter Lelo Rodrigues, pastor da Igreja Manancial de Sião, em Bauru, SP.

“Pr. Nilton foi meu segundo pai”. – Milton Lucas, pastor da Comunidade Vineyard de Piratininga-SP e presidente da Vineyard Music Brasil. “Embora não entendamos completamente a partida de alguém tão querido como o Pr. Nilton. Confiamos em Deus e sabemos que através de sua vida Seu nome foi glorificado” – Levi Momesso, pastor da Igreja O Brasil Para Cristo.

“O Pr. Nilton foi exemplo de homem de Deus, no meio dos fiéis e infiéis.
Foi exemplo de integridade,fidelidade, amor pelo Senhor Jesus e amor pela obra de Deus e Reino de Deus. Também foi exemplo como filho, marido, pai e pastor” – David Asckar, pastor da Comunidade Vineyard de Bauru (por carta)


» Deixe registrada sua homenagem ao querido pr. Nilton.

(clique abaixo em COMENTÁRIOS)


24 julho, 2009

JCG/JULHO: Louvor: De volta ao Lugar

"— Eu fui da linha protestante somente porque gostava das músicas, nada além disso. Cantei depois em uma Igreja de outra confissão porque gostava da música sacra... hoje sou desta religião porque me encontrei... a música para mim é uma entidade e quem me protege é..."
As palavras acima são apenas um trecho da entrevista dada há poucas semanas, por uma cantora de renome no Programa Sala de Notícias da TV Futura, quando perguntada pelo entrevistador sobre o que ela pensa da música.Como músico compositor, imergido neste universo desde a minha infância, não pude conter minha indignação ao perceber o quanto a música tem estado fora de lugar — ao ouvir um outro cantor também de renome, falando da música em entrevista na TV usando termos pejorativos sem contar os inúmeros palavrões citados durante a entrevista.Bem, mas até aqui, estamos falando daqueles que não temem a Deus, e não seria nenhuma surpresa para nós cristãos, perceber o quanto eles não entendem o valor da música.
Em 2006, quando da prensagem de meu CD em São Paulo, estava sentado na recepção da empresa que prestaria este serviço e mais uma indignação. Ao meu lado um jovem com sua mãe que puxa conversa perguntando-me se eu havia gravado, afirmei que sim, perguntaram o estilo, eu informei, quando de repente a mãe diz: — ah... Fulano também ia gravar um gospel. Eu fiquei contente e perguntei: de que Igreja vocês são? — Igreja? — se espantou a mãe. — De Igreja nenhuma. É que fulano tem uma voz boa e a "gravadora tal" disse que faria sucesso, então fizeram um estudo e acharam melhor que meu filho gravasse forró mesmo.
Talvez você leitor esteja pensando que a "gravadora tal" que ofereceu gravar "um gospel" com este não cristão é gravadora do mundo não é? Sinto em informar que não era uma gravadora secular. Pelo menos não no nome.
Em 2008 um programa de televisão, secular, apresentado aos sábados, fez um estudo e apresentou uma reportagem sobre o que mudou na música brasileira nestes últimos 10 anos. Sabe qual foi a resposta? Nada!
Eles chegaram à conclusão de que a música popular brasileira entrou em decadência nesta última década. Nenhuma letra criativa, apenas cópias, nenhum sucesso duradouro, apenas músicas descartáveis. Imediatamente pensei: se eles, não conhecendo o verdadeiro valor da música, chegaram a esta conclusão, será que nós, cristãos autênticos, instrumentos de Deus para entoar a verdadeira música, estamos no caminho certo?
A música está em todo lugar. No carro, no escritório, nas clínicas de terapia, no cinema, no ônibus, nas academias, etc...A música mexe com nossas emoções. A música, independente de onde é tocada, cria uma linguagem universal, ultrapassa barreiras, mas nem sempre ela está no devido lugar. A música é criação de Deus, para Deus! Não é nossa intenção aqui abranger este tema no universo secular, pois faltaria espaço, mas focaremos o universo cristão da adoração. Costumo dizer que "a voz ou o instrumento mais afinado do mundo é aquela ou aquele que agrada os ouvidos de Deus e é cantada ou tocada de coração". Tudo foi criado para a glória de Deus, inclusive a música.
Se pretendermos devolver a Música, ao seu devido lugar, precisamos começar com Deus. Seu poder, sua majestade, seus atributos. É para Ele, autor da música que cantamos.
Lembro-me quando criança, nos meus primeiros anos de música, sempre que tocava ou cantava algo para alguém, perguntava: o que você achou? Precisamos perguntar a Deus o que Ele pensa de nossa música. É para Ele. Lutero disse que a "música deve ser serva da palavra". (Colossenses 1.16) Daí entendemos que a música como serva, irá concordar com a Palavra de Deus e jamais contrariá-la. Devemos adorar através da música "em espírito e em verdade" (João 4.24)."Com o espírito, mas também com o entendimento" (1 Coríntios 14.15) O prefácio do Hinário Para o Culto Cristão registra: "o cântico reflete a fé, as tradições, os valores, as preferências, as doutrinas, os rumos e a espiritualidade de cada um de nós. Nosso cântico reflete quem somos e onde estamos, na peregrinação cristã".
Hoje é possível descobrir a teologia de uma Igreja apenas pelas letras de músicas que são cantadas.
Infelizmente, muitas Igrejas, nestes últimos anos, restringiram o universo da música, que deveria ser serva da Palavra, a apenas poucos temas da esfera cristã. Lembro-me que há 20 anos cantávamos sobre a volta de cristo. Quando foi a última vez que você ouviu ou cantou uma música que fala da volta de Cristo? Música com temas bíblicos sobre serviço cristão, dízimo e ofertas, missões, família, sacrifício, perdão, esperança, eram comum nos cultos. Antigamente, a meu ver, as músicas iniciavam com: eu te adoro, eu te sirvo, eu te espero, eu te amo, eu te exalto, eu te invoco, eu perdôo, eu te entrego tudo.
Hoje, muitas músicas, começam com: eu posso, eu quero, eu sinto, eu determino, eu vou. O centro muitas vezes tem sido o homem, e não Deus. Existem músicas que nem mesmo citam o nome de Jesus. Devemos fazer algumas perguntas se quisermos devolver a música de volta ao seu lugar: está de acordo com a Palavra de Deus? O centro é Deus e não o homem? Faz parte da história da vida de alguém? (Sl 102.18) reflete a fé genuína do povo de Deus? Tem teologia? Ensina? Exorta? Consola? Admoesta? Concorda com o tema do culto? Jesus é exaltado?
Música de volta ao lugar porque é para Deus. Música de volta ao lugar porque é serva da Palavra. Música de volta ao lugar no culto. A música deve estar em conformidade com o tema da mensagem de maneira que contribua para que o ouvinte compreenda a vontade de Deus para sua vida. Faltaria espaço para falar da música de volta ao lugar no culto cristão, mas podemos citar que jamais nos apresentaríamos diante de uma autoridade sem reverência. A música no culto, como serva da Palavra, deve ajudar os servos do Senhor a entrar em sua Santa Presença pela adoração, depois gratidão, passando pela confissão, invocação, comunhão e disposição para mudança de vida.
Infelizmente, em muitos lugares, têm faltado a boa ordem e decência musical. Alguns entram na presença do Pai, sem prestar-lhe a devida reverência. Música de volta ao lugar na mão de verdadeiros músicos.
Tive um aluno, não cristão, que não saía no fim de semana para economizar dinheiro e comprar a melhor guitarra e amplificador para sua música.
Este rapaz fora abandonado pelo pai ainda bebê. Morava com a mãe em um terreno doado pela prefeitura em uma casa muito humilde, mas quando a coisa era música, ele vinha a pé de sua casa para não gastar com ônibus, pagava sua mensalidade sempre em dia, nunca faltava as aulas, porque queria dar o melhor para sua paixão. Estudou dois anos e meio com afinco.
Música de volta ao lugar, nas mãos de verdadeiros músicos cristãos, que valorizam a música, que dão o melhor de si, que estudam e investem em sua paixão. Não fazem de qualquer jeito porque nosso Deus — criador da música — merece o melhor. Música de volta ao lugar na boca de verdadeiros cristãos que não pedem desculpa porque não ensaiaram, mas que ensaiam primeiro antes de cantar. Estudam, se esforçam, para apresentar o melhor ao Senhor. Melhor que o mundo faz para o mundo, como na história deste rapaz.
É preciso antes de um envolvimento no ministério de música, uma avaliação do talento musical e compromisso da pessoa em continuar se desenvolvendo na música, sob pena de prejudicar o ministério pela dificuldade musical ou pela acomodação.
Música de volta ao lugar na terminologia correta. Louvar é elogiar a Deus, e isto pode ser através de uma palavra, de um testemunho, de uma oração, poesia e também da música.
Daí o erro de dizer que vamos "louvar um hino". Nós louvamos a Deus através de um hino. Daí também o erro de chamarmos a "equipe de louvor", neste caso toda a Igreja deveria ir a frente, porque todos louvam através da música. O correto é "equipe de música".
Outro erro, é dizer que a música liberta. A música pode atuar na emoção, mas quem liberta é a Palavra de Deus crida no coração pela ação do Espírito Santo.
Quem se envolve com a música cristã de adoração, tem a responsabilidade de contribuir para que a música esteja de volta ao seu devido lugar na Adoração a Deus.
Não pode alguém que não tenha uma vida genuína com Deus, com sua família, com a sociedade, com a Igreja, seu pastor e líderes, ministrar a música, pois a música cristã exige santidade na vida. Tocar e cantar de qualquer jeito, o mundo faz, e faz "bem".
Há muito tempo dizem que o inimigo ataca o ministério de música na Igreja e que é muito difícil fazer parte do mesmo. Em minha opinião, na maioria dos casos, o inimigo está bem longe, o que está perto é o pecado, o orgulho, a falta de humildade, a falta do perdão, não permissão para o desenvolvimento do fruto do espírito na vida do crente, a falta de submissão à liderança.
A equipe de música da Igreja tem a responsabilidade de estudar música, ensaiar a música, compor música conforme a vontade do Senhor, contribuir para a Adoração do povo de Deus no culto.
Seria bom que a equipe de música fosse um pequeno grupo de discipulado cristão onde cada participante obrigatoriamente deveria se encontrar semanalmente para discipulado bíblico, treinamento técnico musical, liderança e aí sim, ensaios e ministração à Igreja. Agradeço o convite e o espaço que este veículo de comunicação e evangelização me concedeu. Deixo meu abraço e saudação cristã a você apaixonado por música, assim como eu. A Jesus, nossa única melodia.


Pr. Nilson Siqueira Dias,
Pastor da Igreja Batista Nova Esperança/Bauru

20 julho, 2009

ARTIGO: Amizades virtuais

Na semana que passou foi comemorado o Dia do Amigo. A data não é oficial no Brasil - talvez porque foi criada por um argentino. Ele inspirou-se na chegada do homem à lua, no dia 20 de julho de 1969, imaginando que seria uma oportunidade de fazermos amigos em outras partes do universo.
Isso me fez pensar quantos amigos eu tenho. No Orkut eu tenho 275, no Facebook são 280 e no Twitter, apenas 39. Amigos de verdade? Posso contar nos dedos da mão.
Isso comprova o que antropólogos e sociólogos afirmam. Uma pessoa normal consegue manter relações sociais, no máximo, com 150 pessoas. Mas só terá amizades verdadeiras e duradouras com cerca de cinco pessoas de cada vez. É o que chamam de “laços fortes” e “laços fracos”.
Mesmo aqueles que se vangloriam de ter centenas de amigos em seus sites de relacionamento - – a media é de 120 - no final das contas, se correspondem com frequência apenas com 7 a 10 delas.
A verdade é que nossos sites de relacionamento, mas também nossa casas, nossas escolas, nossas igrejas, nossos churrascos e a maior parte da nossa vida está cheia de amigos virtuais. Fazemos de conta de gostamos deles, eles fazem de conta que gostam da gente e assim vamos levando.
No meio da multidão de “amigos” buscamos nos livrar da solidão, mas continuamos sozinhos. Apenas amizades verdadeiras são capazes de saciar a sede de relacionamento que temos em nossa alma.
Onde encontramos os verdadeiros amigos? Por incrível que pareça não são nas festas, nos churrascos e nem nas baladas. É justamente nas dificuldades que eles aparecem - enquanto os outros desaparecem.
Está escrito em Provérbios 17.17 “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade”.
Já em Provérbios 18.24 o que está escrito é “Quem tem muitos amigos pode chegar à ruína, mas existe amigo mais apegado que um irmão”. Alguns comentaristas dizem que este melhor amigo é Jesus. Outros acreditam que ele seja o irmão que resistiu à adversidade. Creio nas duas coisas. Jesus é o nosso melhor amigo, mas é ele também que coloca em nossas vidas estes amigos-irmãos que tanto precisamos.
Ao invés de esperar encontrar amigos em outras partes do universo, como o argentino acima, fique atento àqueles que Deus já colocou do seu lado.

Milton Lucas é pastor da Comunidade Vineyard Piratininga

07 julho, 2009

COBERTURA: Pra. Ludmila Ferber canta para 15 mil pessoas em Pederneiras

Celebrando 118 anos, a cidade de Pederneiras foi palco de uma das mais populares festas da região. A tradicional Feira das Nações 2009, reuniu cerca de 100 mil pessoas, em 5 dias de feira, com atrações musicais, danças e comidas típicas. Promovida pela Prefeitura Municipal de Pederneiras, a feira traz shows gratuitos, com diversas atrações de renome nacional, entre eles o cantor Roberto Frejat, ex-vocalista do Barão Vermelho. Na quarta-feira 20 maio, a prefeita de Pederneiras, Ivana Camarinha, fez a abertura oficial da festa — celebrando as realizações de uma administração humanista de grande aprovação popular — com a execução do Hino Nacional. A cantora e Pastora Ludmila Ferber foi a atração principal da noite de abertura, que mesmo fria para a época, reuniu público recorde de cerca de 15 mil pessoas.
Estiveram presentes na ocasião diversas personalidades em visita à pastora. Destacamos a presença do conselheiro do JCG, o Pr. Lelo Rodrigues, da igreja Manancial de Sião de Bauru.
Já no início de sua apresentação a pastora Ludmila ministrou aos presentes com grande autoridade, movendo o público em adoração e clamando ao Espírito Santo para soprar bons ventos oriundos dos quatro cantos da terra para Avivar e restaurar toda região. Com experiência, ela moveu os presentes a se colocarem diante do Altar de Deus, clamando pelo Espírito Santo. Com uma ministração muito ousada a pastora profetizou curas e libertação — pessoas foram tocadas — e ao som da canção "Ouça e tome Posse", o romper do Senhor foi tamanho, que até os músicos começaram a profetizar para a multidão, com as mãos para o alto, em direção aos presentes. Ludmila estava entregue ao poder de Deus, ela pulava, falava em línguas, sentava no chão, ajoelhava — até parecia que a qualquer momento ia pular do palco e se juntar à plateia.
Em certa ocasião, e em tom de descontração, ela reclamou do som e da dificuldade que teve para subir ao palco. "Mas Deus fez o que tinha de ser feito" - completou.
Nos momentos finais, Ludmila convidou os pastores presentes para juntos intercederem sobre a cidade. Ela profetizou que Pederneiras será transformada pelo poder de Deus, e que será conhecida não pela cidade dos evangélicos, mas sim, pela cidade dos apaixonados por Deus — num claro sinal em prol da unidade. Em dado momento, a Pastora Ludmila convidou a prefeita Ivana ao palco, e abençoando-a, disse que ela é um instrumento de Deus para transformar Pederneiras.

19 junho, 2009

JCG/JUNHO: Uma vida. Um amor.

Antes de entrar no assunto principal do jornal "A Virgindade", vamos abordar a importância de buscarmos respostas na Palavra de Deus, pois, ela nos fornece material suficiente para entendermos o que é certo e o que é errado, o que devemos ou não devemos fazer.
Vejamos o que nos diz o salmista: "A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos". (Sl 19. 7-10).
Deus é perfeito, não muda, não se aperfeiçoa nem se deteriora (Mt 5.48; Hb 13.8; Tg 1.17). Assim também é a Sua vontade. Por isso é que as Escrituras declaram que a lei do Senhor é perfeita. (Sl 19.7; Tg 1.25). Ela abrange de forma completa e absoluta todas as nossas necessidades; nada Lhe escapa, nada Lhe é estranho; na Lei de Deus temos os princípios fundamentais para todo o nosso viver, seja em que época for, em que cultura for: A Lei do Senhor é perfeita! No entanto, vivemos num mundo onde tudo é relativo, os conceitos considerados verdadeiros são produtos dos valores de uma época, de uma cultura, de um povo. Assim, toda verdade é relativa às crenças de uma sociedade, época, grupo ou cultura. Deste modo, não se considera um código moral universalmente válido, "o homem é a medida de todas as coisas".
A ética cristã é um desafio constante à sua aplicação e às novas situações que o homem se encontra. É uma tentativa humana de entender e aplicar os princípios divinos à cotidianidade humana. É, portanto, um desafio à conformação de nossa prática àquilo que cremos. Além disso, o homem natural entrega-se ao hedonismo, ou seja, o bom e certo é aquilo que lhe causa prazer, e este é também o parâmetro de sua felicidade. Mas, será que todos os prazeres são bons? E toda a dor é má? A dor resultante do trabalho ou estudo prolongado pode ser boa em seus resultados! E a dor de parto da mulher? A Palavra diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, e que a tribulação produz perseverança e a perseverança, experiência e a experiência, esperança, onde o Espírito de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Romanos 5. 3-5).
No capítulo primeiro de Romanos está escrito que os atributos de Deus são conhecidos por meio das coisas que foram criadas, todavia o homem não adorou a Deus como Criador e preferiu adorar a criatura. Muitos cristãos pensam que a idolatria está muito distante deles, porém, o que se chama de idolatria é adorar a criatura em lugar do Criador. Mas, ao contrário do que se pensa a idolatria não é apenas quando se faz uma imagem de escultura e se prostra diante dela, algo em nossa vida ocupa o lugar de Deus, ou seja, nosso trabalho, nosso filho, nosso marido, ou mesmo o nosso "eu" torna-se mais importante do que Deus. Quando decido pelo meu próprio prazer, segundo minhas próprias aferições do que é bom ou certo, estou colocando a mim mesmo no lugar de Deus, ou seja, a criatura no lugar do Criador. Pois, seu eu tenho um Criador que é Senhor, eu sou criatura e servo. Este mesmo texto diz que a ira de Deus se levanta contra esses homens, que detém a verdade pela injustiça (não praticar o que é reto). "Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração..." ( Rm 1.24). Veja que essas coisas vêm devido a cegueira espiritual consequente da idolatria.
Na Bíblia temos a história de Amnon e Tamar (2 Sm 13). Amnon era tão apaixonado por Tamar, que era virgem, chegando até a adoecer por causa dela. A desejou tanto até que teve relação sexual com ela. Depois deste fato, a paixão passou a ser aversão! Vemos isso acontecendo diariamente nos dias atuais, a busca pelo prazer tem levado nossos jovens a sentirem-se "usados" e quando encontram a pessoa que gostariam de se entregar verdadeiramente, através do casamento, sentem-se "gastos" e "desacreditados" um no outro. Por isso vemos tanta desconfiança em casamentos cujos alicerces estão em conceitos mundanos e não na Palavra Deus. Os jovens cristãos necessitam buscar conselhos em líderes espirituais ou em amigos que se fundamentem em princípios bíblicos, pois muitos buscam conselhos de pessoas que falam a linguagem dos prazeres, a linguagem de que a verdade é cultural e temporal, porém, estes conselhos trazem consequências desastrosas. O "ficar", por exemplo, é fruto de uma sociedade hedonista, pouco resistente à frustração e que tem o individualismo como ideologia dominante. Como consequência temos, além de gravidez indesejada, baixa auto-estima, sentimento de rejeição, ciúmes, e tantos "lixos" na mente, que custarão alguns anos de cura da alma. Enfim, "um abismo chama outro abismo" (Salmo 42.7). O apóstolo Paulo diz algo que se encaixa nesta situação: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena, a prostituição, a impureza, a paixão, vil concupiscência, e a avareza que é idolatria" (Colossenses 3.5). Todo relacionamento que começa na carne está destinado ao fracasso e à morte espiritual.
Em Provérbios 3:1-2, o Senhor nos diz: "filho meu, não te esqueças do meu ensino e o teu coração guarde os meus mandamentos; pois eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e prosperidade". Deus está querendo instruir o jovem a respeito do que ele deve fazer para livrá-lo das angústias que tem trazido tantas enfermidades para as pessoas, famílias e a sociedade.
Os relacionamentos de sucesso são aqueles em que Deus está presente, não conquistaremos a felicidade na força do nosso braço nem na nossa vontade carnal. Não adianta cobrarmos do nosso próximo aquilo que somente Deus poderá suprir em nós.
Por isso, o Apóstolo Paulo fala em Romanos 12: 1,2 sobre a necessidade de não nos "amoldarmos" ao padrão deste mundo, mas para "renovarmos as nossas mentes, para que possamos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". Nada é mais importante do que Deus e a Sua Palavra; seja qual for o tipo de mudança que precisemos efetuar em nossa vida, não deixemos de considerar atentamente os Seus ensinamentos. Não permitamos que o modo de viver contemporâneo relativize a Palavra de Deus, que é viva e eficaz para sempre. Numa era de pragmatismo no mundo secular, onde os fins justificam os meios, existe a tentação de prostituir o caráter cristão em favor do prazer. Dentro de uma cultura relativista e pragmática, onde a Palavra é usada apenas como pretexto, não existe lugar para absolutos morais e espirituais; os Dez Mandamentos, por exemplo, desaparecem. Só subsistem algumas porções bíblicas que, com a nossa interpretação duvidosa, servem para nos dar conforto e alimentar os nossos desejos pecaminosos. É necessário que não permitamos que critérios estranhos à Palavra de Deus nos orientem em nossas práticas e decisões. Antes de adotarmos um conceito e assumirmos um novo comportamento, verifiquemos se isso se harmoniza com a Palavra de Deus; não nos permitamos simplesmente seguir modismos do nosso nicho social.


Pra. Cristina Valle
Rua Paes Leme, 8-55 - Bauru/SP
iap@avivamentopleno.com.br

15 junho, 2009

ARTIGO: Casa vazia

Gostei muito de um artigo que li outro dia, cujo título era esse: casa vazia. Foi escrito pelo reverendo Célio Teixeira Júnior, da Igreja Presbiteriana de Jaú. Vou transcrever alguns trechos para vocês. “Coisa triste na vida é casa vazia. Ela pode estar cheia de móveis e bem decorada, mas se não há o som de panelas sobre o fogão no preparo do almoço para alguém que espera, a casa é lembrança e triste quimera. Se não há o tropel de crianças e nem o volume alto do aparelho de som no quarto do filho adolescente, então a casa se encheu da fumaça densa que se chama saudade. Se nela não visita o parente, se pela manhã as janelas não se abrem, se nem mesmo o barulho da cadeira de balanço do idoso se ouve ali, então a casa é um número na rua, passado somente, tristeza que cresce dentro da gente.” Lindo, não é mesmo? Traz sensações em quem já viveu tudo isso. A correria da criançada, a casa cheia, as roupas no varal, o cheirinho de comida feita na hora, a gritaria dos adolescentes exigindo seus direitos e se esquecendo de seus deveres... É; tudo isso marca uma vida para sempre. Na hora que acontece, muitas vezes, incomoda. Depois, traz uma saudade danada, diante do vazio que se instaurou.

Isso é muito comum acontecer, principalmente, quando os filhos passam a morar fora. Desde a infância até a adolescência é uma trabalheira imensa pra se acostumar com aquele “serzinho” que exige tudo e mais um pouco. Você abre mão do seu espaço, cultiva maior paciência, treina a flexibilidade, aprende a suportar som alto, e quando já ficou “expert” em tudo isso, seu filho vai embora, bem longe de você, quer para estudar fora quer para constituir uma nova família. Poxa, isso não parece nada justo, hein! Logo agora que você já estava tão acostumado, vem a vida e lhe dá uma rasteira dessas. A casa fica vazia!

Perde-se a vontade de fazer comida, porque já nem se sente fome. A saudade parece ocupar o pensamento e o estômago. Surge o desânimo, e as noites passam a ser mais compridas, pois o sono não aparece. Sensações esquisitas e temores estranhos surgem do nada. Um medo que antes não existia passa a fazer parte do dia a dia, como presságios de coisas que nos angustiam possam acontecer repentinamente. Ai, ai... Casa vazia lembra assombração e filho distante angustia o coração.

A boa notícia é que quase todo mundo passa por isso, portanto, não há motivo para se desesperar. O tempo, como bom amigo que é, encarrega-se de levar para longe até mesmo essas lembranças quando elas tiverem cumprido a sua finalidade. E qual é ela? Não sei exatamente. Talvez, seja a de mostrar como nossos filhos são realmente importantes em nossas vidas, ou de como uma situação incômoda se transforma numa lembrança saudosa; ou ainda como nosso coração é espaçoso e necessita constantemente ser preenchido com dar e receber. Se o seu só esta dando é hora de receber; se só está recebendo, com certeza, é hora de dar. Precisamos movimentar a roda viva das paixões em nosso peito. Afinal, daqui a pouco a casa pode estar cheia novamente. Noras, genros, netos, cachorro e papagaio...

Ainda que o vazio seja definitivo, como no caso da perda de um ente querido, não permita que a casa se encha apenas de lembranças. Cultive um jardim, adote um animalzinho de estimação, auxilie crianças carentes ou idosos abandonados. Mãos foram feitas para mutuamente se aquecer e realizar feitos grandiosos como enxugar uma lágrima ou proporcionar uma alegria. E para os que têm hoje a casa cheia, não permitam que ela fique vazia. Semeiem desde já os frutos que desejam colher amanhã. E, boa colheita!

Maria Regina Canhos Vicentin
Coluna Comportamento. CRP 06/32126